Lua Cheia 25 de Dezembro… ups é Natal!

 

Lua cheia

Lua cheia, 25 de Dezembro, 11.11 h

Começando pelos Símbolos Sabianos da Lua e do Sol, respectivamente

Um gato argumentando com um rato

Pista: Uma tentativa de auto justificação

Um grupo de pessoas equipando uma grande canoa no princípio de uma viagem por água

Pista:  A capacidade de usar os recursos naturais e habilidades básicas, a fim de alcançar um objectivo comum

Qualquer Lua cheia é simbolicamente uma iluminação temporária do emocional inconsciente, e por isso permite uma identificação de emoções que revelam aspectos do ser interior a reconhecer, compreender, e se for o caso transformar, abandonar, superar de alguma forma. Mas é também o auge dum ciclo que foi iniciado na lua nova anterior; o símbolo onde aconteceu a Lua nova de 11 de Dezembro falava do  “uso cuidadoso dos recursos naturais para suportar necessidades futuras” . Chegados a esta altura, as necessidades levar-nos-ão a embarcar com outros companheiros numa viagem aquática. A questão é: será que estamos de facto preparados? Extrapolando o universo dos símbolos, é evidente que muitos de nós temos planos traçados para alcançar objectivos, e a cada dia tentamos  dar passos que visam a concretização dos mesmos. Mas nem sempre conseguimos os timings desejados, há sempre tantas outras coisas que parecem solicitar atenção!

Temos o Sol em Capricórnio, conservador, exigente em termos organizacionais e de responsabilidade, irradiando a ambição de cumprir a viagem e chegar ao destino. A Lua em Caranguejo, sensível, sentindo-se insegura em tarefas desconhecidas, talvez apenas por isso dê largas a auto justificações emocionais. Não há pressa! Capricórnio é regido por Saturno, exímio especialista em concretizar sim, mas fazendo uso de paciência, assumindo o tempo necessário para que não haja falhas, mesmo que a nós, a impaciência de ver resultados palpáveis, nos dê a percepção de que tudo já deveria estar perfeitamente concluído!

Neptuno em Peixes faz trígono à Lua e sextil ao Sol, e estes aspectos revelam a vontade e a capacidade de transcender obstáculos, quaisquer que sejam, através da compreensão de que somos apenas humanos vivendo uma experiência de aprendizagem, através da intuição que nos guia. E há muitas oportunidades para voltar a fazer de novo, e outras para seguir improvisando e corrigindo o que é viável. É aqui que o papel de Mercúrio, como representante da mente, parece desempenhar um papel relevante. Ele está em Capricórnio também, aplicando todas as potencialidades em favor da vida concreta, planeando, procurando informação, comunicando as instruções correctas, ajustando mentalmente todos os pormenores importantes. O sextil a Vénus em Escorpião coloca-o em contacto com os nossos desejos e motivações mais profundos, naturalmente considerados em todos os processos mentais em curso. Outro sextil a Júpiter em Virgem, mostra como estes processos estão em completa sintonia com o actual crescimento pessoal, possível através da dedicação eficiente às tarefas básicas diárias. Tratam-se aqui de dinâmicas pessoais e internas, mas de facto vivemos rodeados de outros como nós, também eles dedicados aos seus próprios assuntos. A quadratura de Mercúrio a Marte em Balança indica como precisamos de ter em mente a possibilidade de interferências que nos causam tensão e irritação; mas afinal tudo contribui para as nossas aprendizagens, todos estamos sujeitos às mesmas forças, energias, propostas e desafios. Seleccionando o botão vontade consciente (Sol) para a frequência compreensão (Neptuno) podemos respirar fundo, acalmar a mente e encontrar a solução prática e eficaz que permita mais fácil e rapidamente dar inicio à viagem de canoa. Afinal o objectivo final, é um objectivo comum!

Esta presente Lua cheia coincidiu este ano com o dia de Natal. Portanto todos os temas sugeridos pelos aspectos no céu poderão também estar relacionados com este dia. Cumprir a tradição (Capricórnio) impele as pessoas a reunirem-se em família (Caranguejo) e este facto só por si já é revelador de emoções ligadas ao passado familiar. Podem ser emoções e memórias agradáveis ou nem tanto. Podemos aderir com o coração ou só por obrigação. Podemos ter tudo preparado e organizado, ou nem por isso! Podemos sentir que os preparativos desta época interferiram com outros planos mais significativos, e sentimo-nos mais ou menos contrariados. Mais uma vez, não há pressa e tudo pode ser transcendido! As relações pessoais de uma forma geral, e as familiares muito particularmente, são uma fonte de crescimento e aprendizagem permanente e muito valiosa acerca de nós mesmos. Na verdade, estruturar solidamente a nossa vida, os nossos objectivos carece de auto conhecimento, e o contexto familiar é privilegiado para esse processo.

O mapa mostra equilíbrio entre o elemento água, relacionado com as emoções, e terra, relacionado com a capacidade de lidar com a vida real. Nem sensíveis nem sisudos demais, parece ser um Natal em que é fácil percorrer o caminho do meio!

A Lua cheia acontece para o mundo ocidental que celebra o Natal, e para todo o resto do planeta para quem o Natal não significa nada. Do que o céu fala é universal, mas cada um vai vivenciar de forma particular. Como estou no mundo ocidental, que seja um Bom Natal, e que todas as a viagens de canoa programadas, sejam divertidas, compensadoras, proporcionadoras de felicidade e acima de tudo que nos façam crescer um pouco mais!

Lua cheia 25 de Dezembro

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Lua Nova de Sagitário, 11 de Dezembro

XPTO

 

Lua Nova de Sagitário, 11 de Dezembro, 10.29 h

Mais um novo ciclo lunar se irá desenvolver, e com ele nova oportunidade para nós também iniciarmos algo de novo, em sintonia com os ritmos cósmicos. A mensagem desta Lua Nova é muito clara e muito simples; o que se iniciar será relacionado com o aproveitamento de recursos que irão alimentar necessidades básicas num futuro próximo. O Símbolo Sabiano é:

Numa antiquada aldeia do norte, homens cortam gelo de uma lagoa para usarem durante o verão

Pista: O uso cuidadoso dos recursos naturais para suportar necessidades futuras

Sol e Lua estão em Sagitário, olhos e sentir procurando uma vida mais sábia, governada pelas Leis que estruturam o Universo. Na natureza nada se perde nem nada se cria, tudo se transforma! Tal como na natureza, em cada um de nós estão quantidades infinitas de recursos, que geridos e aproveitados com a sabedoria de Sagitário, nos proporcionam o que precisamos, exactamente quando precisamos; mas é nossa tarefa fazer por isso, tal como os homens daquela aldeia.

Eles terão toda a água que necessitarem mas previamente há que recolhe-la, transportá-la e armazena-la. Na altura certa as condições climatéricas encarregar-se-ão de a descongelar suprindo então as necessidades humanas. Os homens fazem a parte que lhes cabe, a Natureza termina o que eles começaram. Simples!

O que fazemos nós com os nossos recursos internos? Muitas vezes nada, nem nos lembramos que os temos! Queremos muito, e uma certa forma de vida instigou-nos a querer cada vez mais, mas simultaneamente a olhar cada vez menos internamente. Sem contactarmos com as nossas preciosidades escondidas e esquecidas, olhamos permanentemente o exterior, procurando o que necessitamos e desejamos, num esforço criador de condições de vida que proporcionem bem-estar, mas pouco sustentável. E acumulamos tanto que não nos dá nada, a não ser peso e a incapacidade crescente de perceber que afinal o que nos vai permitir crescer e alcançar o que é nosso por direito, está ao alcance de um fechar de olhos e ouvidos, mergulhando no silêncio e na escuridão das minas de diamante que estão bem dentro de quem somos! E claro, desabituados que estamos destes mergulhos, assustamo-nos e continuamos esperando que do exterior chegue a felicidade de bandeja! E corremos o risco de morrer de sede!

Seria mentira dizer que o processo que transforma carbono em diamante é fácil e rápido; nem fácil e rápido será passar dias e dias a arrancar gelo suficiente para que não falte a água absolutamente necessária à vida. Mas … e o resultado final, não é mais do compensador? Compensador o suficiente para desde já honrarmos os nossos próprios recursos internos e pessoais, reconhecendo-os, trabalhando-os e pondo-os à mercê das energias certas que os irão transformar naquilo que queremos, naquilo que verdadeiramente serve o nosso bem, naquilo que verdadeiramente se sintoniza connosco. É na nossa Verdade que repousam os nossos recursos infindáveis; com um pouco de bom senso, e passo a passo serão perpetuamente transformados em realidade física que vamos experienciando, ajustando, e alterando de acordo com novas vontades e propósitos.

Como é que a astrologia presente nesta Lua Nova apoia esta visão, vamos ver. O propósito e a necessidade de expansão duma Lua Nova em Sagitário, faz quadratura com o regente de Sagitário, Júpiter, que transita por Virgem. A tensão relacionada com uma quadratura, não tem que necessariamente ser encarada de maneira negativa, pelo contrário pode ser uma autêntica mola impulsionadora que permite a acção no sentido necessário. E é o caso! Júpiter em Virgem é a via de crescimento através do trabalho e do serviço aos outros, através também do aperfeiçoamento das tarefas que fazem parte da vida diária; este crescimento focado no presente que existe agora, beneficia porém dos propósitos alimentados pelo Sol em alcançar horizontes mais vastos, e das emoções optimistas e de fé sentidas pela Lua, porque tudo o que se passa em Sagitário influencia o seu regente, Júpiter. Mas em Sagitário está também Saturno, o estruturador, que permite trazer à realidade palpável os frutos dos trabalhos empreendidos, cuja qualidade dependerá do grau de Verdade neles contida, pessoal e universal.

Em qualquer processo de concretização de planos, há uma mistura de dimensões criativas e de inspiração, onde a lógica e a racionalidade não cabem. Mas há igualmente o reverso da medalha, e é aí que intervêm a nossa capacidade mental e de raciocínio, aquelas que estão ligadas a Mercúrio, e que são tão necessárias quanto as outras. De facto para que um objectivo se torne material frequentemente isso implica planear e seguir uma estratégia, pode implicar estudo de novas matérias, implica trabalho, esforço, empenho e até alguma ambição! Mercúrio recém-chegado a Capricórnio é a cereja no topo do bolo da construção daquilo que nos ocupa de momento. Em Capricórnio estamos com a mente sintonizada nos assuntos práticos e concretos, temos capacidade de análise objectiva, e de criação de segurança material bem estruturada.

Há um sextil de Mercúrio a Vénus em Escorpião, onde radicam as nossas motivações mais verdadeiras. A grande motivação comum a todos é a segurança; como a alcançamos é assunto pessoal e para a obtermos podemos recorrer a todas as estratégias e estratagemas, umas mais éticas, outras nem por isso! Vénus em Escorpião contudo, leva harmonia e paz onde pode haver medo e caos. Um trígono de Vénus a Neptuno está já em dissipação, mas é ainda suficientemente presente para lembrar que houve a oportunidade de transcender algumas emoções mais inconscientes e primitivas, houve erosão de arestas pontiagudas. E estas motivações, alvo de uma lufada de energias leves e inspiradoras, ligadas a Mercúrio em Capricórnio, contribuem para a construção dos novos horizontes prometidos por esta Lua Nova.

Temos ao nosso dispor nesta presente lunação, condições que proporcionam mais um passo em frente nas nossas vidas, não um passo em falso, mas um passo bem apoiado! Podemos “semear” alguma coisa de novo, fazendo uso dos recursos que possuímos, fazendo talvez algum esforço, tal como quem corta gelo para ter abundância de água no Verão. Fazendo a nossa parte, podemos ter a certeza que o Universo faz a Dele!

“O que vale na vida não é o ponto de partida e sim a caminhada. Caminhando e semeando, no fim terás o que colher”

Cora Coralina

Escolhendo as nossas melhores sementes, vamos lá nos dedicar à agricultura!

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Lua nova 11 Dez

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Vénus em Escorpião

Semi círculo

 

Hoje é Sábado, 5 de Dezembro de 2015, e Vénus entrou em Escorpião. Esta é uma energia relacionada com o que nos motiva mais profundamente, e no estádio actual de desenvolvimento humano, estas motivações são determinadas largamente pelos instintos mais básicos e arcaicos que mantemos, e que no fundo se relacionam com a necessidade de sobrevivência individual e da espécie a que pertencemos. Situamo-nos num tempo histórico em que continuamos a acreditar na necessidade de lutar pelos recursos e pela segurança física. Muitos ainda desconhecemos que esses instintos inconscientes originam padrões emocionais, de comportamento e de crenças que de facto nos moldam a vida, nem sempre da forma mais benéfica. Medos, raivas, rancores, desejo de poder, agressividade ou mesmo violência são subprodutos desta condição de vida escrava dos padrões instintivos.

Marte e Plutão são ambos regentes de Escorpião, e uma quadratura tem vindo a aproximar-se; Marte em Balança pode vincar excessivamente o impulso do “eu” que quer afirmar-se, que quer impor, talvez até para não ser subjugado; Plutão em Capricórnio, implica transformações tão radicais que podem assustar, e originar reacções de defesa que visam preservar as estruturas conhecidas, porque a elas se associa um sentido de segurança. Como se não bastasse Marte em oposição a Urano exacerba o desejo de libertação individual e podemos agir sem pensar, impulsivamente, numa ânsia de nos sentirmos fora do alcance do que nos retira a segurança. Se são os instintos a conduzir estas tensões o resultado pode não ser bonito. E aqui Vénus assume um papel, se não acabando de vez com conflitos, pelo menos colocando água na fervura. A função de Vénus é harmonizar, pacificar, facilitar as relações, acrescentar valor; e enquanto transitar por Escorpião as motivações mais primitivas poderão ser transformadas à luz de valores mais sofisticados. Marte e Plutão como regentes do signo, beneficiarão do que acontecer em Escorpião durante a estadia de Vénus, a começar pela quadratura que poderá ser uma força de mudança equilibrada e não uma força bruta.

Vénus conta com duas ajudas importantes. Plutão liga-se a ela por um quintil, aspecto astrológico ao qual está associado uma força de especialização, alguma coisa única num estágio de desenvolvimento especial, criatividade. Se Plutão procura transformação, Vénus procura relação e acrescenta valor; então, entre estes dois, está simbolizado para hoje e amanhã alguma transformação, com um dom criativo, que directamente influenciará os relacionamentos. Tudo no Universo está em constante transformação e mutação e o objectivo é sempre crescimento e evolução. Mas para que individualmente possamos beneficiar e participar desta evolução precisamos transformar os nossos valores; precisamos abandonar viver instintivamente e precisamos aprender a viver mais conscientemente. Não é estalar os dedos e acabar com os velhos paradigmas;  vamo-nos transformado, dia a dia, passo a passo. Um dia destes li algures o seguinte: “o mundo não pode ser “concertado” agora. O mundo precisa ser curado. E cura não é um acontecimento é um processo”.

Processo de cura está a acontecer neste momento, directamente ligado a Vénus, através de um trígono a Neptuno em Peixes. Neptuno no próprio signo que rege exerce funções plenamente, funções estas que se relacionam com a dissolução de tudo o que não serve o propósito Universal de crescimento e evolução. Viver de acordo com instintos básicos não serve esse propósito, e Neptuno empresta a sua capacidade de dissolução a Vénus.

Com tudo o que está exposto, é de esperar que em Escorpião possam ficar profundamente estabelecidas transformações que irão contribuir para motivações mais puras, mais sintonizadas com novos valores que permitam uma vida mais feliz, plena e próspera. Não de um dia para o outro, mas dia a dia, passo a passo.

Einstein dizia que Deus não joga aos dados. Pois não, tudo está detalhadamente bem calculado! Amanhã a quadratura de Marte a Plutão termina. Hoje e amanhã a lua em Balança procura equilíbrio; Vénus já põe água na fervura dos instintos mais escorpiónicos, com ajuda do quintil a Plutão e do trígono a Neptuno. E uma quadratura de Marte a Plutão que podia acabar em conflito, pode acabar por ser a cura de muitos relacionamentos!

Quer isto dizer que finalmente vem aí a Paz global? Finalmente vamo-nos relacionar correctamente uns com os outros? Claro que não! Mas um passo em frente é dado, disso não tenho dúvida nenhuma! Que assim seja!

 

 

 

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Lua Cheia em Gémeos, 25 de Novembro

Mocho Lua cheia

 

Lua cheia em Gémeos, 25 de Novembro, 22.44 h

Sol em Sagitário, Lua em Gémeos…. E a primeira palavra que me ocorre é sabedoria! Sabedoria sagitariana que surge do contacto com a compreensão de quem somos, do que aqui fazemos, de qual é a nossa relação com o Universo. Sabedoria que vai crescendo na compreensão das Leis que sustentam a Verdade. A curiosidade e imaturidade de Gémeos impele a absorver toda a informação possível e disponível para ser processada racionalmente. E no entanto desta forma podemos ter acesso apenas uma ínfima parte da Realidade. A consciência disto mesmo, vai tomando forma à medida que o tempo decorre e se acumulam perguntas sem resposta, apesar de todos os conhecimentos que sentimos necessidade de assimilar. Cresce a sensação de que existem dimensões que escapam às leis físicas que aprendemos na escola, na família no meio social e podemos ser levados a deixar para trás os sistemas intelectuais que nos caracterizaram durante muito tempo e partir à descoberta do que afinal é a Vida. Da inocência e supercifialidade de Gémeos chegaremos alguma vez ao domínio sábio de Sagitário onde o conhecimento e entendimento do funcionamento das Leis metafísicas, pilares estruturantes de toda a Realidade conhecida e desconhecida, finalmente se darão a conhecer. Pelo caminho muitas ilusões terão que cair, ilusões que percepcionamos como bem reais e que por isso mesmo dificultam e confundem o caminho até à Verdade. A natureza das ilusões manifesta-se nos nossos sistemas de crenças; e se pensarmos que é a partir das nossas crenças, conscientes e inconscientes que estruturamos a nossa vida, podemos facilmente perceber como é fundamental a sabedoria necessária para discernir entre ilusão e realidade!

É isto que sinto ser a mensagem da presente Lua cheia. Sigo com os símbolos Sabianos da Lua:

“O azevinho e o visco despertam velhas memórias do Natal”

Pista: Uma saudade do estado pré intelectual da consciência

A alma que somos guarda a memória das passagens pelo mundo exclusivo do espírito, onde não existe necessidade de intelecto. Mas chegados ao plano da Terra, as regras do jogo impõem o esquecimento da nossa verdadeira natureza, para apesar desta circunstância, aprendermos como regressar ao Céu ainda com os pés na Terra. Repito uma frase que não sendo minha, permanentemente se faz ouvir: a alma vem à Terra aprender a voar, apesar de estar condicionada para o fazer. E no nosso esquecimento, é este descondicionamento que somos convidados a accionar! Quando o fizermos, a saudade é apaziguada!

Símbolo Sabiano do Sol:

“Uma criança pequena aprende a andar com o incentivo dos pais”

Pista: A assistência natural de poderes superiores durante as crises de crescimento

O esquecimento de que “sofremos” dificulta o caminho, de acordo com a nossa visão exclusivamente ligada à terceira dimensão; deparamo-nos com barreiras, limitações, problemas. Para quem estiver disposto a alcançar os horizontes aparentemente distantes incluídos no conceito de Sagitário, cada crise é uma oportunidade de expansão e crescimento mental, intelectual e espiritual. Assim que nos abrirmos à assistência das dimensões superiores elas actuam e apoiam, suportam-nos. Não estamos sozinhos e indefesos, mas tal como as crianças que aprendem a andar devem fazê-lo pelos seus próprios esforços, assim deveremos compreender que errar, perder e recomeçar são os processos que nos mostram como encontrar a nossa própria forma especial de encontrar o caminho de regresso à essência que somos.

Sol em Sagitário, faz conjunção a Saturno, e Mercúrio também segue no mesmo signo. Mercúrio como regente de Gémeos, simbolizando a mente racional, reveste-se de maturidade em Sagitário, e a sua capacidade intelectual vai para lá do acumular de informações e conhecimentos, participando nos processos de compreensão daquilo que foi aprendido, até mesmo aceitando e assumindo que existem matérias cujo entendimento escapa à lógica racional, mas que nem por isso são menos reais e actuantes. A conjunção do Sol a Saturno, liga a vontade consciente de crescimento à estruturação da realidade, isto é, não basta saber o que fazer e querer fazer, queremos assumidamente manifestar outras formas de viver, outras maneiras de olhar a vida, queremos viver em horizontes desconhecidos mas que sabemos serem mais verdadeiros e alinhados com a nossa própria vontade.

A Lua em Gémeos, ligada por oposição ao Sol e a Mercúrio também, que de momento exerce funções mais de compreensão do que simples absorção de novos dados, vê refreada a necessidade de satisfazer a curiosidade, de procurar saber mais, de comunicar o que sabe, o que ouviu, o que os outros têm para dizer. É como a criança, aprendendo que não consegue correr antes de dar passos seguros.

E por onde andam as ilusões mencionadas mais acima? Assinaladas nas quadraturas que Neptuno em Peixes faz a Saturno, ao Sol, à Lua e a Mercúrio, embora neste último caso haja já uma separação… detalhe técnico apenas!

Compaixão é uma palavra que ilustra o que pode ser Neptuno em Peixes. Compaixão é a compreensão adquirida em Sagitário. A compreensão de que somos todos pequenas gotas de água, que individualmente aspiramos pertencer a um oceano de águas límpidas e puras, e que para isso temos que cuidar desveladamente de nós mesmos e de todas as outras gotas que pudermos, porque o meu bem-estar está intrinsecamente ligado ao bem-estar de todas as outras gotas, e vice-versa. E as outras gotas são todos os outros seres em cima do planeta, humanos, não humanos, vegetais, animais, minerais, é a Terra toda Ela. Sem esta verdade integrada, todas as crenças e vontades, todas as estruturações mentais, emocionais e físicas correm o risco de dissolução. Porque se Neptuno em Peixes é compaixão, é também dissolução de todas as ilusões. E a ilusão última é a crença de que podemos fazer tudo sem levar em consideração o Todo e as Leis que o regem. E há ainda um detalhe importante; somos espíritos com potencialidades ilimitadas, mas quando assumimos forma humana, há limites físicos a que temos que atender. Há trabalho, há obrigações, há a necessidade de manter os pés na Terra, há que atender à vida do dia-a-dia. Sem atenção a isto, não há sonhos concretizáveis, por mais amorosas e integradoras que sejam as intenções!

Uma quadratura indica uma dificuldade em expressar simultaneamente as duas energia em causa. E no entanto é importante que se expressem. O Sol irradiando sobre a Lua, permite iluminar o inconsciente e eventualmente mostrar ilusões prontas a serem dissolvidas. Temos assistência de poderes superiores, podemos dar um passo em frente e deixar para trás pedaços do passado.

 

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Lua cheia

 

 

 

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Lua Nova de Escorpião, 11 de Novembro

SS 20 escorpião

 

Lua nova em Escorpião, 11 de Novembro, 17.47 h

Símbolo Sabiano desta Lua nova:

Uma mulher afasta duas cortinas escuras que fecham a entrada  de um Caminho Sagrado

Pista: A revelação à consciência humana do que está para além do conhecimento da realidade dual.

A fusão do Sol com a Lua marca mais um ciclo a iniciar, mais uma oportunidade de “semear” ideias e intenções se quisermos alinhar com as propostas celestes. Desta vez o terreno é profundo, e o resultado final pode ser um total renascimento, literalmente a abertura de cortinas escuras que impossibilitam o acesso ao nosso próprio caminho, aquele que está ligado á essência mais pura de quem somos, e que por isso é sempre sagrado! Escorpião relaciona-se com o inconsciente mais enraizado na nossa essência, de onde brotam as nossas verdadeiras e mais autênticas motivações. Um dos regentes de Escorpião é Plutão, e Plutão nos mapas individuais é significador da alma (astrologia evolutiva). É a partir do que está registado na alma que a nossa realidade se estrutura e concretiza. Consequentemente, se soubermos escolher boas sementes teremos boas colheitas, capazes de minimizar as consequências de ervas daninhas deixadas sem controlo! É à medida que tomamos consciência do Universo em que vivemos, das possibilidades que nos oferece, que podemos escolher as melhores castas, as melhores intenções, as que nos servem e a tudo o mais que nos rodeia. Porque somos “apenas” uma parte do Todo, o que é semeado, deve levar em conta esse Todo!

Uma palavra que se associa a Escorpião e a Plutão é poder! Poder mais não é do que sermos capazes de fazer o que queremos, e até um certo nível quando queremos. Impossível não associar a palavra a poder económico ou financeiro; esta associação, não sendo inteiramente ilusória, é ainda assim, apenas verdadeira na realidade dualista da terceira dimensão, aquela da qual mais temos consciência. Mas esse não é o poder verdadeiro! O poder verdadeiro está dentro de cada um de nós, apenas esquecidos de que o temos, e que o podemos resgatar a qualquer instante. Escondido por cortinas escuras, pesadas e empoeiradas, feitas das partes de nós que não queremos enfrentar, porque acreditamos serem feias e más, inadequadas e desonrosas, só de pensar no esforço que precisamos fazer para as abrir, e na nuvem de pó que vamos levantar, sentimos medo! Mas fatalmente chega o dia em que estamos fartos de escuridão, fartos até à medula, e aí queremos saber e tomar consciência do que está para lá dessa janela. Quando o discípulo está pronto, o mestre aparece. O mestre aparece e relembra o que já sabemos, relembra que só nós podemos dar início a todas as transformações necessárias. Não há nada feio e mau e inadequado e desonroso, há apenas inconsciência que precisa ser iluminada, esclarecida. Inconsciência feita de medos, de desconhecimento, de moralidades impostas. Com tudo isto, mas com coragem ainda maior, quando sentimos que o exterior se abrirá luminoso para quem se aventurar, e reclamar o poder que sabe existir e é disponível para todos, abrimos mesmo as cortinas e começamos a trilhar o caminho que é só Nosso. É porque o queremos percorrer, que aqui estamos!

Quanto a outros aspectos astrológicos em aplicação que rodeiam esta Lua nova, aponto a conjunção do Sol a Mercúrio, o sextil de Mercúrio a Júpiter e o sextil de Vénus a Saturno. Mercúrio em Escorpião apoia incondicionalmente as intenções do Sol, com processos mentais interiorizados, que investigam e procuram como abrir as cortinas, o que se adequa aos nossos propósitos, como manter as condições propícias ao desenvolvimento dos objectivos, como comunicar, o que aprender. Ligado a Júpiter em Virgem por um sextil, as ideias, os pensamentos, os conceitos que apoiam o Sol, igualmente contribuem para o aperfeiçoamento da realidade, e simultaneamente preparam outras potenciais realidades a atingir durante a presente lunação, ou até mesmo para além dela. Vénus em Balança, propicia harmonia na forma como nos relacionamos com os outros, connosco mesmos também, componente fundamental na criação de novas formas de vida. Mais fundamental se torna, quando o sextil a Saturno em Sagitário, incorpora na estruturação de novas filosofias de viver esta responsabilidade de promover relações humanas íntegras e correctas.

O poder de moldarmos a vida que sonhamos é nosso. O poder de assumirmos novos comportamentos, crenças ou modos de vida está ao nosso alcance. Há muito para ultrapassar, muitas transformações, muitas metamorfoses são necessárias. Paradoxalmente é preciso coragem para rejeitar a escuridão e procurar o lado luminoso da existência. Mas uma Lua nova em Escorpião é uma passadeira vermelha desenrolada bem em frente do nossos pés! Comece com o pé direito ou com o esquerdo, mas comece! Dizia Fernando Pessoa, “primeiro estranha-se, depois entranha-se”!

 

 

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Lua cheia de Touro, 27 de Outubro

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Lua cheia em Touro, 27 de Outubro, 12.05 h

Esta Lua cheia acontece com o Sol em Escorpião e a Lua em Touro. A consciência solar irradia a energia de profunda capacidade transformadora de Escorpião; o inconsciente lunar é iluminado, e reflecte em resposta. Qualquer Lua cheia é o culminar do ciclo que começou na Lua nova anterior, que neste caso aconteceu no grau 19°20’ de Balança relacionado com um Símbolo Sabiano que nos remeteu para uma atmosfera, onde dimensões não materiais disponibilizaram inspiração e orientação à experiência na matéria. Como isto se desenvolveu, vamos ver.

Touro, regido por Vénus, signo da vida terrena, está estritamente ligado à fisicalidade, à matéria. Prazeres e posses são objecto de desejo. Na realidade estes podem ser vistos como âncoras que permitem a existência dum corpo, veículo de expressão e evolução da alma. Há um grande desafio que necessita da persistência e paciência que fazem também parte da energia de Touro. É ele, alcançar um estado de consciência, em que apesar da necessidade do mundo das formas, haja igual capacidade de desapego relativamente aquelas que se vão tornando obsoletas.

Escorpião é onde as grandes transformações ocorrem. Regido por Plutão e Marte, é uma energia de profunda capacidade regenerativa, onde para que a evolução decorra, há formas tornadas inúteis destinadas a morrer, abrindo assim espaço para que outras formas renovadas se façam manifestar. A este signo frequentemente se associa a imagem da Fénix que renasce das próprias cinzas, tal é a intensidade com que as transformações podem acontecer. Lembremo-nos que a nossa vida serve um propósito Maior, do qual muito poucos sabem as regras. É tão fácil perdermo-nos, baralharmo-nos, enveredarmos por caminhos escuros. Em momentos chave é necessário passarmos por processos depurativos, numa tentativa de que a rota original seja mantida o mais possível. O caminho é de pureza, e só purificados podemos prosseguir!

Símbolo Sabiano do grau onde se encontra o Sol:

Um jovem leva uma vela acesa num ritual devocional

Símbolo Sabiano de grau onde se encontra a Lua:

O pote de ouro no fim do arco-íris

O Sol a partir de Escorpião, lembrando que é o momento de conscientemente aderirmos às transformações necessárias, atinge a Lua em Touro que recebe a informação. Se é verdade que sentimos necessidade de segurança material, também é certo que provavelmente teremos que fazer morrer alguns apegos emocionais excessivos, ligados a bens, a questões de dinheiro, a valores. O que tudo isto lhe sugere? O que se fez realidade por estes dias na sua vida, que precisa ser alterado? É que sabe… é uma boa altura! Pode até fazer como o jovem do Símbolo, acendendo uma vela e dispondo-se  consciente, e devotadamente, proceder a todas as transformações que sabe serem imperiosas. No final, o seu pote esperará por si. Não se trata de um pote real e físico, contudo! Mas será uma recompensa suficiente para quem se dispõe a abandonar pesos desnecessários.

O Sol e a Lua fazem, respectivamente trígono e sextil a Neptuno. A vontade consciente, simbolizada pelo Sol, de aderir a todas as alterações necessárias é facilitada pela sensibilidade compassiva de Neptuno. Algumas transformações são penosas e exigentes, mas o toque suave e inspirado do regente de Peixes acalma e dissolve obstáculos. A Lua em Touro sem ligações de tensão, mostra que as emoções envolvidas são relativamente estáveis, e a ligação fluida a Neptuno dá a dose certa de imaginação e sensibilidade para lidar com as circunstâncias. A Lua liga-se a Plutão em trígono. Touro tem alguma relutância e rigidez em fazer mudanças, mas o aspecto a Plutão tem poder mais do que suficiente para acabar com essa teimosia. Afinal ele é regente de Escorpião! Inspirada por Neptuno, apoiada por Plutão, a Lua vai estar cheia de capacidade de desapegar de emoções e sentimentos que neste momento emperram o natural crescimento e evolução de cada um de nós.

Eu vou atrás do meu pote, e não vou sozinha! Quem me acompanha?

 

 

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Lua Nova em Balança, 13 de Outubro, 2015

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Lua nova em Balança, 13 de Outubro, 1.05 h

Esta é uma Lua nova com um detalhe menos vulgar, o facto de, para além da conjunção entre o Sol e a Lua, não existirem mais aspectos (*) em aplicação entre os dois luminares e outros planetas. É como se a luz do Sol, naquele momento, escolhesse concentrar toda a sua energia em banhar de inspiração o inconsciente. Talvez porque o que está a ser irradiado seja absolutamente fulcral para o próximo ciclo que começa!

O Símbolo Sabiano envolvido é o 20 de Balança:

“Um rabi judeu, no exercício das suas funções”

Pista: A habilidade para canalizar o poder de uma tradição ancestral, a fim de servir e inspirar os seus semelhantes

Imagino uma Sabedoria herdada que o Sol se encarrega de emitir, e assim penetrar nas camadas emocionais, simbolizadas pela Lua. Com o Sol e a Lua em Balança, queremos e alcançamos a segurança emocional através dos nossos vários relacionamentos. Em Balança faz-se a aprendizagem das relações desenvolvidas correctamente, sem espaço para dominação nem subserviência. Note-se que, se fazemos uma aprendizagem, é porque ainda não dominamos a matéria; e de facto, a história da humanidade, bem como as nossas próprias histórias pessoais,  são bem demonstrativas da ausência de saber em como nos relacionarmos em pé de igualdade. Parece que, de uma forma geral, se não queremos ser vítimas, temos que mostrar “as garras”, fazer cara “feia”. Se não marcamos e defendemos o território, somos invadidos!

Para podermos ultrapassar este patamar de constante luta pela sobrevivência, precisamos da tal sabedoria ancestral, que existe e vai sendo partilhada entre as pessoas comuns. Mas este processo é recente, e muita confusão existe ainda. Mercúrio também está em Balança, e por isso os processos que decorrem em termos mentais, de comunicação e intelectuais, estão igualmente sintonizados com a procura de equilíbrio entre as relações humanas. Mercúrio é regente de Gémeos, onde a curiosidade infinita é o impulso para recolher informação eternamente. A mente pode colapsar de tanta informação recolhida! Mas Mercúrio é também regente de Virgem, onde a agitação mental se acalma, e onde começa um processo de selecção, de discriminação dos elementos recolhidos. Isto é o quê? E serve para quê? E como vou usar tudo isto para melhorar e aperfeiçoar e ajudar e tornar funcional o caótico? Todas estas funções do regente de Gémeos e de Virgem, ligam-se de forma fluída e directa, ao propósito de Saturno, ligados que estão por sextil. Saturno cuja missão é estruturar, estabelecer regras e obrigações, seguindo por Sagitário, fá-lo, tendo como objectivo alcançar novas formas de vida em concordância com a Verdade (pessoal e universal), que só com sabedoria e conhecimento pode ser alcançada.

A Simbologia desta Lua nova, ligada que está ao uso de uma tradição antiga colocada ao serviço “dos semelhantes”, toca o signo de Virgem, já que esta é uma energia de serviço aos outros. No Zodíaco, Virgem está entre Leão, que exprime o “Eu” levando-se apenas a si mesmo em consideração, e Balança, onde é necessário levar em conta o “Eu” do outro. Pelo meio existe a necessidade da personalidade perder o seu brilho excessivo, para que o brilho dos outros possa igualmente se fazer sentir. E nada melhor que o trabalho, cuja função seja ajudar os semelhantes e ensinar alguma humildade, para que possamos abandonar partes de nós que não servem à vida em comunidade!

Ora, Virgem está de momento incrivelmente acentuada, acolhendo Júpiter, Vénus, Marte e o recém-chegado nodo norte! Vénus e Marte dão-nos o prazer e o impulso para a acção em sintonia com este trabalho que tem como objectivo ajudar quem nos rodeia, quem connosco partilha deste pedaço do Universo, ajudar a melhorar o dia-a-dia de todos. Júpiter garante que o crescimento pessoal, passível de nos levar longe para novas formas de organizarmos a nossa vida, está igualmente conectado ao mesmo propósito. E como se não bastasse, o nodo norte entrou recentemente em Virgem, por onde irá transitar até 9 de Maio de 2017, reforçando a mensagem de que é através do que está simbolizado por aquele signo, que o futuro se alcança!

Vénus e Marte estão em trígono a Plutão; Plutão aproxima-se de uma quadratura a Urano, embora não vá atingir o ponto exacto, pois ele foi definitivamente alcançado e ultrapassado em Março deste ano. No entanto vão-se aproximar bastante, mantendo apenas 1° de diferença, o que irá relembrar e acentuar a tensão entre velhas estruturas e a necessidade de libertação das mesmas (pode ver aqui). Tudo isto revelando um sistema decadente em deterioração, mas simultaneamente processos a decorrer, que se por um lado contribuem para destruir o que já não tem cabimento na nossa vida, por outro encaixam as peças que servem de base a novas formulações da realidade.

Uma Lua nova é o início de mais um ciclo, ligado ao encontro da Lua com o Sol. E porque “o que está em cima é como o que está em baixo”, sintonize-se com o momento e comece também um novo ciclo, seguindo as pistas cósmicas. Elas são desenhadas pela Suprema Inteligência Universal, se as seguirmos, não há como enganar no caminho!

 

 

 

(*) Em bom rigor, os aspectos inexistentes são os mais comuns (aspectos maiores); na realidade existem 3 aspectos menores, e pouco utilizados, a Marte, Saturno e Neptuno. Por simplicidade, porque não alteram a tónica principal da “mensagem” desta Lua nova, e pelo contrário enfatizam, não são mencionados.

Sobre consultas disponíveis veja aqui

 

 

 

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Lua Cheia, Eclipse Lunar, 28 de Setembro

Lua cheia de Setembro

 

Lua Cheia, Eclipse Lunar, 28 de Setembro, 3.50 h

Depois do eclipse solar da última Lua nova, chega agora a Lua cheia e traz consigo um eclipse lunar. Qualquer eclipse marca uma época de mudanças e transformações mais acentuadas; em acréscimo, um eclipse lunar, através da simbologia do signo onde ocorre, fala do que é necessário integrar, assimilar, aprender. Desta vez o Sol estará em Balança, a Lua em Carneiro. E então qual é a proposta de aprendizagem? Independência, consciência da identidade própria, assertividade, coragem para empreender todos os inícios necessários. Numa Lua cheia os dois luminares estão em oposição, e em qualquer oposição, o que se pede é equilíbrio entre as duas polaridades em jogo; neste caso, com o Sol em Balança, conjunto ao nodo norte, aquela aprendizagem tem que honrar, obviamente, o respeito e o equilíbrio nas nossas relações com todos os outros. Será entre os dois pólos, o do “eu” e dos “outros” que as transformações amplificadas pelo eclipse irão decorrer. Para cada um de nós individualmente, as áreas de vida assinaladas por Carneiro e por Balança mostram onde esperar, com entusiasmo acrescento eu, essas alterações.

Símbolo Sabiano do grau onde se encontra o Sol:

“Um homem revela aos seus estudantes as fundações dum conhecimento interior, sobre o qual um novo mundo pode ser construído”

Conhecimento interior…. Mercúrio, relacionado com a estrutura mental, está retrógrado e por isso em processo de reflexão interna. Que conhecimento interno dentro de cada um de nós pode ser a fundação de um novo mundo? O nodo norte em Balança aponta o futuro, mas um futuro onde as relações humanas sejam de igual para igual, onde cada um de nós mantendo a sua individualidade respeite simultaneamente a individualidade do outro. Uma boa parte da humanidade tem este conhecimento, sabe que é o equilíbrio e o respeito mútuos que irão dar lugar às novas organizações sociais e familiares do futuro.

Mas se o futuro está em Balança, o passado (nodo sul) está em Carneiro conjunto à Lua. Uma Lua cheia, sendo um momento em que a iluminação atinge o inconsciente, é uma oportunidade para tomarmos conhecimento do que existe para largar, e o eclipse potencia esta circunstância. Carneiro contem em si, não só a aprendizagem deste eclipse, mas também a informação do que existe do passado para abandonar: excesso de individualismo, excesso de competitividade, excesso de agressividade, excesso de energia yang.

O regente de Carneiro é Marte, símbolo do masculino, energia yang. O regente de Balança é Vénus, símbolo do feminino, energia Yin. Desde há 6500 anos vivemos em sociedades patriarcais, em que a ênfase do masculino reprimiu exuberantemente o lado feminino da Vida. A Vida e a Terra rebelam-se. Urano está em Carneiro também, forçando a que novas ideias de sociedade emerjam. É preciso construir um novo Mundo abrindo portas e janelas a Vénus, ensinando Marte a ser, não o Deus da Guerra, mas o Deus da Acção corajosa, entusiástica e algo inocente que a Deusa do Amor precisa para gerar a tão desejada Paz na Terra.

Vénus e Marte estão em conjunção, como que assumindo comprometidamente o trabalho, lado a lado. Vénus ainda por Leão, valorizando o amor, a generosidade a criatividade; Marte recentemente chegado a Virgem agindo através do trabalho que ajuda os outros, que aperfeiçoa o dia-a-dia. É curioso observar a energia yang aplicada a tarefas yin, as tarefas de Virgem. E é de assinalar também que Vénus é dispositor de Marte; isto significa que, a função de Marte exerce-se sob a influência de Vénus. Revelador, no mínimo!

Nada disto é fácil, porém! Sol e Lua em quadratura a Plutão em Capricórnio mostram isso mesmo; há poderes instalados que lutam aguerridamente para manter o estado das coisas, que querem preservar o passado. Lançam-se medos vários, constantemente, numa tentativa de manter viva a atitude de luta pela sobrevivência que não permite considerações pelos outros. Não há lugar a relações equilibradas quando se acredita que o mundo é hostil, e é preciso estar alerta para defender a pele ou os recursos necessários à sobrevivência.

O Símbolo Sabiano do grau onde está a Lua:

“Um triângulo com asas”

O símbolo remete-nos para a capacidade de auto transcendência, que conduzirá a uma nova dimensão de ser. “Sê a mudança que queres ver o mundo”. Enquanto as grandes estruturas que nos suportam não abandonam de vez o nodo sul e abraçam definitivamente o nodo norte, façamos nós individualmente essa transição e a seu tempo teremos o tal novo mundo, pelo qual ansiamos, nem que seja à nossa escala, no âmbito das nossas vidas. Porque a evolução não pára, nem cede aos desejos pequeninos dos humanos, é de longe mais sensato alinhar com os planos que a Vida tem para nós. São eles que nos conduzem ao paraíso, eles foram traçados pela pura Inteligência Divina.

 

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Lua Nova de Virgem, Eclipse solar, 13 de Setembro

Eclipse

 

Lua Nova em Virgem, eclipse solar, 13 de Setembro, 7.40 h

Um eclipse solar acontece quando a Lua se coloca entre o Sol e a Terra, ocultando parcial ou totalmente a luz do sol. Em astrologia, há uma simbologia associada, como não podia deixar de ser. No passado os eclipses eram temidos, havendo a crença generalizada que profetizavam catástrofes. Actualmente, e graças ao trabalho de estudo e observação durante vários anos, feito por muitos astrólogos, sabe-se que aos eclipses estão associadas mudanças necessárias à natural evolução de cada indivíduo, e que naturalmente acabarão por causar impacto à humanidade como um todo. Num mapa natal individual, a área de vida onde o eclipse está assinalado, mostra onde as mudanças decorrerão.

Se por um lado podemos esperar alterações significativas em determinadas áreas de vida, por outro, os eclipses solares indicam o tipo de energia que deveremos expressar, como contributo para construirmos uma humanidade mais equilibrada, e por isso mais feliz, mais abundante e mais criativa. E isso começa em nós mesmos.

Em Virgem, é-nos pedido que usemos da nossa capacidade de análise, de discernimento e de estudo, de trabalho metódico, de remediar o que está mal, de ajuda aos outros, de cura. Oposto à Lua Nova está Quíron em Peixes. Este aspecto indica que o que é proposto em Virgem, deverá ser feito mas com consciência de que somos seres com dimensões para lá das físicas. Quíron relaciona-se com uma ferida emocional profunda gravada no nosso inconsciente. Em Peixes, essa ferida refere-se à ilusão da separação que percepcionamos entre o eu e o outro, entre a Terra e o Céu; na Terra estão as dores, os trabalhos, as provações, a luta pela sobrevivência. No Céu as recompensas. Curar esta ferida é começar por perceber que, não estamos nunca separados de nada nem de ninguém, somos parte de uma vasta consciência, que se manifesta em parte no mundo físico. Na Terra podemos construir o Céu. Podemos aprender como o fazer e com a dedicação de Virgem colocar as mãos na massa e fazê-lo.

Curar remete-nos para a ideia da necessidade de corrigir algo que está errado. Plutão que está em Capricórnio relaciona-se igualmente com esta ideia, porque a função de Plutão é transformar o que deixou de ser funcional, e Capricórnio simboliza todas as estruturas que servem de suporte à nossa existência na Terra. Plutão está em trígono com Júpiter em Virgem, sugerindo que crescer e caminhar para novas formas de vida, mais verdadeiras e éticas, se faz com trabalho e dedicação. Mesmo a mais humilde das tarefas pode ter o efeito de restruturar o que está mal, incorrecto, ultrapassado. A oposição de Júpiter a Neptuno em Peixes, mais uma vez relembra a necessidade de equilibrar a realidade terrena com a realidade do espírito, do sonho, das pausas inspiradoras e retemperadoras da vitalidade, até porque só desta forma a vida decorre saudavelmente, outro tema caro a Virgem!

O símbolo Sabiano do grau onde acontece a Lua Nova, que dá simultaneamente lugar ao eclipse, é:

Uma equipa de basquetebol feminina

O símbolo sugere-me a necessidade de nos sentirmos como parte de uma equipa, uma grande equipa humana em que precisamos cooperar para ganhar. A equipa é feminina; o lado feminino da existência procura a cooperação, em contraponto ao lado masculino em que a acção competitiva é dominante. Há alturas em que é necessário trabalhar em conjunto, outras em que é necessário agir individualmente. Mas é fundamental a capacidade de distinguir e procurar constantemente o equilíbrio! Temos vidas a necessitar de cura, um planeta igualmente a necessitar de ser curado e é da desigualdade que se verifica desde há milénios entre as polaridades masculina e feminina que surgiu a ausência de harmonia, causadora de doença, escassez, desumanidade!

Nesta Lua Nova, neste eclipse, semeie intenções alinhadas com aquilo que o céu transmite, disponha-se a fluir com as mudanças necessárias. Elas sempre ocorrem, é quando lhes resistimos que criamos dificuldades e problemas. Fazemos parte dum Todo, aprender a funcionar nesta grande equipa é uma tarefa compensadora em que todos temos a ganhar.

Tem lugar reservado, adira…  se é que ainda não o fez!

 

 

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Lua Cheia de Peixes, 29 de Agosto

Lua cheia

Lua Cheia em Peixes, 29 de Agosto, 19.35h

 

Como sempre, uma Lua Cheia é o símbolo dum período de tempo em que a luz brilhante da consciência (Sol) inunda o que está habitualmente longe da “vista”, o inconsciente (Lua). Mas neste caso, não fica longe do coração, pode é tolher o coração, amachucá-lo, não o deixar bater de alegria e prazer. Por isso todas as oportunidades são boas para inspeccionar o que neste nosso inconsciente guardamos. As emoções são o instrumento através do qual percebemos o estado do nosso interior, e nesta fase em que estão mais activas, é a altura exacta para iniciar a viagem ao centro de nós mesmos.

A Lua em Peixes conjunta a Neptuno, estará completa e duplamente mergulhada no mar energético que liga tudo e todos. Este aspecto indica que a nossa sensibilidade e intuição estarão bem presentes, e assim o contacto com os reinos mais subtis da nossa existência está facilmente acessível.

O Sol em Virgem tem um foco oposto, realidade bem concreta, palpável, rotinas, trabalho, melhoramento constante do dia-a-dia. Júpiter faz-lhe companhia, indicando que será através desta área da nossa vida que iremos crescer durante aproximadamente os próximos 12 meses.

São duas energias em oposição, e é no equilíbrio entre ambas que se encontra a harmonia necessária à expressão plena do que simbolizam. É possível resumir muito e dizer que simbolizam a existência que se manifesta nas três dimensões – Virgem, signo de terra, realidade terrena, regido por Mercúrio que também rege Gémeos, signo de ar relacionado com o intelecto – e nas dimensões que as transcendem – Peixes, signo de água, emoções e fantasia, regido por Júpiter que também rege Sagitário, signo de fogo, fé e expansão.

Os Símbolos Sabianos envolvidos nesta Lua cheia:

Sol – “Um harém”

Pista: espera passiva

Lua – “Iluminada por um raio de luz, uma grande cruz encontra-se nas rochas cercadas pelo nevoeiro”

Pista: A bênção espiritual que fortalece os indivíduos que, aconteça o que  acontecer, ficam intransigentes na sua própria verdade

À primeira vista, esta espera passiva a que o Sol está “sujeito”, pareceu-me pouco coincidente com a atenção ao trabalho de Virgem, que de formas diversas nos influencia a todos. Pura ilusão! São as rotinas, tantas vezes pouco reconhecidas e valorizadas, que preparam os caminhos que nos conduzem aos nossos objectivos. Enquanto não chegamos à meta estabelecida, vamos fazendo o que é possível, como que entretidos passivamente à espera do grande momento. E se for a verdade pessoal que nos guia, de facto estaremos iluminados por um raio de luz, mesmo sem o sabermos!

A oposição entre o Sol e a Lua é sempre o tema principal de uma Lua Cheia, obviamente! Mas outros assuntos decorrem paralelamente. Um que me parece interessante, acontece em Leão, com Vénus retrógrada em conjunção a Marte. Enquanto Vénus passa em revista, se o que valorizamos está actualizado ou nem tanto, nomeadamente nas relações pessoais, Marte dá impulso a este processo que tem importância para os nossos projectos mais criativos. Mais, dá impulso ao próprio projecto! E se está a pensar que criatividade não é a sua especialidade, engana-se! Somos autênticos criadores da nossa própria vida, a nossa obra mais importante que nunca sai das nossas mãos.

Acontece que Marte está em trígono a Urano em Carneiro. Urano procura desfazer-se do que condiciona, do que aprisiona e em Carneiro ganha a força da vontade de fazer depressa. Marte é o regente de Carneiro, cuja especialidade não é a paciência. Pode então dizer-se que neste trígono fala da impaciência de libertação através do que criamos. Mas…. relembrando o tema central desta Lua Cheia, vamos lá acalmar as pressas. “Depressa e bem não há quem” diz a sabedoria popular!

Até por experiência própria, sei que lidar com a impaciência pode ser duro! Mas por agora temos tanta energia em Peixes, que esta tarefa está facilitada. Vamos relaxar, respirar, confiar, entrar em contacto connosco próprios, onde guardamos a nossa verdade mais pura, ela que é a única que nos pode “salvar da cruz”.

 

 

 

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