Lua Cheia de Sagitário, 2 de Junho

Semi círculo

Dia 2 de Junho de 2015, 17.19h, Lua Cheia em Sagitário.

Já tenho o hábito instalado, começo pelos Símbolos Sabianos, nomeadamente pelos do Sol e da Lua, os dois principais elementos de uma Lua Cheia. O que está a itálico é directamente relacionado com a interpretação de Dane Rudhyar.

Sol – 12 de Gémeos: “Uma menina negra luta pela sua independência na cidade”

Pista: Libertação dos fantasmas do passado.

Lua – 12 de Sagitário. “Uma bandeira transforma-se em águia; a águia num galo que saúda a alvorada”

Pista: A espiritualização e promoção dos grandes símbolos de uma Nova Era por mentes atentas àquilo que precede a sua manifestação

A águia simboliza a vontade espiritual e o poder de subir à altitude mais alta possível de consciência e propósito. Voando a tal altitude, a águia é a primeira criatura viva a perceber o sol nascente. Tendo percebido, e ao transformar-se em galo anuncia a vinda de um novo dia.

As bandeiras simbolizam nações que são constituídas por vários indivíduos, cada um com a sua própria experiência de vida e nível de consciência. Nações que estão ligadas a um passado, ao momento em que nasceram. Também a cada um de nós poderá ser atribuído um símbolo pessoal. Por exemplo, de certa forma o nome pelo qual somos conhecidos não será a nossa “bandeira” pessoal? “Bandeira” esta que assinala igualmente a nossa origem, através dos apelidos!

A Lua transitou por Escorpião antes de entrar em Sagitário; foi por onde andou durante o fim-de-semana. Aqui ela entra profundamente em contacto com o inconsciente, e aqui, emocionalmente está tudo guardado, tudo o que fez parte de todos os nossos passados…. porque tal como as nações, fomos ao longo de várias vidas vestindo a pele de vários indivíduos. Somos o resultado de infinitas vivências, e sabemos bem que do passado fazem parte formas de vida que queremos abandonar, transcender, transformar, regenerar. Tudo isto, está bem presente, quando de seguida entra em Sagitário e é iluminada pelo Sol! Tal como escravos, temos ânsia de libertação. Muitas vezes também, ainda nem percebemos que a essa libertação corresponde um elevado nível de responsabilidade; outras vezes, o medo de assumir as responsabilidades mantém-nos presos. Mas cada vez mais e mais de nós, experimentam o voo da águia que sobe alto, e percebemos que vem aí um alvorecer diferente. Perdemos o medo e assumimos a responsabilidade de criar a vida em sintonia com quem somos, não de acordo com o que querem que sejamos. A nossa individualidade muito particular e muito única, é simbolizada por Urano, o Grande Libertador. Ele, que nos ajuda a romper com os condicionamentos antigos está em trígono à Lua, a puxar o futuro para o presente, afastando o passado. Mais do que querer, sentimos necessidade de novos horizontes, horizontes Sagitarianos! É por tudo isto que a menina negra luta, e a Luz está com ela… tal como está com todas e todos que já não se deixam amedrontar por fantasmas!

Marte também terá um papel importante neste cenário, já que está em conjunção ao Sol e oposição à Lua. E o símbolo é:

16 de Gémeos: “Uma activista em discurso emocionado dramatizando a sua causa”

 Pista: A resposta apaixonada a uma nova experiência profundamente sentida.

O que foi “descoberto” não só precisa ser discutido e testado através de um intercâmbio intelectual como também precisa ser difundido e divulgado no meio daqueles que ainda não estão conscientes do novo tempo que se avizinha. Um público é necessário, e tem que ser convencido; a sua resistência e inércia tem que ser superada.

Apetece-me dizer que estamos perante uma Lua cheia muito politizada! Veja-se como Marte se alia ao Sol. A oposição da Lua em Sagitário equilibra com uma visão abrangente do que é a realidade; esta, não é só o ambiente mais imediato, simbolizado por Gémeos. A Grande Realidade é que o ambiente imediato é apenas uma pequena parte da Verdade. E para transcender o passado é necessário assimilar este novo conhecimento. Isto é também o que a águia viu quando subiu ao alto, e agora sabe o galo que canta ao nascer do dia.

Um último aspecto a considerar é Júpiter, ligado ao Sol em sextil e à Lua em trígono, os três em harmonia portanto. Júpiter, regente de Sagitário, é uma energia que expande; por isso em Leão temos a capacidade de ver aumentadas qualidades como generosidade, acção para a criação, optimismo, alegria de viver, fé nas nossas capacidades. Isto são qualidades que precisamos sempre, especialmente quando entrámos em modo de “libertação dos fantasmas do passado”. E o símbolo de Júpiter é:

17 de Leão: ” Um coro de voluntários cantando hinos religiosos”

Pista: O sentimento de união que une homens e mulheres na sua dedicação a um ideal colectivo.

À medida que nos libertamos dos aspectos passados que não servem mais, à medida que percebemos que depois da noite escura, e às vezes assustadora, vem sempre mais um dia que tem o poder de espantar todos os fantasmas, à medida que voamos alto e percebemos o que está para lá da realidade mais imediata, à medida que assumimos a responsabilidade por viver de acordo com os novos saberes, à medida que vamos vivendo novas filosofias de vida vamos pertencendo a um grupo de homens e mulheres que se dedicam a um novo ideal colectivo. E assim pouco a pouco, uma nova Terra vai sendo moldada!

Toda esta simbologia está presente no céu na altura em que se der a oposição exacta do Sol e da Lua. Como em qualquer Lua cheia, sob o efeito da luz da consciência (o Sol) temos uma grande oportunidade para perceber o que mantemos dentro, sejam sentimentos, crenças, comportamentos que de alguma forma estão ligados ao passado. Observe-se, e identifique o que causa mau estar, incómodo, o que não serve mais. Se a mensagem contida neste instante for para si apelativa, se está em sintonia… junte-se ao coro, mesmo que ainda desafine!

 

 

 

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