A curiosidade do dia… Lilith

Estava a reflectir acerca do que me aconteceu ontem, e que relaciono à limpeza necessária para que a quadratura actual de Júpiter a Plutão seja concluída com êxito. E dada a natureza dos acontecimentos lembrei-me de Lilith, aquela que terá sido a primeira mulher de Adão. Cito a wikipédia, mas se procurarem vão encontrar imenso material. Ok, então citando: “No folclore popular hebreu medieval, ela é tida como a primeira mulher criada por Deus junto com Adão, que o abandonou, partindo do Jardim do Éden por causa de uma disputa sobre igualdade dos sexos, passando depois a ser descrita como um demónio.”

Se espremermos o sumo desta história ficamos com a ideia de que ela como mulher teria que se submeter ao homem, mas como era senhora do seu nariz…. e muito bem, digo eu… recusou tal disparate virou costas e foi embora. Deus vai falar com ela para a convencer a “portar-se bem” mas ela manda-o dar uma volta ao bilhar grande. Ai sim? …diz Deus, então vais ser amaldiçoada, os teus filhos vão morrer. Cito novamente a wikipédia: “Os três anjos foram insistiram que ela voltasse e ameaçaram afogá-la, porém ela se recusou a voltar, sendo assim condenada por Deus a perder cem filhos por dia”…. olha que Deus tão simpático… não admira nada que a Lilith seja associada raiva, ressentimento e vontade de vingança!

Basicamente isto é uma lenda parva que surgiu talvez para que as mulheres tivessem medo, muito medo e fizessem o que lhes mandavam. Não tinham nada que querer os mesmos direitos que os seus companheiros…. onde já se viu tal coisa! Triste é que resquícios destas crenças ainda fazem parte do material inconsciente dos seres humanos… e ainda há quem viva debaixo de tais ideias atrofiadas.

A chatice é que mesmo nós os mais “civilizados” continuamos com este tipo de envenenamento e podemos guardar mágoas, rancores, raivas, que herdámos e que enquanto circularem dentro de nós nos vão impelir a criar uma realidade em sintonia. Foi isto que ontem senti, subtilmente, perante um evento sem grande importância, mas que chamou a atenção, nomeadamente porque é preciso largar o que ainda possa haver em mim de raiva e ressentimento; é claro, já vivi o mito de Lilith embora “suavemente” e adaptado aos tempo modernos. E se o vivi é porque ele ainda circula em mim… hoje é dia de desintoxicação está-se mesmo a ver!

Finalmente chego onde queria chegar! Estava a bebericar um cafezito, reflectindo nisto tudo e vim ao computador espreitar onde anda uma das Liliths astrológicas (que não vou explicar agora), que aspectos faz etc. Bingo! Está em sextil a Júpiter! É portanto natural que em toda a gente algo desta lenda esteja a criar dificuldades nos relacionamentos… assim muito sumariamente, ou zanga por não vermos os nossos direitos reconhecidos, ou medo de virar costas por causa das consequências… e isto vale para homens e mulheres claro! Num homem por exemplo, e continuo a especular, pode haver um medo de ser abandonado se constatar que a companheira é muito “moderna”… No entanto não há um placard a chamar a atenção, o que for é dissimulado, é inconsciente, pede observação dos eventos e das emoções… onde estão elas a tocar?

Qual é o símbolo para hoje, qual é? Uma mulher antiquada e outra extravagantemente moderna… já viram como Lilith seria extravagantemente moderna nos velhos tempos! E hoje queremos ser o quê? Modernas naturalmente, mas hoje isso significa fazermos tudo para largar as emoções que nos prendem aos padrões que recusamos. É de facto necessário compreendermos que nos movimentamos em enleios kármicos, donde só nos libertarmos quando conseguirmos nos libertar dos padrões emocionais. E para isto, temos que pelo menos começar a não alimentar o que sentimos de medo, raiva, ressentimentos etc.

Imagem veio daqui

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