Lua nova de Caranguejo, Julho 2018, Eclipse solar

Lua nova no grau 20º41′ de Caranguejo, 3.47 h, 13 de Julho, Eclipse solar

O artigo que publiquei ontem (aqui) de certa forma serviu de preâmbulo ao que há para dizer sobre mais uma Lua nova, desta vez em Caranguejo. Em destaque ficam a vida privada e familiar de cada um de nós, mas acima de tudo com que segurança emocional respondemos às circunstâncias que o “mundo lá fora” nos apresenta, como somos capazes de manter um grau razoável de bem estar pelos nossos próprios meios, apesar de todas as circunstâncias, em que estado está a nossa inteligência emocional. Um exemplo recente da importância de sabermos lidar emocionalmente com circunstâncias complexas, está no incidente que ocorreu na Tailândia com um treinador de futebol e as crianças da equipa, em que recorrendo à meditação conseguiram manter-se tranquilos até serem salvos.

Antes de prosseguir faz todo o sentido falar da oposição do Sol a Plutão que aconteceu hoje, 12 de Julho a meio da manhã, véspera da Lua nova. Seis meses atrás, Sol e Plutão faziam conjunção em Capricórnio e iniciava-se um ciclo em que os propósitos deveriam conduzir-nos à criação de uma realidade física mais estável, sólida, bem estruturada, proporcionadora de bem estar, onde possamos ser mais donos de nós mesmos, com a dose de responsabilidade pessoal que isso implica. Nesta oposição, a sensação de segurança e solidez tem que estar construída internamente (o Sol está em Caranguejo) ainda que o exterior não mostre todas as peças encaixadas… estarão em processo de “encaixe”, digamos assim, se até agora as nossas escolhas foram acertadas.

A conjunção do Sol e da Lua não faz aspectos a mais planetas, mas há um que se vai relacionar directamente com estas temáticas de segurança/inteligência emocional e é Saturno; Saturno está retrógrado o que simboliza uma revisão da nossa realidade interna, e para isso estamos a operar a partir do nosso interior mais do que quando Saturno está directo. É imediato retirar que a maior ou menor segurança emocional está intimamente relacionada com esta realidade interna. É no fundo a nossa realidade interna que determina o grau de segurança emocional, é com a nossa realidade interna que podemos fazer face ao “mundo lá fora”. Mais, e talvez isto seja o mais relevante, existem circunstâncias que observamos de longe, independentemente de lhes darmos uma conotação positiva ou negativa, e existem as circunstâncias que fazem directamente parte da nossa vida, que também rotulamos de positivas ou não. Acontece que é a realidade interna que nos vai sintonizar com uma determinada realidade externa… em cima como em baixo, dentro como fora… No mapa da Lua nova Saturno retrógrado faz trígono a Vénus em Virgem e a Urano em Touro, um grande trígono em signos do elemento terra, um grande trígono a activar a materialização de circunstâncias, bem em frente do nosso nariz! Isto será evidente sem qualquer margem de dúvida, especialmente para quem tiver planetas a fazer conjunção, oposição ou quadratura ao grau da Lua nova.

Temos um eclipse solar o que significa que temporariamente o lado consciente não tem “voz na matéria”… até a expressão diz tudo! É o lado lunar quem vai ditar o resultado final, é a realidade interna que está com os caminhos abertos para manifestar o que nos corresponde de momento, é o grau de segurança emocional que vai ser revelado!

Todos os eclipses pertencem a uma determinada “família” que começa com um eclipse parcial perto de um dos pólos terrestres e se prolonga por 1000 a 1500 anos, enquanto se vai deslocando na direcção oposta. O primeiro eclipse dá o tema da família que se origina. É mais simples para mim consultar o site da NASA e por isso uso as designações astronómicas, embora hajam designações astrológicas. Posto isto, o ciclo Saros em causa é o 117, e começou em Junho do ano 792. Era uma Lua nova também em Caranguejo e fazia conjunção ao nodo norte de Plutão que já estava em Caranguejo (quem não leu o artigo de ontem terá que ler para perceber tudo). Recordo que esta Lua nova de 13 de Julho está também a fazer conjunção ao nodo norte de Plutão.

Se já estiverem baralhados com tanto Caranguejo, à mistura com Plutão e o nodo norte de Plutão em Caranguejo, é bastante compreensível, mas eu tinha que reportar todos estes dados. Acredito que só há uma conclusão, estamos num momento chave da nossa evolução pessoal e colectiva também. Uma realidade interna segura é a chave para abrirmos as portas do Céu na Terra; isto é o que pode simbolizar um quintil de Saturno a Neptuno, pela positiva. Claro que podemos dar de caras com algo não desejado, mas será mais uma oportunidade de reconhecermos o que há para desmantelar.

Por último o Símbolo Sabiano respectivo: Uma primma donna cantando

Já sabemos, se gostarmos da ária que se faz ouvir até podemos cantarolar também, se não, temos que nos dar ao trabalho de sintonizar para outro lado, para uma outra realidade!

O “Lado lunar” do Rui Veloso não é uma ária, mas vem tão a propósito, que não podia deixar de partilhar:

Imagem veio daqui

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