Lua cheia em Virgem, Fevereiro 2019

Lua cheia em Virgem, Sol em Peixes, graus 0º42´, 15.53h

Na Lua nova de Aquário iniciou-se um ciclo cuja temática se relaciona com um futuro mais livre de condicionamentos, que muitas vezes não permitem sermos quem somos na essência, não permitem sequer darmos passos em termos de evolução pessoal e colectiva. Mas sabemos exactamente que condicionamentos nos limitam a liberdade de escolha? São as circunstâncias, feitas daqueles inúmeros elementos que nos exigem uma disponibilidade que gostaríamos de dirigir para outro lado, esses condicionamentos? É que essas circunstâncias surgiram porque a montante existia alguma coisa que as permitiu. Não será isso o verdadeiro condicionamento? Parece-me que sim, é o conjunto de crenças, sentimentos e padrões emocionais que se abrigam em nós, os responsáveis pela maneira como a nossa realidade vai tomando forma. Portanto será por aqui que há a possibilidade de libertação, de descondicionamento, introduzindo outras crenças, sentimentos e padrões emocionais com o poder de eliminar o que tem existido. Entretanto, não nos resta senão aprender a lidar com a realidade entretanto materializada, mesmo que seja um “osso duro de roer”, que no entanto é também uma pista para conseguirmos chegar à raiz do que temos para riscar dos nossos planos futuros. A Lua cheia acontece com o Sol em Peixes e a Lua em Virgem; pode ser um momento em que já identificamos o que precisa ir embora, para que o futuro não seja uma monótona repetição do passado.

Símbolos Sabianos:

Lua – Uma cabeça de um homem

Sol – Um mercado público

O símbolo da Lua nova era “Um grande homem de negócios sentado à sua secretária”, e agora na Lua cheia “Um mercado público” remete-nos novamente para “negócios”, uma vez que num mercado o que se faz é essencialmente comprar e vender. Por outro lado a Virgem associamos também o trabalho, o serviço prestado uns aos outros. Será que estamos numa lunação particularmente focada no mundo do trabalho? Não será assim tão estranho, já que se pensarmos em termos de evolução global da humanidade existem dois factores que chamam a atenção para a necessidade de desapegarmos do paradigma actual que define a forma como desenvolvemos as actividades a partir das quais adquirimos os recursos financeiros necessários para subsistirmos, para garantirmos pelo menos alguma independência e liberdade de acção. Refiro-me ao nodo sul da Lua em trânsito por Capricórnio e ao nodo sul de Plutão também em Capricórnio; ambos falam do mesmo, da necessidade de abandonarmos as velhas fórmulas que regem a maneira como existimos publicamente, o que inclui naturalmente tudo o que se relacione com actividades profissionais.

Urano desde 2010/2011 está em Carneiro, de onde vai sair no final do presente ciclo lunar, e este posicionamento relaciona-se facilmente com o tema em questão. Urano em Carneiro, tem sido símbolo de uma revolução na forma como procuramos nos afirmar, como procuramos independência e liberdade de acção. Será que nos apoiamos exclusivamente nas nossas actividades profissionais para conseguirmos esta independência? Será que descuramos outros factores igualmente importantes? Será que cedemos nos nossos valores em troca de estabilidade material? Tantas questões que podem ser levantadas, tanta matéria para reflectirmos! O símbolo da Lua indica que uma dose de racionalidade (a cabeça de homem como símbolo de uma mente masculina/racional), objectividade e sentido prático são sentidos como necessários  mas com o Sol e Mercúrio em Peixes isto dificilmente acontece. Peixes é exactamente o oposto, é o que está para lá da mente que pensa as coisas do dia a dia, é inspiração, é arte, é meditação, é espiritualidade, é quietude. Vamos ter que usar outras vias, ouvir mais o coração que segue os nossos valores, deixar que os impulsos nos mostrem o sentido para onde dirigir as acções. Vénus em Capricórnio e Marte em Touro podem compensar a falta de sentido prático dum Sol e Mercúrio em Peixes. Até pode bem acontecer, que a revolução associada a Urano em Carneiro, seja exactamente esta de aprendermos a nos guiarmos mais por uma sabedoria interna, que sabe bem para onde dirigir os nossos passos, do que por uma consciência moldada pelas crenças de uma civilização cujo prazo de validade expirou. De Marte gosto de dizer que  “é para onde seguem os nossos pés” e a verdade é que Marte em Touro faz sextil ao Sol e trígono à Lua. Marte vai naturalmente procurar que os nossos passos nos encaminhem para o que nos pode criar valor acrescentado, seja pelo aumento de amor próprio… o maior atractor de recursos, relações gratificantes e qualidade de vida de forma geral… seja pela concentração na gestão dos nossos bens, saberes e talentos.

Uma das posturas que precisamos deixar cair, para que o futuro não seja uma monótona repetição do passado, é a que se relaciona com a incapacidade de aceitarmos que no fundo não controlamos tudo e há momentos em que o melhor é colocar em modo pausa os nossos melhores planos, deixarmos que seja a Vida a nos mostrar qual é a próxima etapa.  Esta não é exactamente a maneira como fomos ensinados a proceder, não é a forma como a sociedade está organizada, muito menos o universo do trabalho, e portanto não é estranho pensarmos que sim, descondicionarmo-nos do passado passa por aprendermos que algumas vezes podemos fazer planos para a Vida, outras vezes é bom estarmos simplesmente abertos aos planos que a Vida tem para nós, em estado de confiança e tranquilidade porque só assim conseguimos que esses planos nos cheguem às mãos… ou nos façam pôr os pés no bom caminho!

Para terminar uma achega: a próxima Lua nova vai ser em Peixes e Urano vai já estar em Touro. A revolução vai ser em termos do que fazemos nós com os nossos recursos pessoais, com o que sabemos e sabemos fazer, com a maneira como nos valorizamos, como gerimos tudo isto, como colocamos este potencial ao serviço dos outros ou não. Quanto potencial inesgotável temos escondido numa gaveta fechada a sete chaves, e que poderíamos usar para gerar recursos próprios?  Percebe-se bem como o tema é para continuar…. mas já agora deixem-me acrescentar… a maioria das vezes sabemos lá o que temos na gaveta!!! Se não fossem os momentos em que percebemos que a Vida nos está a mostrar uma possibilidade não sonhada sequer, não chegaríamos tão longe quanto podemos chegar!

 

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Origem da imagem: Unsplash.com

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