Lua nova de Gémeos

Lua nova

 

Lua nova de Gémeos, 16 de Junho, 15.05 h, no grau 25°07’.

Gémeos lembra a curiosidade das crianças. É a aprendizagem que decorre da interacção com o que nos cerca. E porque o ambiente em que nos movimentamos tem sempre tanta coisa diferente, há mil coisas com as quais nos relacionarmos, das quais retirar alguma informação. Nesta fase do ciclo, queremos saber tudo, a actividade mental está activada! Procuramos respostas em todo o lado, de todas as formas possíveis. Lendo, navegando na internet, conversando, vendo filmes, circulando, observando, ouvindo. Gémeos pode proporcionar dificuldade de foco já que a tendência é para dispersar-se por onde haja alguma coisa mais para assimilar e aprender, ou simplesmente ficar a par das novidades. Esta é portanto uma Lua Nova que marca um ciclo em que procurar informação, iniciar aprendizagens, comunicar para o exterior está em alta, e tudo o que estiver em sintonia e se iniciar sob esta energia tem o caminho facilitado.

Desde o início de Junho, Marte tem estado em aproximação a uma conjunção ao Sol, acentuando a tendência natural do Sol geminiano e que se relaciona com o que foi mencionado acima. Mercúrio, regente de Gémeos, esteve retrógrado até há muito pouco tempo, sugerindo e facilitando o refazer de algumas tarefas exteriores e igualmente o examinar do que mantemos em mente. Nesta Lua Nova, Marte está conjunto ao Sol e à Lua, embora já em separação mas ainda muito próximo, e portanto o tema da intensa recolha de dados está ainda muito presente. Absorvemos muita informação por um lado, mas tivemos o convite para olhar para dentro por outro. O símbolo Sabiano para esta lunação é:

“Num céu de inverno, árvores cobertas de gelo”

Pista: apenas o essencial

O que está simbolizado parece contrariar a circunstância de Gémeos ser exactamente o contrário, já que a curiosidade e a sede de saber que lhe é adstrita vai muito para além do que é essencial, correndo até frequentemente o risco de se perder no meio de toda a informação que assimila. E com Marte a empurrar pode literalmente empanturrar-se de novos dados. No entanto a contradição pode ser ilusória. Vejamos: o que se pretendeu com Mercúrio retrógrado? Um certo afastamento do exterior, um recolhimento para análise interna. E essa análise interna não será ela útil precisamente para identificar o que anda a mais, o que se acumulou em excesso e prosseguir apenas com o essencial? Faz sentido!

Pegando ainda na ideia de seguir apenas com o essencial, não só Mercúrio esteve retrógrado, como Saturno e Plutão têm estado igualmente, todos eles a pedir um olhar interno. Estes três planetas “pediram e pedem” acima de tudo que seja identificado o que não é necessário, tudo o que não é essencial. É um processo que pode ser difícil. Crescemos com demasiadas ideias feitas acerca de quem deveremos ser, independentemente de isso nos ser útil ou não. Precisamos de servir um padrão cultural, social às vezes religioso; precisamos ser uma peça numa engrenagem para a qual não fomos chamados a construir mas que aceitamos fazer parte. Abrigamos muito mais do que é nosso, mas porque é o que conhecemos, largar não é fácil, o hábito prevalece como um vício, o medo toma conta. Neptuno também iniciou o movimento de retrogradação há poucos dias. Amor incondicional, compaixão são duas palavras que também definem a função deste planeta e porque está na condição descrita, mais facilmente temos a capacidade de sentir que não há castigo para ninguém, que temos suporte, que nada acontece por acaso, que o que parece nos afrontar é a oportunidade de nos libertar. Saber isto, faz parte do essencial! Saber que é preciso querer aderir, também! Temos livre arbítrio, pelo menos até um certo ponto.

O regente de Gémeos, Mercúrio está em quadratura a Neptuno. Mercúrio em Gémeos é a mente racional e lógica, preparada para operar nas três dimensões. Neptuno pertence ao reino do espírito onde prevalece o sentir, e as regras não são as das três dimensões, aquelas para onde temos permanentemente a atenção focalizada. Para aproveitar as duas energias é necessário encontrar uma via em que ambas se consigam expressar, caso contrário uma vai prevalecer em detrimento da outra mas à custa de confusão mental, ilusão ou falta de concentração. É preciso aceitar a existência de dimensões não físicas, mas simultaneamente fazer uso da capacidade de discriminação e inteligência para identificar o que é pura fantasia e o que é potencialidade. Nós podemos fazer uso da mente racional para aprendermos a limitar a racionalidade lógica e por outro lado abrirmos espaço à intuição, sem perder no entanto o contacto com a realidade terrena. Saber isto é também essencial.

Urano em Carneiro quer a libertação de todos os padrões e de todas as estruturas que nos amarram e nos impedem de alcançar as potencialidades com que aqui chegámos. Júpiter em Leão quer novos horizontes, novas formas de abordar a vida levando em consideração a Verdade individual e colectiva; há aqui uma grande dose de fé na Vida, há alegria e optimismo. Urano faz trígono com Júpiter, os dois seguem em harmonia, não falta criatividade para inventar o que ainda não foi inventado! Vénus também em Leão está conjunta a Júpiter e o que acontece é que temos prazer em tudo aquilo que está simbolizado por Urano e Júpiter. E quando há prazer transformamo-nos em ímans com capacidade de atrair o que nos faz bater o coração. Outra coisa essencial…. encontrar e manter na nossa vida o que faz o coração bater!

Volto à imagem que o símbolo evoca.  A vida é cíclica, e há momentos de abundância, de vida e cor, de agitação por todo o lado, e há também pausas que se impõem, em que tudo à nossa volta e em nós se recolhe, hiberna, em que tudo se resume ao essencial…. mais uma vez! E o que acontece quando o gelo derrete e o Sol aquece? O essencial passa a ser a estrutura em que a Vida floresce!

Lua nova 2

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Saturno reentra em Escorpião

Saturno

A nossa vida é feita de um número incomensurável de experiências. A todas elas corresponde uma resposta emocional, mais ou menos intensa, mais positiva ou mais negativa. Em patamares de consciência a que não temos acesso facilmente tudo fica registado. Tivemos boas experiências e outras nem tanto, algumas traumáticas, outras de que nos envergonhamos, umas que aceitámos, outras que reprimimos, algumas que nos amedrontaram… Evoluir é mudar, é passar de um estado para outro, é actualizar a percepção que temos do mundo e da realidade. Mas a verdade é que por várias razões muitas vezes ficamos emocionalmente presos a determinadas circunstâncias que não nos permitem essa passagem, que não deixam por isso evoluir. É em Escorpião que as motivações e questões mais profundas do Eu, são purificadas. Ciclicamente uma “purga” é necessária para que a alma possa prosseguir caminho, livre de pesos desnecessários à procura de novos horizontes, à procura da verdade simbolizada por Sagitário, signo que se segue a Escorpião.

A 5 de Outubro de 2012 o planeta Saturno entrou em Escorpião e por lá se manteve até ao final de Dezembro de 2014. Saturno tem a função de concretizar, materializar, estruturar, trazer às três dimensões o que seja mantido energeticamente em algum nível do nosso ser. Em Escorpião como foi registado, as limitações ao evoluir da alma precisam ser transformadas ou eliminadas e quando em contacto com Saturno ganham corpo e entram na nossa vida de forma tal que não podemos fingir que não sabemos, ou que não vemos, ou que não sentimos na pele. Se analisar a sua vida durante este período compreenderá. Tudo o que de menos bom aconteceu foi na realidade uma bênção! Estava a mais, pesava, não deixava avançar.

Do final de Dezembro até agora Saturno tem estado em Sagitário; a 15 de Março ficou retrógrado e vai reentrar em Escorpião a 15 de Junho. Por lá ficará até 17 de Setembro, até que finalmente sai definitivamente. A intenção, porque tudo isto tem uma intenção por detrás, é termos a oportunidade de fazermos uma última revisão para haver a certeza que não fica esquecido nada que seja inútil, prejudicial. Que fique só o essencial, o benéfico, o que precisamos para prosseguir a jornada.

A retrogradação de um planeta indica tempo de análise interior. Com Saturno em Escorpião está feita a proposta para usar tempo e disponibilidade dedicados a descobrir o que ainda poderá restar pelos cantos esquecidos e escondidos do seu Eu, aqueles mais distantes da luz da consciência. A limpeza dá-se sempre, com a nossa colaboração ou não. Colaborar ajuda, resistir pode fazer doer! Com sorte, a passagem anterior deixou tudo limpo e a brilhar, mas pelo sim pelo não dê uma olhada!

Para relembrar Saturno em Sagitário: aqui

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Depois da Lua cheia, vem a fase minguante…..

Fogueira

A Lua cheia é um período de tempo que representa uma iluminação temporária dos nossos padrões e processos inconscientes. Esta circunstância facilita a tomada de consciência dos mesmos, através da observação do que sentimos, do que pensamos de como reagimos e com alguma frequência são acontecimentos externos que induzem estes pensamentos ou sentimentos ou emoções. Coloco propositadamente a ênfase naquilo que é desconfortável, doloroso até, porque estes elementos devem ser descartados. Se não acrescentam bem-estar, se não são construtivos e pelo contrário travam e atrapalham o usufruir do melhor que há para viver, então está na hora de desapegar e quanto mais depressa melhor. São o resultado ou resíduos de experiências passadas, às quais ficámos agarradas(os) por memórias conscientes ou inconscientes.

Pode existir uma ligação até a vidas anteriores. Nós somos seres que usamos os nossos corpos físicos, com a respectiva personalidade, para na experiência terrena a nossa alma evoluir. Trazemos incontáveis memórias de incontáveis outras vidas em que ficámos presas(os) a incontáveis experiências e crenças, que nos proporcionaram algum tipo de envolvimento emocional, negativo muitas vezes. E agora, sem imaginarmos a razão, quando surge uma situação semelhante, ou um pensamento que se relaciona à situação, uma reacção condicionada é despoletada pela experiência do passado. E frequentemente este tipo de comportamentos ou sentimentos, que fazem parte da nossa forma habitual de ser ou de agir, não nos apoiam. Mas no momento em que tomamos consciência destes elementos inúteis estamos prontas(os) para desapegar, para largar.

Depois da Lua cheia, a Lua continua o seu percurso e novamente se vai aproximando do Sol. Os 180° que definem a oposição entre os dois vão lentamente diminuindo e no momento que são atingidos os 90° dá-se a entrada na fase minguante. Esta é uma altura perfeita para dar corpo à intenção clara de largar o que foi detectado e nos limita, nos impede tantas vezes de alcançar uma vida mais feliz e plena.

Exemplo do que pode haver para desapegar: situações do nosso passado que relembrando causam emoções negativas; a emoção é para desapegar, o que passou não existe mais. Emoções que surgem sem sabermos de onde nem porquê e que podem estar ligadas a memórias kármicas inconscientes; mau estar, tristeza, melancolia, culpa, medo, egocentrismo…. é para desapegar. Emoções que alimentamos em relação a determinadas pessoas ou situações: raiva, desejos de vingança, impotência, frustração. Crenças que limitam: odeio o meu trabalho mas não tenho outro remédio; não tenho capacidade de ultrapassar os meus problemas. Comportamentos que sistematicamente causam problemas: não levar em conta as necessidades próprias; não assumir os obstáculos; não aprender a gerir os recursos disponíveis; ter o impulso para fazer tudo e mais alguma coisa (esta é para mim…). A lista é interminável…

Tomar consciência, sentir em pleno na pele o que quer que seja que nos faz mal é um acontecimento importante. E tal como, mais ou menos exuberantemente, ritualizamos o nosso aniversário ou a passagem do ano civil, ou qualquer outra situação que valorizamos, podemos ritualizar o momento em que desapegamos do que estiver a mais na nossa vida. Podemos escrever num papel o que está preparado para ir embora e cortar depois em mil pedacinhos, deitando no lixo. Podemos inventar um ritual, mais ou menos complexo de acordo com os nossos gostos. Eu adaptei um a que designei como “a fogueira” porque o potencial purificador do fogo é utilizado. Tenho um recipiente metálico que será o “palco da purificação”. Num papel escrevo o que há para desapegar, deito fogo e coloco no recipiente. Enquanto a chama arde repito uma frase de Yogananda: sementes do karma passado não podem germinar quando torradas na Sabedoria Divina. Faço isto, não com um espírito austero e de grande solenidade, mas com uma disposição leve, como se fosse uma brincadeira. Gosto verdadeiramente de ver o papel a arder, e nele as sementes malvadas a torrarem!!!

Não podemos ter a pretensão de fazer um ritual e desapegar de vez! É preciso insistir, é preciso querer e ter a persistência necessária, dizer não às antigas limitações e o amor próprio para fazer vingar as atitudes, as crenças e os sentimentos que nos fazem caminhar em frente. Um ritual mensal de desapego pode ser um momento agradável em que vincamos perante nós e o Universo inteiro que estamos determinadas(os) a alcançar o melhor que há à nossa espera!

Porquê um ritual?  O psicanalista de origem judaica, Fritz Perls, escreveu no seu livro “A Abordagem Gestáltica”

Parece haver, em todos os seres humanos, uma tendência inata para o ritual(…) Encontramos esta tendência não apenas entre os primitivos, mas também entre grupos altamente civilizados (…).

Se numa ocasião importante não houvesse nenhum ritual — nenhum (…) aperto de mãos, discurso, cântico, nenhuma cerimónia de qualquer tipo — tudo pareceria sem sentido e vazio. O ritual parece dar à tal experiência ordem, forma e objectivo. Em termos gestálticos, poderíamos dizer que torna mais evidente, faz a figura sobressair mais nitidamente. Todos nós, por exemplo, parecemos sentir a necessidade de algum ritual para lidar com a morte. Mesmo o cidadão menos sofisticado do mundo acharia chocante se simplesmente empacotassem os nossos cadáveres e nos desembaraçássemos deles.

Mesmo que ainda não consiga aproveitar a Lua cheia como um momento de iluminação do seu inconsciente, onde estas sementes se acumulam, talvez tenha mesmo assim, bem presente o que mantém em si e deve largar. Aproveite os períodos de Lua minguante e torne-se mais leve. Faça-o, com ritual ou sem ritual. Ou invente um ritual só seu. Ou simplesmente tire um tempo só para si, reflicta sobre o que aqui se propõe, e desapegue-se do que estiver a mais.

 

 

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Lua Cheia de Sagitário, 2 de Junho

Semi círculo

Dia 2 de Junho de 2015, 17.19h, Lua Cheia em Sagitário.

Já tenho o hábito instalado, começo pelos Símbolos Sabianos, nomeadamente pelos do Sol e da Lua, os dois principais elementos de uma Lua Cheia. O que está a itálico é directamente relacionado com a interpretação de Dane Rudhyar.

Sol – 12 de Gémeos: “Uma menina negra luta pela sua independência na cidade”

Pista: Libertação dos fantasmas do passado.

Lua – 12 de Sagitário. “Uma bandeira transforma-se em águia; a águia num galo que saúda a alvorada”

Pista: A espiritualização e promoção dos grandes símbolos de uma Nova Era por mentes atentas àquilo que precede a sua manifestação

A águia simboliza a vontade espiritual e o poder de subir à altitude mais alta possível de consciência e propósito. Voando a tal altitude, a águia é a primeira criatura viva a perceber o sol nascente. Tendo percebido, e ao transformar-se em galo anuncia a vinda de um novo dia.

As bandeiras simbolizam nações que são constituídas por vários indivíduos, cada um com a sua própria experiência de vida e nível de consciência. Nações que estão ligadas a um passado, ao momento em que nasceram. Também a cada um de nós poderá ser atribuído um símbolo pessoal. Por exemplo, de certa forma o nome pelo qual somos conhecidos não será a nossa “bandeira” pessoal? “Bandeira” esta que assinala igualmente a nossa origem, através dos apelidos!

A Lua transitou por Escorpião antes de entrar em Sagitário; foi por onde andou durante o fim-de-semana. Aqui ela entra profundamente em contacto com o inconsciente, e aqui, emocionalmente está tudo guardado, tudo o que fez parte de todos os nossos passados…. porque tal como as nações, fomos ao longo de várias vidas vestindo a pele de vários indivíduos. Somos o resultado de infinitas vivências, e sabemos bem que do passado fazem parte formas de vida que queremos abandonar, transcender, transformar, regenerar. Tudo isto, está bem presente, quando de seguida entra em Sagitário e é iluminada pelo Sol! Tal como escravos, temos ânsia de libertação. Muitas vezes também, ainda nem percebemos que a essa libertação corresponde um elevado nível de responsabilidade; outras vezes, o medo de assumir as responsabilidades mantém-nos presos. Mas cada vez mais e mais de nós, experimentam o voo da águia que sobe alto, e percebemos que vem aí um alvorecer diferente. Perdemos o medo e assumimos a responsabilidade de criar a vida em sintonia com quem somos, não de acordo com o que querem que sejamos. A nossa individualidade muito particular e muito única, é simbolizada por Urano, o Grande Libertador. Ele, que nos ajuda a romper com os condicionamentos antigos está em trígono à Lua, a puxar o futuro para o presente, afastando o passado. Mais do que querer, sentimos necessidade de novos horizontes, horizontes Sagitarianos! É por tudo isto que a menina negra luta, e a Luz está com ela… tal como está com todas e todos que já não se deixam amedrontar por fantasmas!

Marte também terá um papel importante neste cenário, já que está em conjunção ao Sol e oposição à Lua. E o símbolo é:

16 de Gémeos: “Uma activista em discurso emocionado dramatizando a sua causa”

 Pista: A resposta apaixonada a uma nova experiência profundamente sentida.

O que foi “descoberto” não só precisa ser discutido e testado através de um intercâmbio intelectual como também precisa ser difundido e divulgado no meio daqueles que ainda não estão conscientes do novo tempo que se avizinha. Um público é necessário, e tem que ser convencido; a sua resistência e inércia tem que ser superada.

Apetece-me dizer que estamos perante uma Lua cheia muito politizada! Veja-se como Marte se alia ao Sol. A oposição da Lua em Sagitário equilibra com uma visão abrangente do que é a realidade; esta, não é só o ambiente mais imediato, simbolizado por Gémeos. A Grande Realidade é que o ambiente imediato é apenas uma pequena parte da Verdade. E para transcender o passado é necessário assimilar este novo conhecimento. Isto é também o que a águia viu quando subiu ao alto, e agora sabe o galo que canta ao nascer do dia.

Um último aspecto a considerar é Júpiter, ligado ao Sol em sextil e à Lua em trígono, os três em harmonia portanto. Júpiter, regente de Sagitário, é uma energia que expande; por isso em Leão temos a capacidade de ver aumentadas qualidades como generosidade, acção para a criação, optimismo, alegria de viver, fé nas nossas capacidades. Isto são qualidades que precisamos sempre, especialmente quando entrámos em modo de “libertação dos fantasmas do passado”. E o símbolo de Júpiter é:

17 de Leão: ” Um coro de voluntários cantando hinos religiosos”

Pista: O sentimento de união que une homens e mulheres na sua dedicação a um ideal colectivo.

À medida que nos libertamos dos aspectos passados que não servem mais, à medida que percebemos que depois da noite escura, e às vezes assustadora, vem sempre mais um dia que tem o poder de espantar todos os fantasmas, à medida que voamos alto e percebemos o que está para lá da realidade mais imediata, à medida que assumimos a responsabilidade por viver de acordo com os novos saberes, à medida que vamos vivendo novas filosofias de vida vamos pertencendo a um grupo de homens e mulheres que se dedicam a um novo ideal colectivo. E assim pouco a pouco, uma nova Terra vai sendo moldada!

Toda esta simbologia está presente no céu na altura em que se der a oposição exacta do Sol e da Lua. Como em qualquer Lua cheia, sob o efeito da luz da consciência (o Sol) temos uma grande oportunidade para perceber o que mantemos dentro, sejam sentimentos, crenças, comportamentos que de alguma forma estão ligados ao passado. Observe-se, e identifique o que causa mau estar, incómodo, o que não serve mais. Se a mensagem contida neste instante for para si apelativa, se está em sintonia… junte-se ao coro, mesmo que ainda desafine!

 

 

 

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Para lá do que conhecemos

A realidade é feita do que conhecemos

Sempre gostei de um bom mistério. A Vida e a história da Terra é um, que seguramente não vamos desvendar completamente enquanto por cá andarmos. Mas podemos pelo menos ir abrindo e expandindo o conhecimento que temos, questionando e procurando o que está para lá do nosso nariz. Até porque perceber que sabemos tão pouco de nós mesmos e do que somos e de quem somos, pode bem impulsionar-nos para essa procura.

De vez em quando aparecem vídeos interessantes, e encontrei este legendado em português. Para terem acesso às legendas, cliquem em baixo à direita, no rectângulo ao lado do símbolo do relógio.

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18 de Maio, Lua Nova de Touro


Constelação de Touro

 

Segunda-feira, 18 de Maio 5.13 h e é Lua Nova no grau 26°55′ de Touro. Mais uma vez o ciclo da Lua recomeça, e mais uma vez novos processos podem ter desenvolvimento.

Símbolo Sabiano do grau onde acontece o encontro do Sol e da Lua

“Uma mulher índia, adulta, que vende artefactos da sua tribo aos transeuntes”

Pista: Adaptação pacífica às necessidades colectivas

Touro, sendo o segundo signo do Zodíaco, muito perto do “início”, faz recair a atenção para questões estritamente relacionadas com a necessidade de manter o que recentemente foi criado. É necessário alimentar, fazer enraizar, ter recursos, ter aptidões para permitir o crescimento saudável daquilo que surgiu. É um tempo em que pode ser necessário um grande enfoque numa área específica e restrita. E no entanto, porque nada é separado de nada, e tudo faz parte de um grande Todo, é simultaneamente fundamental que aquilo que esteja a ser alimentado, criado, enraizado, de alguma forma sirva um grupo, uma sociedade, uma comunidade. A tribo da mulher que vende as peças relacionadas com a  sua cultura, cria alguma coisa muita própria, talvez muito única, mas que precisa ir ao encontro do que outros grupos humanos apreciam ou valorizam para puder ser dispersada e partilhada.

É claro então, que apesar da concentração necessária em fazer crescer metas, objectivos, ideias, o que quer que seja, não podemos nunca esquecer que fazemos parte de uma rede invisível mas real, e que para manter a rede saudável o que temos em mãos e em mente deve estar de acordo com regras e filosofias assentes na verdade, pois só esta tem viabilidade a longo prazo, e é garantia de bem-estar. E para lembrar que esta circunstância não vai ser ignorada, há uma oposição do Sol e da Lua a Saturno em Sagitário. Saturno retrógrado no signo da procura da Verdade precisamente a pedir que a verdade interior seja trabalhada, descoberta, estabelecida e estruturada. Para isto acontecer, precisamos aprender a virtude da paciência; paciência não á atributo de Marte, que anda por Gémeos, em conjunção à Lua Nova, a imprimir aceleração aos pensamentos e ideias. Claro que neste processo a mente é necessária e tem contributo precioso, mas há que funcionar de acordo com a vontade de Saturno, porque ele é a representação da Autoridade, ele decidirá quem pode ultrapassar o limiar que dará acesso às liberdades que Urano promete. A Grande Autoridade benevolente, está em oposição a Marte também, e garante assim a supressão de pressas e impulsos desnecessários.

Afinal o que é a nossa verdade? É tudo que sentimos, o que pensamos, o que fazemos de bem ou de mal, o que mostramos e o que escondemos; tudo o que alimentamos interiormente, de luminoso ou de tenebroso faz parte de nós. Mas nada disto é imutável porque “só a impermanência permanece”. A verdade de hoje não é igual à de ontem nem vai ser a mesma amanhã! Aquilo que acreditamos dita o que sentimos e o que pensamos, o que desejamos e o que tememos. Mas tudo são padrões e estruturas prontas a serem transformadas, eliminadas até, se não nos servirem. Alguém quer uma verdade destruidora? Claro que não, a começar pela nossa própria alma, que faz tudo para nos colocar no caminho correcto. A alma está relacionada com Plutão; Plutão em Capricónio, retrógrado também, faz a sua parte ajudando-nos neste trabalho de reestruturação de padrões internos, para que uma verdade novinha em folha possa surgir, livre de crenças e sentimentos destrutivos, inibidores de caminharmos assumindo quem somos de facto. Mais simples ou mais complexos, somos aquilo que precisamos ser para cumprirmos o nosso caminho evolutivo. E este faz-se sempre com um sentimento de leveza e alegria; tudo o que não permite este estado não é a grande Verdade e deve ser reformulado! Plutão está em sextil a Neptuno, e podemos sorrir, respirar fundo e abraçar todas as transformações necessárias, porque a sensibilidade e o Amor Universal simbolizados por Neptuno estão a suavizar o que precisa ser feito. E nem falta criatividade porque há uma ligação a Júpiter em Leão; uma ligação com algum atrito a vencer, mas seguramente a generosidade e o optimismo de Leão dão conta do assunto!

Nesta proposta de trabalho, em que é sugerida a procura da verdade que é a nossa e serve o nosso bem, a mente tem um papel importante, e com Mercúrio em Gémeos fazendo sextil a Júpiter em Leão, temos clareza e fluidez de pensamentos optimistas, apontando para todas as possibilidades. E Mercúrio, depois da lua nova e em menos de 24 horas entra num período de retrogradação. Os planetas quando se encontram retrógrados servem uma função essencialmente interna, facilitando a auto análise e a auto descoberta. Portanto com Plutão, Saturno e Mercúrio retrógrados temos facilidade de acesso a quem somos e a quem queremos ser!

Em sintonia com estes requisitos, podemos nos alinhar com a Lua Nova e iniciar alguma coisa de novo, alguma nova atitude, algum novo projecto, talvez até apenas um novo passo dentro de um objectivo mais vasto. Ou podemos simplesmente partir à descoberta de quem somos afinal!

Para relembrar sobre Saturno em Sagitário: aqui

Lua NOva 18 de Abril

 

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Finalmente apresento-me …

Palhaça

 

Estava eu muito feliz e contente na minha vida extra astrológica, quando subitamente me lembro: “ahhhhh já sei como me irei apresentar lá no blogue da Floresta (porque ainda não o tinha feito…). Vou pedir ao GE (Grande Espírito=Eu Superior=Universo=Deus=o que quiserem porque a designação não interessa) que me dê o símbolo perfeito que eu possa utilizar como “cartão de apresentação”” Se bem pensei melhor o fiz, e o que saiu foi o 11 de Caranguejo.

             “Um palhaço caricaturando personalidades bem conhecidas”

Pista: O valor do humor no desenvolvimento da objectividade e independência de espírito.

Prossegue Rudhyar: Humor e ironia são uma ferramenta poderosa na avaliação do valor das realidades sócio-culturais, e, assim, dá-se a libertação-se do glamour e do preconceito. O riso descondiciona e muitas vezes abre o caminho para uma compreensão de que não precisamos ser excessivamente impressionados com a forma como a nossa tradição mais ou menos forçou a nossa consciência. O palhaço, é claro, é a manifestação mais popular desta vontade de rir, o que parece ser uma característica básica da natureza humana. Caricatura e sátira são formas mais intelectuais da mesma necessidade de liberdade intelectual.

(…) É um passo de descondicionamento

Descondicionamento….. hummmmm isto é a especialidade de Urano! Bom, então agora partilho que de facto, aqui a escriba-guardiã da Floresta tem Urano em sextil ao Sol e em semi-sextil à Lua, o nodo norte está mesmo na cúspide (início) da casa 11 que é a casa de Aquário, regido também por Urano, e em Leão (nodo médio em Virgem, nodo verdadeiro em Leão). Se por um lado o riso e a alegria que naturalmente associamos a palhaços, podemos associar a Leão, é evidente que o descondicionamento é Urano no seu melhor! E sim, se há assunto que me interessa é este da necessidade de nos libertarmos de todos os condicionamentos que nos impedem de seguirmos caminho, leves e felizes! Aliás, libertar-me e passar a palavra passou a ser a minha filosofia de vida. Vou voltar à astrologia….. “passar a palavra” é função de Mercúrio que rege Gémeos….. e sou de signo solar Gémeos; e com o Sol, a Lua e Mercúrio na casa nove…. é claro que desenvolver a minha filosofia de vida em sintonia com Urano seria o meu destino! Estão a ver porque fiz da Astrologia uma peça fundamental da minha vida? Isto é giro ou não é????

Para terminar resta-me dizer… prazer em conhecê-la(o)!

 

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Lua Cheia de 4 de Maio

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Lua Cheia, 4 de Maio de 2015, 4.42 h

O tema de qualquer lua cheia é sempre aquilo que, mantido sob o resguardo do nosso próprio olhar, o inconsciente simbolizado pela Lua, nos é revelado sob a luz do Sol. Assim, os nossos luminares são sempre os dois intervenientes principais, e a iluminação acontece quando os dois se encontram frente a frente, em pontos diametralmente opostos no zodíaco. No entanto, outros elementos podem ter lugar de destaque, e desta vez o planeta Júpiter reclama para si um papel igualmente importante a desempenhar.

Temos então o Sol a 13°22’ de Touro, a Lua a 13°22’ de Escorpião e Júpiter a 13°34’ de Leão. Júpiter faz quadraturas exactas ao Sol e à Lua. Começo por analisar os símbolos Sabianos referentes à posição dos três planetas:

Sol – Na praia, crianças brincam enquanto crustáceos juntam-se na borda da água

Pista: Voltando às alegrias simples, para revitalização.

Este símbolo carece de um pouco mais de elucidação; Dane Rudhyar assinala o mar como representação das dimensões humanas não conscientes; estas sempre estão presentes independentemente daquilo que façamos, ou do grau de sofisticação e maturidade dos intervenientes humanos. As crianças brincam alheias aos crustáceos, que fazem parte do cenário, vindos do mar, sem qualquer ligação aparente com as actividades infantis.

Lua – Homens da empresa de telefones a trabalhar nas instalações de novas conexões.

Pista: A necessidade de estabelecer novos canais de comunicação.

Júpiter – A alma humana buscando oportunidades de manifestação exterior.

Pista: O desejo de auto-realização.

 

Por aqui, “debaixo do Sol”, tudo o que fazemos, directa ou indirectamente, visa alcançarmos o que a nossa alma estabeleceu como caminho evolutivo. Desse caminho fazem parte a aprendizagem de tarefas aparentemente tão simples, tão básicas e primárias, como aquelas que constituem brincadeiras de crianças, à beira mar, na praia! Frequentemente também, esquecemos, ou ignoramos mesmo, que podemos alcançar a nossa auto-realização com filosofias de vida simples, em partilha com os outros, fazendo o que nos proporciona bem-estar, fazendo o que nos dá prazer. E disto fala o Sol em Touro, signo do elemento terra.

A Lua aponta a necessidade de estabelecer novos canais de comunicação. Que canais serão esses? Escorpião é um signo relacionado com o elemento água, que por sua vez está ligado ao inconsciente. É a nossa dimensão mais importante, a mais directamente ligada à alma que busca manifestar-se. No entanto é a mais ignorada, desconhecida, escondida, reprimida, da qual sentimos medo, culpa e vergonha tantas vezes! Tal como os crustáceos chegam à praia sem impedimento, muito do que corre nos nossos rios subterrâneos inconscientes tenta chegar à superfície mas pode encontrar o caminho atulhado de regras e crenças e obrigações que alguém, algures no exterior, estabeleceu como politicamente correcto, como adequado a boas pessoas, como fazendo de nós cidadãos exemplares. Comportamo-nos não de acordo com quem somos, mas de acordo com a utilidade que temos para outros, ou de acordo com crenças que não são próprias. Assim não há alma que se possa exprimir, tornamo-nos corpos mais ou menos funcionais ao serviço sabe-se lá de quem, de que poderes, de que interesses! Então, são de facto precisos novos canais, limpos e de caminho livre, que permitam o afluir de tudo o que anda escondido. O que está desactualizado e é inútil deve ser banido, mas neste processo aquilo que somos verdadeiramente vai igualmente sendo revelado, a tal alma que nos anima!

Júpiter está por Leão, procurando então oportunidades para a alma se manifestar. Como tenta cumprir este desígnio? De Leão fazem parte a generosidade, a autoconfiança, o optimismo, a criatividade a fé e a vitalidade. Mas também pode haver a ditadura do ego, o orgulho sem sentido e a mania da grandeza… “ah eu sou o Rei da Selva! Eu quero e posso! Ou prestam vassalagem ou estão fritos!” Depois, onde se encontra Júpiter tudo cresce e se expande, tanto o generoso quanto o orgulhoso, tanto o luminoso quanto o ditador. Júpiter está ligado por trígono a Urano em Carneiro. Por um lado há muito fogo: Carneiro, Leão, e Júpiter regente de Sagitário, os três signos de fogo. Por outro Urano, regente de Aquário, signo de ar. Reparem como o ar pode atiçar o fogo! Urano não é paciente, é a rapidez dum relâmpago. Estes podem ser ingredientes dignos de uma revolução, mas completamente inibidores do propósito de manifestação da alma. Atitudes de egos inflamados e egocêntricos surgem como consequência de vivermos segundo padrões de terceiros, acreditando que somos impotentes, insignificantes, nalguns casos apenas “carne para canhão”. Entramos em modo de sobrevivência, queremos salvar a pele a todo o custo, é preciso impor para não ser subjugado! Queremos ser os melhores, não podemos falhar, há uma reputação a defender! No fundo isto é o Sistema Vigente. Felizmente quem anda por aqui, a fazer trabalho de regeneração, de reformulação, transformação e mesmo de algumas “mortes” é Plutão! E eis que ele também está ligado a Júpiter! A grande mensagem é que, com o poder de transformação, intenso e profundo, de Plutão em Capricórnio e a Visão de Urano, futurista e humanitário, estimulador da nossa originalidade, Júpiter em Leão pode ser apenas a criatividade, a generosidade, a alegria pura de crianças que brincam à beira do mar. E estas sim, são qualidade energéticas que podem fazer surgir com a pompa e circunstância que Leão tanto gosta, a alma que está em cada um de nós.

Não é no entanto uma tarefa fácil, mesmo quando apenas está em causa manifestar a alma de forma pura e verdadeira; as duas quadraturas, apontam isso mesmo, e a ligação a Plutão implica igualmente alguma fricção também. Plutão em Capricórnio são estruturas em metamorfose, não só estruturas sociais mas igualmente estruturas pessoais; até mais as pessoais, uma vez que Plutão está retrógrado! É fundamental mas demorado. Urano na jogada tem pressa de ver a alma liberta de condicionamentos. Mas lembro-me que “depressa e bem não há quem”. É necessário paciência, leva algum tempo o estabelecimento de novos canais, a limpeza dos existentes e a definitiva alteração de estruturas. É preciso ajustar emoções e objectivos permanentemente. Estes ajustes contam com o apoio efectivo de Plutão, mais uma vez, e com Neptuno em Peixes, ambos ligados ao Sol e à Lua por trígonos e sextis. Plutão regenerando e dando força, Neptuno sendo um canal sensível de acesso ao inconsciente, ao Todo, onde todas as soluções são encontradas, desde que a opção seja encontrá-las.

Entretanto, observe o que surge e lhe entope os “canais”; quando tomamos consciência já uma parte do trabalho está feito. Liberte-se, desapegue da carga que não tem que ser sua.

 

Lua Cheia 4 de Maio

 

 

 

 

 

 

 

 

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Lua Nova de Carneiro

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Sábado 18 de Abril de 2015, 19.57 h :  Lua Nova de Carneiro a 28°25’

Como em qualquer Lua Nova o que temos “em cima” é a representação simbólica de um “início” cujas possibilidades estão indicadas por todos os posicionamentos dos planetas e suas ligações. O que quer que seja iniciado “em baixo” terá disponível o mesmo potencial de desenvolvimento. Sendo a primeira Lua Nova do signo que inicia o zodíaco, está enfatizado o convite para arrancarmos com o que quer que seja novo, inovador, sejam grandes projectos sejam apenas pequenas alterações de comportamento; aliás, pequenas coisas que iniciamos, ou em relação às quais assumimos novas abordagens, podem a seu tempo implicar grandes alterações na nossa vida. Então vamos lá olhar a natureza o que nos é disponibilizado.

A Lua e o Sol, estão simultaneamente em aproximação a uma conjunção com Mercúrio; portanto, a vontade consciente (Sol), as emoções, o inconsciente (Lua) e a mente (Mercúrio) estão alinhadas e “trabalham” em conjunto: Sol e Lua em Carneiro, preparados para um qualquer começo, contam com uma mente de sentido prático, Mercúrio em Touro, virada dar substância ao que se quer se iniciar. Marte, está também em Touro, e em conjunção a Mercúrio reforça os processos mentais com a mesma energia de Carneiro, já que é o seu regente.

Vénus está em Gémeos, de onde retira o gosto por comunicar e aprender, que depois partilha em harmonia com Mercúrio, já que os dois estão ligados por um semi-sextil; é uma fonte proporcionadora de ideias, até porque outro sextil a Júpiter tem o potencial de fazer crescer a criatividade e o optimismo, que podem ser canalizados pelas capacidades intelectuais e atitudes mentais positivas. Uma quadratura entre o “Mensageiro dos Deuses” e Júpiter vem reforçar o clima, embora com a possibilidade de alguma tensão. Talvez a grandiosidade de Júpiter em Leão seja exagerada, ou talvez apenas tenha que se adaptar aos recursos e possibilidades disponíveis! Mercúrio ainda está ligado a Neptuno por um sextil, e a Plutão por um trígono; imaginação por um lado, por outro, capacidade de encontrar soluções profundamente reformadoras, regeneradoras de velhas emoções, atitudes, sentimentos, estruturas. Marte também está em trígono a Plutão, e assim não só se podem encontrar soluções como há energia para agir ao encontro dessas mesmas soluções. Ainda uma nota referente à quadratura de Vénus a Neptuno, que assinala a importância de sonhar sim, mas com os pés na Terra para que os sonhos sejam concretizáveis.

Entre Vénus e Mercúrio existe aquilo que se chama uma recepção mútua; traduzindo para português significa que Vénus, regente de Touro, está em Gémeos e Mercúrio, regente de Gémeos, está em Touro. “Trocaram de casa” e deram origem a um ciclo permanente em que cada um dos planetas influencia o outro, com as qualidades do signo em que se encontra. Mantendo em mente que Vénus simboliza beleza, harmonia, valores e Mercúrio comunicação, movimento, aprendizagens, processos de pensamento há um intercâmbio intenso entre todas estas funções. A importância desta circunstância está no facto de que todos os planetas desta lunação (ciclo da Lua que se inicia com a Lua Nova), com excepção de Neptuno que está no seu próprio signo, exercem as suas funções debaixo deste binómio (harmonia, beleza, recursos) versus (comunicação, aprendizagens, intelectualidade).

Não se esgota por aqui tudo o que se poderia dizer sobre esta Lua Nova de Carneiro, mas a bem da simplicidade, opto por transmitir o que me parece mais importante e acessível. O que quer que tenha nascido debaixo destas energias contem em si todas estas possibilidades. Cabe a cada um(a) ser facilitador(a) do melhor resultado.

Para terminar o Símbolo Sabiano que corresponde ao grau onde se deu a conjunção do Sol e da Lua é:

“A música das esferas”

Frase chave: A sintonia com a ordem cósmica.

Não estamos aqui por acaso. Fazemos parte dum plano maior e todas(os) temos um papel a cumprir. A evolução não acontece quando ficamos paradas(os) no mesmo lugar. Coisas morrem e desaparecem permanentemente, é necessário permanentemente estarmos preparados para começar mais uma vez!

 

Mapa da Lunação para Lisboa (há poucas diferenças em relação ao resto do país):

Lua NOva 18 de Abril

 

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Lua Cheia e eclipse lunar de 4 de Abril

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E depois do eclipse solar de 20 de Março, vem o eclipse lunar de 4 de Abril, às 13.06, com o Sol em Carneiro e a Lua em Balança. Os eclipses solares dão-se sempre em Lua Nova, os lunares em Lua Cheia. Como qualquer Lua Cheia vulgar temos representado acima, nos céus, a iluminação, a revelação do que está submerso no nosso inconsciente; é a oportunidade para percebermos o que guardamos sem utilidade, e assim largar e abrir espaço. Sendo uma Lua cheia com eclipse, a necessidade de desapegar está sublinhada para todas(os), e muitas(os) poderemos experimentar mudanças em determinadas áreas de vida, sendo que cada caso é um caso, e só individualmente seria possível determinar.

Ocorre-me o número de vezes que em Astrologia, especialmente nos últimos tempos, se fala de limpeza, de libertação, de largar o que se tornou inútil. Se à primeira vista pode parecer repetitivo, mais do mesmo, repare-se nos nossos rituais banais do dia-a-dia: as vezes que lavamos as mãos, tomamos banho, lavamos o cabelo, limpamos a casa, lavamos a roupa, damos banho ao cão e aos filhos, deitamos lixo fora, seleccionamos objectos que já não servem, livrarmo-nos de roupas velhas… mesmo as funções excretoras do corpo humano visam a eliminação dos resíduos! Limpar e eliminar o deixou de servir é fundamental na experiência a 3 dimensões, porque seria diferente nas outras dimensões da vida? E certo é, que neste dia de 4 de Abril a proposta é fazer uma grande limpeza de Primavera… para seguirmos leves e limpinhas(os)!

Dando atenção especificamente ao mapa a primeira coisa que me chamou a atenção foi Plutão estar a fazer uma quadratura ao Sol e outra à Lua; os três constituem um triângulo rectângulo, que se designa por quadratura T, e o ângulo onde está Plutão assinala um ponto de tensão importante. Plutão em Capricórnio relaciona-se com transformação, regeneração ou mesmo fim de estruturas ultrapassadas. A Lua é obviamente outro ponto de possível tensão, e em Balança mostra que será a área dos relacionamentos o tema focado, não apenas os relacionamentos amorosos, mas estes sempre ocupam um lugar de destaque. No entanto vale manter em mente que nos relacionamos sempre em diversos patamares, com diversas pessoas. Uma válvula de escape para este tipo de formação astrológica, a quadratura T, está no signo oposto a Plutão; é Caranguejo, o reino da Lua, e podemos ter a certeza é com aprendizagem em lidar com as nossas emoções, sensibilidade, e cuidando de nós próprias(os) e dos outros que podemos ultrapassar todos os obstáculos e dificuldades.

Um detalhe importantíssimo é verificar que conjunto ao Sol está Urano e o nodo sul (sobre os nodos ver aqui). Sol a iluminar o passado (o nodo sul) e Urano (regente de Aquário, signo que olha o futuro) a apontar para a libertação do mesmo. Sol e Urano em quadratura a Plutão, mais uma vez o foco no “passado”, ou no presente preparado para ser passado, representado por Capricórnio, neste caso estruturas caducas das quais também nos precisamos libertar. E se o nodo sul está em Carneiro conjunto ao Sol e a Urano, o nodo norte, o futuro, está conjunto à Lua em Balança! Precisamos limpar o passado, deitar fora o que não presta e seguir mais leves o novo caminho, o caminho do equilíbrio. E vale agora lembrar que a última Lua Nova com eclipse solar, no grau 30 de Peixes, último grau do último signo que assinala o fim do ciclo zodiacal, foi época privilegiada para semear o desapegar de tudo o que não serve mais, sejam pessoas, comportamentos, sentimentos ou emoções. Estão a ver a tal grande limpeza de Primavera? Não há como não aderir, mesmo que doa!

O principal dispositor do mapa é Vénus, isto é, todos os outros planetas, com excepção de Neptuno no próprio signo que rege, funcionam “debaixo da emanação venusiana”. Amor incondicional de Neptuno e Amor terreno de Vénus. All we need is love…. e é verdade! Seja lá o que for que tivermos que desapegar, é sob o alto patrocínio do Amor!

Há ainda mais um pormenor, não o vou explorar muito, fica para outra publicação. Mas tenho que abordar mesmo que ligeiramente. A questão de libertar do passado o que não serve mais, aplica-se a cada indivíduo, mas igualmente a toda a humanidade como um todo. Com isto em mente vamos novamente dar atenção ao nodo sul em Carneiro, regido por Marte que é a expressão do princípio masculino. O nodo norte está em Balança, regido por Vénus, expressão do princípio feminino… e o grande dispositor do mapa é Vénus. Há cerca de 6 000 anos que vivemos maioritariamente em sociedades organizadas segundo valores patriarcais, em que o feminino foi sistematicamente reprimido, banido, desvalorizado, menosprezado até mesmo pelas representantes simbólicas da energia feminina, as mulheres! Veja-se o mundo que temos como resultado! O futuro é a interligação equilibrada, das duas polaridades, feminino e masculino. Equilíbrio entre dois pratos de uma “Balança”!

O Símbolo Sabiano referente à posição da Lua é:

“Caminhos circulares”

Interpretando dentro do contexto desta Lua Cheia em que o tema é o exposto acima, percebe-se que a manutenção da ordem conhecida sempre nos irá conduzir aos mesmos lugares, em ciclos intermináveis de “caminhos circulares”. Só a quebra da repetição poderá conduzir a caminhos alternativos.

Símbolos Sabianos aqui 

PS: Já depois de ter escrito tudo isto é que reparei que faltou um pormenor. Não é que Marte está em Touro, reino de Vénus!  Como isto é significativo! Ah  o Grande Espírito sabe o que faz!

Lua cheia com eclipse 4 de Abril

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