Lua cheia de Virgem, Fevereiro 2016

Lua Cheia

 

Lua cheia de Virgem, 22 de Fevereiro, 18.20 h

Símbolos Sabianos dos graus da Lua e do Sol:

Lua: Crianças pretas e brancas brincam juntas e estão felizes

Sol: Intenso tráfego de carros ​​sobre um estreito istmo que liga dois resorts no litoral

Na última Lua nova em Aquário, foi prometida uma meta de paz. Para aqui chegar ficou sugerido a importância do trabalho, atitudes de responsabilidade, maturidade. Mas temos sempre desafios! A última semana teve aspectos sinalizando algumas dificuldades nas tarefas do dia-a-dia, enquanto simultaneamente não faltava capacidade de agir de acordo com o desejado nem a possibilidade de encontrar novas soluções. A Lua cheia marca metade do caminho transcorrido, e o símbolo do grau onde se encontra sugere que se alcançou um estágio onde foi possível experimentar uma certa felicidade e equilíbrio interior. Em Virgem as emoções não são especialmente intensas e profundas, haverá talvez a concretização de algum dever cumprido, apesar de todos os obstáculos, e em decorrência disso respiramos de alívio e abrimos espaço a um pouco de descanso e lazer, antes de continuarmos em frente.

O símbolo do Sol em Peixes mostra a consciência que se cruza para várias direcções (o tráfego intenso), num espaço/tempo apertado (o istmo) mas com a imensidão do mar ali tão perto. Irradia talvez a ideia de que apesar da profusão de tarefas a executar, obstáculos a ultrapassar, prazos curtos a respeitar, a recompensa está próxima e adivinha-se. Há um tom de acalmia no momento da Lua cheia, que se nota no símbolo da Lua, mas há também ainda trabalho a fazer, o ciclo lunar vai a meio.

A Lua em Virgem sente de facto a necessidade de continuar focada nas tarefas diárias, cumprindo as obrigações habituais, tentando recuperar eventuais atrasos agora que não existem atropelos ao desempenho das rotinas. Aproxima-se de uma oposição a Neptuno e somos lembrados que nem todo o aperfeiçoamento da vida passa pelas tarefas concretas, há dimensões não físicas que precisam ser assimiladas permanentemente, e só a atenção aos dois pólos simultaneamente permite que “as crianças continuem brincando”. Ao mundo do trabalho e obrigações, mesmo a ajuda a outros, deve alternar o mundo do descanso, da reflexão, da meditação porque é aqui que se ganha inspiração e se ouve a intuição que dirige os passos da direcção certa, na direcção do mar de todas as possibilidades a que temos acesso. Este é o mar onde o Sol está imerso, e onde se vai fundindo com Neptuno, permitindo mais e mais que a consciência se volte para todas as forma de transcender as dificuldades, com a capacidade de perdão e auto-perdão por não sermos nós nem ninguém os seres perfeitos que idealizamos, com sensibilidade perante as fragilidades dos outros e as nossas também.

Mercúrio que está em Aquário, mostra como os nossos processos mentais se desenvolvem tendo como foco o bem-estar da comunidade, presente e futuro. Mas enquanto o Sol em Peixes percepciona todos diluídos num Todo, intelectualmente não esquecemos de que o Todo é constituído por elementos individualizados a quem é necessário proporcionar condições de manutenção dessa mesma individualidade, porque a riqueza do global está no reconhecimento do que mais único existe em cada um. O sextil a Saturno coloca as capacidades únicas que todos possuímos de comunicação, aprendizagem, discriminação, procura e planificação de caminhos, ao serviço da sociedade, na criação de novas propostas de sociedade e da nossa própria forma de vida.

Saturno continua em quadratura a Júpiter e trígono a Urano. Se por um lado temos a capacidade de lidar com a realidade material de forma renovada, procurando estruturar inovação, por outro surgem atritos e dificuldades diariamente entre o que temos para cumprir, as condições pessoais que existem e as que queremos ver materializadas. É no ultrapassar destes obstáculos que podemos crescer, que podemos transcender os nossos limites, que podemos criar novas condições de vida.

Júpiter faz trígono a Plutão em Capricórnio; o crescimento diário, com todos os desafios que se vão apresentando, está contribuindo muito directamente para fazermos profundas transformações em áreas da nossa vida muito necessitadas dessas mesmas transformações.

Estas são as condições gerais com que chegamos à Lua cheia. Para cada um de nós há uma tradução muito particular do que o momento revelou e do que irá ainda revelar. O que serve os nossos propósitos é para continuar. O que não serve será para descartar, só assim a paz será conseguida.

 

 

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