Céu astrológico para Quinta-feira 28 de Fevereiro

Símbolo Sabiano do dia: Um aviador nas nuvens

A Lua entrou em Capricórnio, faz trígono a Marte em Touro e sextil ao Sol em Peixes. Trabalho, atitudes de responsabilidade, boa gestão dos recursos e talentos pessoais proporcionam segurança emocional e promovem a auto estima de tal forma que podemos ganhar leveza, descolar e pairar acima dos problemas e obstáculos que existem. Estes talvez possam continuar a existir para já, mas à semelhança das nuvens, é possível perderem densidade e mais facilmente os podemos dissipar. Para tal ser viável talvez seja interessante observar Vénus que também está em Capricórnio, próxima de fazer quadratura a Urano em Carneiro e entrar no admirável mundo novo de Aquário. Vénus em Capricórnio simboliza um período de maior valorização da segurança e estabilidade, da imagem que projectamos no mundo, do trabalho e das responsabilidades. Também é mais valorizada uma postura obediente às normas vigentes, às regras tendencialmente aceites pela sociedade de uma forma geral. E quem sabe se não é o peso da tradição, ou pelo menos o peso daquilo que para nós individualmente é tradicional, é habitual, a origem do que sentimos serem os nossos problemas mais prementes? É provavelmente a inovação na nossa escala de valores que nos vai facilitar a viagem em segurança, mesmo num céu carregado de nuvens!

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Céu astrológico para Quarta-feira 27 de Fevereiro

Símbolo Sabiano do dia: Um jockey      

A Lua continua em Sagitário, faz conjunção a Júpiter  e quadratura a Mercúrio em Peixes. A segurança emocional, aquela doce sensação de que está tudo bem, mesmo quando vemos ao nosso redor caos e descontentamento, está associada à percepção de que estamos numa viagem que nos afasta desse caos e descontentamento. Não necessariamente numa viagem física, mas seguramente mental, intelectual e/ou espiritual. A ligação a Júpiter intensifica o que sentimos, ou a satisfação de nos sentirmos a caminho de outras realidades ou a vontade de nos afastarmos duma existência que perdeu significado. A quadratura a Mercúrio pode ser o impulso da partida, se bem que é indispensável termos uma meta definida previamente. O posicionamento de Mercúrio em Peixes não é o melhor para estabelecer metas concretas a alcançar, estas devem existir previamente caso contrário corremos o risco de nos perdermos à procura dos objectivos pretendidos. Seja como for, saímos sempre a ganhar, porque quanto mais não seja ganhamos consciência de que, na primeira oportunidade temos que aprender a dirigir o foco da atenção para onde queremos estar realmente, e mantê-lo. Talvez na próxima Lua nova possamos começar tudo de novo!

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Céu astrológico para Terça-feira 26 de Fevereiro

Símbolo Sabiano do dia: Uma rapariga soprando uma corneta ….. há uma chamada de atenção!

A Lua segue em Sagitário, faz quadratura ao Sol e a Neptuno em Peixes. Optimismo e idealismo andam no ar, mas graças a Vénus em Capricórnio e Marte em Touro uma boa dose de sentido prático também. Pode acontecer portanto, que estejamos de forma bem específica e concreta a empreender acções que visam fazermos chegar à realidade material objectivos sonhados, ideais de vida. Mas este futuro que queremos fazer presente, pode estar mais dependente de novas formas de afirmação pessoal, do que propriamente das acções habituais, embora correctas. O “som da corneta” é um aviso para identificarmos padrões emocionais, ou crenças ou posturas que não se coadunam com os nossos projectos futuros, e desapegar, dirigir a energia para novas formas de estar na vida. Isto é tudo o que temos para fazer agora que vamos entrar em quarto minguante. Vale recordar que estamos a entrar no final de uma Lua nova de Aquário, e Urano como regente de Aquário, está em Carneiro “à espera” de todas as revoluções e inovações que nos possam proporcionar definitivamente formas diferentes de sermos donos da nossa vida, donos das nossas escolhas e livres para as podermos implementar. É que não tarda sai de Carneiro, e temos toda a conveniência de nos apresentarmos perante a Vida de forma radicalmente renovada. Porque só assim podemos renovar toda a nossa vida… é que Ela responde em sintonia ao sinal que emitimos!

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Céu astrológico para Segunda-feira 25 de Fevereiro

Símbolo Sabiano do dia: Uma cruz deitada sobre as rochas

Fazemos parte de uma tradição judaico-cristã e mesmo sem seguirmos preceitos religiosos, a associação da cruz ao sofrimento é quase imediata. Deitada sobre as rochas parece acentuar a aura de dureza e aridez com que a vida às vezes se reveste, prendendo-nos a circunstâncias agrestes e pesadas. Mas há uma magia nos símbolos, eles podem apontar outros caminhos, podem haver outras interpretações igualmente válidas; podemos por exemplo decidir deitar fora o sofrimento, atirá-lo às rochas e seguirmos mais leves, procurando dirigir os pés para onde há suavidade e fluidez no caminho.

A Lua em Escorpião faz trígono a Mercúrio em Peixes, sextil a Vénus em Capricórnio, trígono ao nodo norte em Caranguejo e a Quíron em Carneiro. Sentimos com mais intensidade, estamos mais reservados e introspectivos, circunstância que a ausência do elemento ar no céu vai acentuar desviando o foco da comunicação falada, embora possa fomentar formas de comunicação simbólica e intuitiva, também porque Mercúrio está em Peixes. É um estado de espírito que nos facilita a concentração nas áreas que mais nos importam de momento, e que atendendo ao posicionamento de Vénus, se situa algures no trabalho, responsabilidades, imagem que assumimos publicamente. Mas talvez a grande oportunidade que esta Lua nos dá, seja a capacidade de regeneração emocional; reconhecendo que estados emocionais não nos servem, podemos escolher comportamentos, atitudes, posturas que nos libertem. Isto pode significar “deitar a cruz às rochas” ou dito de forma mais coloquial “deitar as chatices às urtigas”. As chatices, os problemas podem continuar a existir por enquanto, mas sem negatividade emocional associada, ganhamos novas perspectivas, ganhamos capacidade de novas formas de agir, tornamo-nos mais independentes das circunstâncias e por isso mais capazes de as modificar ou de nos adaptarmos. Esta independência tem sido trabalhada por Urano em Carneiro que está próximo de deixar a tarefas a Quíron em Carneiro. Se ainda não foi possível ganhar tal liberdade, será talvez porque existem feridas abertas que dificultam este processo. Tempo portanto de Quíron curar o que ainda não permite sermos mais livres e donos do nosso nariz. Por hoje o melhor que esta Lua em Escorpião nos pode dar, é associar-se a Quíron. Por hoje regeneração emocional é equivalente a ganhos de liberdade e independência. A cereja no topo do bolo, é que o trígono ao nodo norte em Caranguejo diz-nos que ganhamos igualmente segurança emocional. Dores nas cruzes? Rochas com elas!

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Céu astrológico para Sábado 23 de Fevereiro

Símbolo Sabiano do dia: Um bazar de igreja

Aos assuntos do espírito não são estranhos os assuntos da matéria. O lado material da vida de toda a gente, de todas as organizações, instituições, associações etc. necessita fontes de recursos para se manterem  vivos e operacionais. O material é também espiritual.

A Lua em Balança faz oposição a Urano em Carneiro, depois sensivelmente a meio da tarde entra em Escorpião e vai-se aproximando de uma oposição a Marte em Touro. Aos outros continuamos a atribuir um papel importante, eles são parte do que nos proporciona bem estar, segurança emocional. Algumas relações são tão importantes que a elas estão associadas os temas básicos da sobrevivência e qualidade de vida material. Quantos conflitos, grandes e pequenos, externos mas igualmente internos, se originam do impulso para sobreviver e viver com qualidade acrescida? Quantos desses conflitos nasceram da separação entre o espiritual e o material, como se um fosse superior ao outro? Ninguém pode menosprezar a importância da qualidade de vida, que passa pela existência de recursos financeiros, mas não só! Passa pela liberdade de escolha, por uma afirmação pessoal independente de dogmas espirituais, religiosos, familiares, sociais, civilizacionais. Também passa por nos valorizarmos, o que implica valorizarmos tudo o que sabemos e sabemos fazer, tudo o que gostamos de fazer, tudo o que é nosso, sejam recursos materiais, sejam recursos internos. É a capacidade de sermos independentes e de sentirmos o nosso valor que permite desenvolver relações que são fonte de tudo o que é  bom, bonito e elevado/espiritual… a prosperidade está incluída!

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Céu astrológico para Sexta-feira 22 de Fevereiro

Símbolo Sabiano do dia: Tráfego intenso num istmo estreito

Muito movimento, pouco espaço, possibilidade de “falta de ar”. Os símbolos surgiram perto de San Diego na Califórnia, onde de facto existe um istmo numa zona balnear, conforme sublinhou Dane Rudhyar quando estudou estes símbolos. É portanto uma zona que muitas vezes está associada a momentos de lazer.

Tráfego intenso podemos talvez associar às tensões a que a Lua em Balança está sujeita; há quadraturas a Vénus, a Saturno e a Plutão em Capricórnio. Pode dizer-se que vamos ter que circular entre o valor que atribuímos à estabilidade e segurança materiais, à realidade tal como se apresenta, que pode ser  mais ou menos a nosso gosto, e às transformações que temos de operar para que tudo fique a contento. Com a Lua em Balança somos atraídos pela beleza, pela harmonia, pelas oportunidades de nos relacionarmos equilibradamente com os outros. O Sol em Peixes fala-nos de tranquilidade, paz, sensibilidade, momentos inspiradores. Mas para conseguirmos tudo isto, vamos ter que enfrentar o tal tráfego intenso. Valerá a pena?

E comecei a ouvir isto dentro da minha cabeça…. deve ser obra do par Sol/Mercúrio em Peixes:

Valeu a pena? Tudo vale a pena

Se a alma não é pequena.

Quem quer passar além do Bojador

Tem que passar além da dor.

Deus ao mar o perigo e o abismo deu,

Mas nele é que espelhou o céu.

Fernando Pessoa…. que por acaso até era astrólogo!

 

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Céu astrológico para Quarta-feira 21 de Fevereiro

Símbolo Sabiano do dia: Uma floresta petrificada      

A Lua vai continuar em Virgem durante a manhã, depois entra em Balança e faz oposição a Quíron em Carneiro. Nos mapas pessoais valorizo bastante Quíron, o curador, mas em trânsito tem andado esquecido. Então, como por hoje o único aspecto que a Lua faz é a Quíron, vamos recapitular os últimos meses:

– Abril de 2018 Quíron sai de Peixes, por onde transitava desde 2010/2011, e entra em Carneiro. Depois ficou retrógrado em Julho e regressou a Peixes no final de Setembro. Fica directo em Dezembro e agora em 18 de Fevereiro voltou definitivamente a Carneiro onde vai permanecer até 2026.

Simbologia destes posicionamentos:

Em Peixes: Cura da percepção de que existimos num mundo material afastado, separado dum outro mundo invisível, cujas leis desconhecemos inteiramente. Quando a cura começa, percebemos que não é assim, começamos a aceitar que “O universo é um todo orgânico que consiste de seres vivos, todos trabalhando como um único ser. Todos os seres vivos juntos constituem um único ser”. A citação é de Martinus (Pesquisem a Cosmologia de Martinus).

Em Carneiro: Agora a cura vai incidir nos conceitos do que é uma existência independente, mas que já sabe que pertence ao um Todo. Como fazer para tornar saudável, ou para criar verdadeira harmonia entre o nosso projecto individual humano com os outros, eu diria humanos e não humanos. Que ferida não permite a verdadeira harmonia entre todos nós? É sobre ela que vai incidir a atenção de Quíron, mas a nossa ajuda é preciosa, precisamos ser uns bons colaboradores.

Quando a Lua entrar em Balança todos iremos ter uma atenção especial dirigida aos outros e ao equilíbrio que gostaríamos que existisse. O Sol em Peixes faz um quintil a Júpiter em Sagitário; existem condições para que propósitos inclusivos, que sejam sinónimo de paz e consciência de que somos células diferentes de um único ser façam parte da verdade que nos define.

O símbolo aponta para a possibilidade de “observarmos” vestígios de um passado muito arcaico mas que ainda se revela, apesar de “morto”. Sobretudo se os vestígios não forem do nosso agrado, serão elementos de informação úteis para sabermos que novas posturas devemos assumir (Urano em Carneiro nos seus últimos dias por este signo) e/ou que curas devem ser iniciadas (Quíron em Carneiro)

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Céu astrológico para Quarta-feira 20 de Fevereiro

Símbolo Sabiano do dia: Um esquilo esconde-se dos caçadores

Não dar nas vistas, manter a discrição para garantir a sobrevivência é o que ressalta imediatamente do símbolo. A Lua em Virgem faz oposição a Neptuno e Mercúrio em Peixes, trígono a Vénus, Saturno e Plutão em  Capricórnio, quadratura a Júpiter em Sagitário. “Garantir a sobrevivência” está mais a cargo de Marte, que em Touro dirige as operações no sentido da gestão dos nossos bens e recursos, de maneira a gerarmos o que precisamos para viver e já agora com o máximo de conforto e qualidade. Gestão sem organização não faz sentido, e é a discreta Lua em Virgem com a sua inclinação para a eficácia, para o escrupulosamente bem feito, que nos vai ajudar em termos de métodos de trabalhos que permitam o máximo de produtividade. Com o Sol em Peixes não combina trabalho “puro e duro” e portanto paira no ar um convite ao “fazer eficazmente para obter resultados com pouco esforço”. Mercúrio em Peixes responsabiliza-se por ideias inspiradas. Pelo meio vamos concretizando uma realidade que é o espelho da nossa verdade interna, uma versão actual que vai substituindo a que tem existido. Se nos sentirmos seguros, temos a confirmação de que estamos a criar estabilidade material, o “perigo” está afastado.

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Lua cheia em Virgem, Fevereiro 2019

Lua cheia em Virgem, Sol em Peixes, graus 0º42´, 15.53h

Na Lua nova de Aquário iniciou-se um ciclo cuja temática se relaciona com um futuro mais livre de condicionamentos, que muitas vezes não permitem sermos quem somos na essência, não permitem sequer darmos passos em termos de evolução pessoal e colectiva. Mas sabemos exactamente que condicionamentos nos limitam a liberdade de escolha? São as circunstâncias, feitas daqueles inúmeros elementos que nos exigem uma disponibilidade que gostaríamos de dirigir para outro lado, esses condicionamentos? É que essas circunstâncias surgiram porque a montante existia alguma coisa que as permitiu. Não será isso o verdadeiro condicionamento? Parece-me que sim, é o conjunto de crenças, sentimentos e padrões emocionais que se abrigam em nós, os responsáveis pela maneira como a nossa realidade vai tomando forma. Portanto será por aqui que há a possibilidade de libertação, de descondicionamento, introduzindo outras crenças, sentimentos e padrões emocionais com o poder de eliminar o que tem existido. Entretanto, não nos resta senão aprender a lidar com a realidade entretanto materializada, mesmo que seja um “osso duro de roer”, que no entanto é também uma pista para conseguirmos chegar à raiz do que temos para riscar dos nossos planos futuros. A Lua cheia acontece com o Sol em Peixes e a Lua em Virgem; pode ser um momento em que já identificamos o que precisa ir embora, para que o futuro não seja uma monótona repetição do passado.

Símbolos Sabianos:

Lua – Uma cabeça de um homem

Sol – Um mercado público

O símbolo da Lua nova era “Um grande homem de negócios sentado à sua secretária”, e agora na Lua cheia “Um mercado público” remete-nos novamente para “negócios”, uma vez que num mercado o que se faz é essencialmente comprar e vender. Por outro lado a Virgem associamos também o trabalho, o serviço prestado uns aos outros. Será que estamos numa lunação particularmente focada no mundo do trabalho? Não será assim tão estranho, já que se pensarmos em termos de evolução global da humanidade existem dois factores que chamam a atenção para a necessidade de desapegarmos do paradigma actual que define a forma como desenvolvemos as actividades a partir das quais adquirimos os recursos financeiros necessários para subsistirmos, para garantirmos pelo menos alguma independência e liberdade de acção. Refiro-me ao nodo sul da Lua em trânsito por Capricórnio e ao nodo sul de Plutão também em Capricórnio; ambos falam do mesmo, da necessidade de abandonarmos as velhas fórmulas que regem a maneira como existimos publicamente, o que inclui naturalmente tudo o que se relacione com actividades profissionais.

Urano desde 2010/2011 está em Carneiro, de onde vai sair no final do presente ciclo lunar, e este posicionamento relaciona-se facilmente com o tema em questão. Urano em Carneiro, tem sido símbolo de uma revolução na forma como procuramos nos afirmar, como procuramos independência e liberdade de acção. Será que nos apoiamos exclusivamente nas nossas actividades profissionais para conseguirmos esta independência? Será que descuramos outros factores igualmente importantes? Será que cedemos nos nossos valores em troca de estabilidade material? Tantas questões que podem ser levantadas, tanta matéria para reflectirmos! O símbolo da Lua indica que uma dose de racionalidade (a cabeça de homem como símbolo de uma mente masculina/racional), objectividade e sentido prático são sentidos como necessários  mas com o Sol e Mercúrio em Peixes isto dificilmente acontece. Peixes é exactamente o oposto, é o que está para lá da mente que pensa as coisas do dia a dia, é inspiração, é arte, é meditação, é espiritualidade, é quietude. Vamos ter que usar outras vias, ouvir mais o coração que segue os nossos valores, deixar que os impulsos nos mostrem o sentido para onde dirigir as acções. Vénus em Capricórnio e Marte em Touro podem compensar a falta de sentido prático dum Sol e Mercúrio em Peixes. Até pode bem acontecer, que a revolução associada a Urano em Carneiro, seja exactamente esta de aprendermos a nos guiarmos mais por uma sabedoria interna, que sabe bem para onde dirigir os nossos passos, do que por uma consciência moldada pelas crenças de uma civilização cujo prazo de validade expirou. De Marte gosto de dizer que  “é para onde seguem os nossos pés” e a verdade é que Marte em Touro faz sextil ao Sol e trígono à Lua. Marte vai naturalmente procurar que os nossos passos nos encaminhem para o que nos pode criar valor acrescentado, seja pelo aumento de amor próprio… o maior atractor de recursos, relações gratificantes e qualidade de vida de forma geral… seja pela concentração na gestão dos nossos bens, saberes e talentos.

Uma das posturas que precisamos deixar cair, para que o futuro não seja uma monótona repetição do passado, é a que se relaciona com a incapacidade de aceitarmos que no fundo não controlamos tudo e há momentos em que o melhor é colocar em modo pausa os nossos melhores planos, deixarmos que seja a Vida a nos mostrar qual é a próxima etapa.  Esta não é exactamente a maneira como fomos ensinados a proceder, não é a forma como a sociedade está organizada, muito menos o universo do trabalho, e portanto não é estranho pensarmos que sim, descondicionarmo-nos do passado passa por aprendermos que algumas vezes podemos fazer planos para a Vida, outras vezes é bom estarmos simplesmente abertos aos planos que a Vida tem para nós, em estado de confiança e tranquilidade porque só assim conseguimos que esses planos nos cheguem às mãos… ou nos façam pôr os pés no bom caminho!

Para terminar uma achega: a próxima Lua nova vai ser em Peixes e Urano vai já estar em Touro. A revolução vai ser em termos do que fazemos nós com os nossos recursos pessoais, com o que sabemos e sabemos fazer, com a maneira como nos valorizamos, como gerimos tudo isto, como colocamos este potencial ao serviço dos outros ou não. Quanto potencial inesgotável temos escondido numa gaveta fechada a sete chaves, e que poderíamos usar para gerar recursos próprios?  Percebe-se bem como o tema é para continuar…. mas já agora deixem-me acrescentar… a maioria das vezes sabemos lá o que temos na gaveta!!! Se não fossem os momentos em que percebemos que a Vida nos está a mostrar uma possibilidade não sonhada sequer, não chegaríamos tão longe quanto podemos chegar!

 

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Céu astrológico para Segunda-feira 18 de Fevereiro

Símbolo Sabiano do dia: Os campos floridos de Ardath

Ardath é um romance de uma escritora inglesa, Marie Corelli, cujo personagem principal é um jovem poeta que perdeu a inspiração e também a alegria de viver, zangado com a vida, em parte pela destruição dos seus ideais quando confrontados com uma visão excessivamente racional e científica da sociedade na altura (finais do século XIX, princípios do século XX), também porque não encontrava na religião uma visão alternativa. Mas um estado alterado de consciência nos campos floridos de Ardath (perto da antiga Babilónia), permite-lhe viver uma experiência tal, que regressa “curado” e reconciliado com uma espiritualidade vivida à sua própria maneira, recupera a alegria e a inspiração.

Um peso excessivo do racional e do “cientificamente provado” pode estar relacionado com Aquário, signo por onde tem transitado o Sol, mas o tempo encarrega-se de nos mostrar que nem tudo se compreende e resolve apenas neste patamar da existência. Vivermos à nossa própria maneira, riscando tudo o que não se coaduna com o nosso ser interno, é também assunto aquariano e portanto é possível adoptarmos uma vivência da espiritualidade de forma muito individual, encontrando espaço para tudo, para o espiritual, para o racional, para o científico. Bem ao fim desta Segunda-feira, o Sol entra em Peixes e até lá temos tempo para nos reconciliarmos com o lado invisível da Vida, ou reforçarmos a reconciliação que já ocorreu, à nossa maneira! Porque com o Sol em Peixes “o essencial é invisível aos olhos, só se sente com o coração”. Incrivelmente há um quincúncio entre Quíron em Peixes e o Sol enquanto estiver em Aquário, aspecto que nos remete exactamente para o que se passou no romance de Marie Corelli, isto é para a reconciliação entre o material/mental/racional com o espiritual. Talvez tenhamos que levar um abanão (o quincúncio é um aspecto tenso) para abrirmos os olhos do coração!

A Lua está em Leão e faz trígono a Júpiter em Sagitário. Sentimos e reagimos de forma muito autêntica, não só porque a Lua está no signo associado ao coração, mas porque estamos em estreito contacto com a nossa verdade em expansão. Isto “apenas” para promover e consolidar a reconciliação entre os dois mundos, o de cá e de lá, que na verdade estão aqui e são um só.

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