Lua nova de Balança, 8 de Outubro de 2018

Lua nova no grau 15º48´ de Balança, 4.46 h, 9 de Outubro

 

Símbolo Sabiano: Um cais de embarque levado pelas ondas

Alguma coisa aparentemente necessária parece ir embora no decurso do ciclo. Talvez na sequência de uma tempestade. Só há uma coisa a fazer, reconstruir.

Com uma Lua nova em Balança, a harmonia, ou a sua falta, vai ver desenvolvimentos nas relações que estabelecemos com os outros; seja paz, sejam conflitos que vamos colher neste ciclo, duma coisa podemos estar certos, tudo começa (começou) dentro de nós, quando as nossas crenças, as nossas reacções às circunstâncias, as nossas motivações e condicionamentos nos impulsionam a tomar determinadas atitudes. O que pensamos, sentimos e fazemos terá sempre as suas consequências. Se nos deixarmos guiar pelo equilíbrio, justiça e beleza na forma como nos relacionamos com os outros, isso mesmo nos será devolvido, mais tarde ou mais cedo; e como não podia deixar de ser, o contrário é igualmente válido. No entanto estas aprendizagens são longas; os “entendidos” dizem que levamos vidas sucessivas até conseguirmos começar a assumir os resultados do que obtemos, admitindo o nosso próprio grau de afastamento daquilo que no fundo todos procuramos. Com frequência, só depois de perdas, tantas vezes dolorosas, desconfortáveis, aborrecidas mas eventualmente necessárias, conseguimos admitir que só a nós diz respeito corrigir o que está em causa. O símbolo da Lua nova faz crer que algo irá embora, varrido por “ondas” que levam embora o que aparenta ser necessário. Mas então se assim for, resta-nos reconstruir!

A Lua nova faz uma quadratura a Plutão em Capricórnio. A realidade que temos neste exacto momento é fruto da qualidade nas relações que temos estabelecido, e esta por sua vez fruto da qualidade de como nos afirmámos até agora, daquelas que foram as nossas posturas, os nossos objectivos, de como interpretámos as solicitações a que fomos sujeitos pela Vida, de como sabemos processar as nossas emoções, do quanto nos valorizámos ou não. Aquela quadratura pede ajustes, quer emocionalmente quer para onde dirigimos a nossa vontade consciente, por forma a podermos transformar os sectores da nossa vida que parecem obstáculos. O pano de fundo são relações equilibradas, mas como as vamos conseguir se ainda nos vemos a braços com dificuldades? Começar por dar atenção a Vénus, regente de Balança pode ser interessante. Vénus está em Escorpião, tudo o que consideramos importante está a ser vivido com uma intensidade acima do habitual, o que nos ajuda a perceber quais são os nossos padrões de reacção às circunstâncias sempre que conseguimos entrar em contacto com o que consideramos válido ou com o contrário, e até mesmo o que afinal é importante ou não. Tudo o que valorizámos até agora contribuiu para criar a realidade tal como está, é importante manter isto sempre presente. Vénus está retrógrada e por isso tudo está a ser reavaliado; uma quadratura a Marte indica como precisamos agir de forma descondicionada de alguns valores que ainda mantemos, ou seja há valores que devem ser “varridos” sem nos importarmos com o facto de o “barco ficar sem estacionamento”.

Mercúrio está em Balança, mas em cerca de 24 horas depois da Lua nova, vai fazer companhia a Vénus em Escorpião. Perde-se em sociabilidade e simpatia, mas pode ganhar-se em profundidade de entendimento, perspicácia e intensidade na comunicação. Faz sextil a Saturno em Capricórnio e oposição a Urano em Touro. Mercúrio e Urano fizeram conjunção em Maio, em Carneiro, e portanto esta oposição está inserida num ciclo onde a mente precisa inovar o raciocínio e a comunicação de forma a nos tornarmos mais assertivos, conscientes dos nossos interesses e independentes; agora na oposição é possível já existirem avanços, estarão relacionados com uma maior valorização dos nossos recursos, com uma maior auto estima. Mas ainda há caminho para caminhar e mergulharmos no universo daquilo que nos motiva mais profundamente vai permitir um maior auto conhecimento, logo uma maior capacidade de sabermos o que precisamos transformar em nós para conseguirmos então mais equilíbrio nas nossas relações com os outros, nomeadamente com aqueles com quem partilhamos recursos energéticos mais fundamentais, as pessoas mais próximas fisicamente, aquelas com quem mantemos contactos sexuais e/ou recursos financeiros. Os possíveis avanços nesta área, serão concretizados a breve trecho na realidade concreta. Os recuos também. Se num terreno tivermos sementes boas e más, ao regar a água não escolhe, tudo pode germinar. Precisamos sempre escolher bem as sementes (intenções) e ver bem para onde deitamos a água (energia/emoções).

As informações mais relevantes retiradas do mapa desta Lua nova, são apenas as referidas, nada de muito extenso o que é fantástico pois permite concentrar a atenção naquilo que é essencial e isso será a quadratura de Vénus a Marte; diria que o esforço de fazermos diferente, de agirmos segundo os nossos valores mas sem os apegos emocionais habituais farão toda a diferença.

Imagem veio daqui

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