Lua cheia de Carneiro, Outubro 2016

lua-cheia-16Lua cheia em Carneiro, 16 de Outubro, 5.23 h

 

A Lua cheia em Carneiro é o meio do ciclo que começou na Lua nova anterior, neste caso Lua nova de Balança, onde havia a proposta de criação de mais harmonia e equilíbrio nos nossos relacionamentos. Relacionamentos com esta qualidade, só são possíveis se nós próprios tivermos a capacidade de ir equilibrando e harmonizando os vários sectores que constituem a nossa vida. Com o Sol em Balança e a Lua em Carneiro, é necessário não esquecer que, só alcançamos relações verdadeiramente gratificantes, quando cada um individualmente, conseguir ser um ser independente, autónomo, livre para estabelecer os seus objectivos e agir em nome próprio. Querer manter a paz sacrificando os próprios interesses não resulta, assim como não resulta querer impor os nossos interesses aos outros. É preciso desenvolver a capacidade de negociação, de compreensão do ponto de vista alheio, e coragem para percebermos quando as rupturas são o único epílogo possível.

No mapa da Lua nova havia um desafio importante a ser superado, e estava sinalizado pela quadratura a Plutão em Capricórnio. A Lua ultrapassou este aspecto em algumas horas, já o Sol, precisou esperar até dia 7. Se a Lua e o Sol em Balança sentem necessidade e querem objectivamente paz e harmonia, Plutão em Capricórnio quer transformação de estruturas importantes que fazem parte da nossa realidade concreta. Terá a Lua sentido o que precisava transformar em si? Terá o Sol tomado consciência de quais eram essas transformações? Estamos a meio do ciclo lunar e a iluminação a que simbolicamente fomos sujeitos, com o Sol oposto à Lua, dá-nos uma oportunidade para avaliações, para percebermos o que temos ainda que trabalhar em nós, de tal forma que seja possível atingirmos mais equilíbrio interno, que fatalmente então, se repercutirá nas nossas relações, e na nossa vida de uma forma geral.

Plutão continua um personagem importante, e cerca de doze horas antes da Lua cheia fez novamente quadratura à Lua, proporcionando a capacidade de sentirmos com mais ou menos tensão, o que precisamos regenerar em nós para que as transformações que Plutão quer, possam ser agilizadas. E enquanto a quadratura se aplicava, uma conjunção a Urano surgia abrindo portas à inovação, a novas formas de reagirmos, a novos elementos na imagem que fazemos de nós mesmo, que, mais uma vez, facilitem as transformações necessárias na nossa realidade.

Plutão assumiu o papel de “acumulador de tensão” por via de duas quadraturas, uma a Urano em Carneiro, outra a Júpiter em Balança. O objectivo final da lunação é um pouco mais de paz, harmonia e equilíbrio e isto mesmo vai ser o tema das aprendizagens nossas de cada dia, durante o tempo de Júpiter em Balança, cerca de mais 1 ano. Ora a quadratura de Júpiter em Balança a Plutão em Capricórnio, repete a mesma mensagem que a Lua nova transmitia: não há paz, nem harmonia, nem relações equilibradas se não se operarem as radicais transformações que Plutão sugere…. pede…. exige! Este aspecto vai prolongar-se até fins de Novembro, mas quanto mais depressa facilitarmos e conciliarmos a aprendizagem de relações mais harmoniosas com as transformações necessárias indicadas por Plutão, mais beneficiaremos. Do outro lado temos a quadratura a Urano em Carneiro, e aqui o que temos é uma outra mensagem igualmente importante: as radicais transformações que precisamos operar, em especial em algum sector da nossa vida, não se fazem sem inovar a forma como garantimos a nossa independência, a maneira como agimos para atingir os nossos objectivos, a maneira como nos afirmamos perante os outros! Marte está a fazer conjunção quase exacta a Plutão, acrescentando uma boa dose de energia a este ponto do mapa, que já de si é importante. Podemos dizer que, de uma forma ou de outra, as nossas acções estarão a impelir-nos precisamente para este sector em transformação.

Em Balança, está também Mercúrio já em conjunção ao Sol e em oposição a Urano, mostrando como vamos processando os pensamentos em torno dos objectivos lançados na Lua nova (como atingir paz, equilíbrio e harmonia), mas como também não podemos esquecer novas ideias em relação a como mantemos a nossa própria independência, quer de opinião, de acção, financeira, etc. Acaba por ser um reforço à simbologia desta Lua cheia, mas com uma particularidade extra, indicada por um biquintil exacto a Neptuno; este aspecto diz-nos que há condições energéticas únicas, facilitadoras de inspiração mental, dissolução de formas de pensamento desgastadas, talvez pequenos detalhes que têm dificultado uma vivência mais plena no nosso dia-a-dia.

E quando alguma coisa vai embora, uma crença que seja, abre espaço para novas outras coisas mais actuais. Com Vénus em Escorpião, o que valorizamos ganha destaque, não passa despercebido e ajuda-nos a optar em função do que realmente consideramos importante. Há um biquintil a Urano, que nos chama a atenção para a possibilidade de integrarmos novos valores, assim inesperadamente, ao ritmo do que vai surgindo neste período de Lua cheia, como já foi dito anteriormente, um período de iluminação simbólica do inconsciente.

Os símbolos Sabianos envolvidos são:

Lua – Uma janela aberta com as cortinas esvoaçando numa cornucópia

Sol – Uma terceira asa no lado esquerdo de uma borboleta

Os símbolos sugerem que alguma coisa do que a Lua nova quis fazer crescer, já se manifestou. A borboleta do Sol relaciona-se com leveza e elegância, originalidade também, e a verdade é que Urano não passa despercebido no mapa da Lua cheia (Sol e Urano fizeram oposição exacta na véspera da Lua cheia, no dia 15 de Outubro)! A janela aberta da Lua fala de… abertura! Abertura ao que entra de novo (Urano outra vez, até porque fez oposição à Lua menos de duas horas antes da Lua cheia…), abertura à “leveza da borboleta”. Mas vale a pena repararmos na terceira asa da borboleta, no lado esquerdo! O lado esquerdo é associado à energia Yin, ao feminino, e a borboleta parece dizer-nos que precisamos reforçar este aspecto de todos nós. Todos, homens e mulheres, precisamos abrir a janela e deixar entrar mais … borboletas de três asas! Não, não se trata de, à supremacia do Yang  interpor a do Yin. Trata-se de finalmente começarmos a atingir equilíbrio… interno em primeiro lugar! Todos somos constituídos por yin e yang, e culturalmente temos sido formatados para dar primazia ao yang, o tal que nos garante sucesso e dinheiro, equilíbrio e harmonia (que grande mentira…. )! Ohhhh mas isto dá pano para mangas, e tem que ficar para outra oportunidade!

Imagem veio daqui: https://pt.pinterest.com/pin/330381322635870654/

Feliz Domingo…. pelo menos o que resta!

 

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