Lua cheia em Gémeos, Dezembro 2017

Lua cheia em Gémeos, Sol em Sagitário, 15.47h

Símbolos Sabianos envolvidos:

Lua – Uma rapariga escrava afirmando-se com audácia

Sol – Uma bandeira que se transforma em águia e corvos (a águia associada a liberdade, força, sabedoria os corvos a alquimia, transformação pessoal, magia, os dois à capacidade de uma perspectiva mais elevada)

Todos somos escravos de muita coisa… da sociedade com as suas múltiplas artimanhas e das artimanhas inconscientes que nós próprios preparamos para nós próprios para encaixarmos na sociedades que nos envolve em artimanhas… se confusão parece haver, está correcto, o karma alimenta-se precisamente de confusão, ilusão. Depois, de tempos a tempos, sentimos com mais acuidade a necessidade de liberdade e barafustamos contra todas as artimanhas, afirmamo-nos com coragem e audácia, alguns ficamos de serviço a barafustar permanentemente. Mas palavras leva-as o vento, sobretudo em Gémeos, signo do elemento ar, onde se fala muito de facto, às vezes demais! Não há dúvida que o discurso pode ser um símbolo, uma bandeira, do que defendemos mas que mais tarde ou mais cedo tem que ser passado à prática se queremos mesmo libertarmo-nos do que nos prende.

Estamos num ciclo lunar que começou em Escorpião (ver aqui), exactamente onde é possível acontecer uma transformação pessoal radical a partir da tomada de consciência do que concretamente nos mantém reféns duma realidade que não é a que escolhemos conscientemente. O processo acontece emocionalmente, porque é pelas emoções que não sabemos processar, talvez também porque não compreendermos as circunstâncias que lhe dão origem, que ficamos presos a crenças, experiências, padrões de comportamento. Com a Lua em Gémeos não conseguimos ficar quietos nem calados, há necessidade de agitar a pasmaceira da estagnação, mas talvez haja também uma certa imaturidade. O Sol em Sagitário porém relaciona-se com sabedoria, conhecimento até de como operar “magia” e “alquimia” para darmos origem a um processo que visa dar morte a instintos e motivações de sobrevivência e qualidade de vida, desactualizados (o que estava em cima da mesa na Lua nova de Escorpião). Para já, temos que procurar equilibrar a urgência de mudança com uma visão abrangente de tudo o que está em causa; não podemos nunca esquecer que a realidade global vai para além da realidade visível, por exemplo.

Especificamente em termos de aspectos astrológicos, esta Lua cheia tem uma ligação a Vénus em Sagitário; o Sol faz conjunção, a Lua oposição. É o sublinhar da importância de adquirirmos, seja como for, uma perspectiva alargada do que é a Vida e da nossa relação com Ela, de quem somos afinal de contas, que papel estamos a desempenhar ou que papel estamos a descurar; a Lua terá que “aceitar” que o que é importante e valioso (Vénus) não se sintoniza com superficialidade, nem com análise puramente racional focada nas circunstâncias tal como se apresentam.  Isto não significa que se menospreze o pensamento racional, mas apenas que se combine o racional com aquilo que é do domínio da sabedoria intuitiva. Temos Mercúrio como nosso aliado, que entretanto virou retrógrado e nos vai ajudar a ponderar e reanalisar  verdades pessoais, com as arestas aguçadas da lógica e racionalidade suavizadas pela perspectiva mais vasta de Sagitário. Seria muito injusto reclamar com a retrogradação de Mercúrio… tadinho, ele a querer ajudar e nós a reclamar… cá está, a Lua em Gémeos, refilona… 🙂

O aspecto top porém, é a quadratura já em separação que faz o Sol e a Lua a Neptuno em Peixes! Todos temos sonhos e todos serão muito diferentes uns dos outros; todos também temos aquilo que não nos deixa chegar aos sonhos, ou pelo menos alguns deles… é o que podemos atirar à fogueira (a sugestão vem desde a Lua nova…), esperar que vire cinza para então renascermos com o poder suficiente para rumarmos a outras paragens. Com esta quadratura fica a questão: que necessidades emocionais criam objectivos contraditórios aos objectivos que nos poderiam abrir as portas aos ideais que mais ambicionamos? Olhamos para a nossa realidade de que perspectiva e qual é a perspectiva que estamos a “esquecer”?

Caminhámos metade do ciclo lunar que se iniciou em Escorpião, dia de verificarmos em que ponto estamos, bastando para isso observar o que sentimos, o que pensamos e as circunstâncias pessoais. Relevância para o que sentimos; admitindo até que tudo pareça estar a cair aos bocados, se nos sentimos seguros e estáveis, ahhhh seguramente há uma fogueira algures onde já queimam elementos indesejáveis. As cinzas serão o fertilizante para que uma nova verdade rompa até à luz do dia.

Enquanto is escrevinhando David Bowie, “Ashes to ashes” … olha que apropriado!… começou aqui a soar aos meus ouvidos… o costume…. o homem era mesmo giro! 🙂 🙂 🙂

Imagem veio daqui

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Boa Lua cheia domingueira!

A Astrologia é uma linguagem. Se a entendermos o céu fala connosco ~Dane Rudhyar … e podemos salvar a nossa qualidade de vida, acrescento eu

© Teresa Martins, A Casa na Floresta-Astrologia – Todos os direitos reservados

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