Lua Cheia em Leão, Janeiro 2016

Leão

 

Lua cheia em Leão, Sol em Aquário, 24 de Janeiro, 1.45 h

A Lua cheia, assinalando meio caminho percorrido desde o início do ciclo lunar, na Lua nova anterior, é um período onde podemos analisar que condições são as nossas, o que foi ou não conseguido, o que foi aprendido, como continuar até ao fim do ciclo. Isto, muito especialmente, se temos como opção aproveitar as energias disponíveis em cada início de ciclo lunar, colocando em andamento projectos que cremos nos irão trazer algum tipo de benefício. Simbolicamente temos a luz a iluminar o nosso inconsciente, dando-nos acesso facilitado a compreendermos o que lá se passa. A primeira parte desta análise é a que os símbolos Sabianos da Lua e do Sol, me sugeriram. São eles:

Lua   – Um homem idoso, vestido formalmente, está junto aos troféus que trouxe de uma expedição de caça

Pista: A vontade masculina de impressionar os amigos, com as habilidades em executar os antigos rituais tradicionais de poder. Mas também a vontade de conquistar a sua própria natureza animal.

Sol – Um yogi hindu demonstra seu poder de cura.

Pista: O uso disciplinado de energias espirituais que irão restaurar a harmonia natural perturbada por tentativas desequilibradas do homem de transcender a natureza.

A 10 de Janeiro ocorreu a Lua nova em Capricórnio, cuja proposta foi implementar e desenvolver assuntos ligados ao lado material da existência, com especial ênfase em questões de trabalho, organização, responsabilidades, objectivos. Capricórnio relaciona-se com a sociedade onde estamos integrados, com as suas regras e limites às escolhas individuais; convicções filosóficas, religiosas e culturais estruturaram durante muito tempo o que agora é a realidade que vivemos. No contexto actual de uma sociedade ocidental, que é a nossa, somos influenciados por ideias relacionadas com ambição e status social, com preocupações com a imagem pública que transmitimos, com segurança material directamente ligada à situação económica. Nada disto é errado, mas quantas vezes porém, ficamos enredados em teias tecidas por ambições excessivas, ilusórias e  pouco verdadeiras, geradas pelo imaginário dessa mesma sociedade, que sugere vias para a conquista de um estatuto do qual nos iremos orgulhar e que nos irá proporcionar uma imagem de sucesso e autoridade! Neste processo que pode ser apelativo, esquecemos outros aspectos da realidade da vida, e temos sucesso sim, em criar desequilíbrios vários aos quais não damos atenção, de tal forma estamos concentrados na procura da tal imagem de sucesso e autoridade, em alguma área da nossa vida.

No fundo tudo está sempre bem, e todos os erros têm o condão de apontar a maneira de o corrigir. À percepção de desequilíbrio temos como opção a procura do antídoto, que não só traz a harmonia perdida como traz a promessa da possibilidade de uma nova visão, de uma nova atitude que contenha em si uma estrutura inovadora, onde crenças e atitudes antigas não encontrem mais lugar de manifestação.

Continuando agora com outros detalhes mais estritamente ligados aos posicionamentos e aspectos astrológicos, é de notar que se a Lua nova se deu em Capricórnio, isto é, Lua e Sol no mesmo grau do signo de Capricórnio, agora a Lua cheia dá-se com o Sol já em Aquário; é como se a transição do Sol, dum signo marcadamente ligado às estruturas do passado, para um outro assumidamente relacionado com a procura de novas visões de futuro, assinalasse a possibilidade de,  à nossa escala pessoal, optarmos por abandonar formas de estar na vida que têm sido a norma, e nos abríssemos a outras alternativas. Com a Lua em Leão sentimos necessidade de ser o centro das atenções, de ser reconhecidos e se o conseguimos sentimo-nos seguros no nosso papel, há generosidade e alegria; mas, e se não conseguimos? O que caracterizou o passado, o que escolhemos para futuro? Sol em Aquário pelo contrário é o impulso de nos sentirmos parte de uma comunidade, em que tendo a liberdade de ser diferentes não sentimos necessidade de nos destacar, somos todos especiais e essenciais. Com a oposição do Sol e da Lua, precisamos equilibrar estas duas propostas, mas os dois em  quadratura a Marte em Escorpião,  pode originar tensão e agitação, dificuldades emocionais a ultrapassar.

Marte em Escorpião está em contacto com o que mais nos motiva a agir; são correntes inconscientes e ligadas a instintos e desejos profundos aos quais simplesmente não é possível virar as costas. A quadratura ao Sol gera vontade e energia, talvez por insatisfação com o que é a realidade estabelecida, para tomar iniciativas no sentido das acções que escolhemos ter. Estas podem estar relacionadas com responsabilidades perante um qualquer grupo a que pertencemos; afinal Aquário leva em conta o bem de todos os elementos de uma comunidade. Mas a Lua, sente necessidade de ser “aplaudida junto aos seus troféus” e pode reagir forte e impulsivamente se não conseguir, numa espécie de reacção imatura e infantil por não obter a atenção desejada. Não se trata aqui de abdicarmos da atenção e reconhecimento que merecemos, nem de abandonarmos o que nos dá um senso de segurança emocional, trata-se de compreender se há condições para isso acontecer, se chegou o tempo certo, se não estamos apenas ocupados com o nosso umbigo, como podemos integrar os outros nos nossos cenários. Quando o que exteriorizamos é gerado apenas por amor à tarefa, quando soubermos equilibrar o pessoal com o impessoal, estamos preparados para assumir papéis de liderança responsável, nos saberes que dominamos, quer em grupos mais alargados quer no pequeno círculo de amigos ou familiares.

Penso que a forma como pudermos trabalhar as circunstâncias e as emoções desta Lua cheia, dizem sem pudor se estamos em condições de alcançar a tal imagem responsável e “crescida” que está em causa nesta lunação. Se não estivermos e quisermos estar, contamos com uma pequena ajuda! Ela chega através dum quintil do Sol a Urano, e um tridecil da Lua a Urano; o que nos está a ser ofertado é uma capacidade única, criativa e inovadora, que oferece uma possibilidade extra de desapegarmos de comportamentos ultrapassados. E com Mercúrio ainda retrógrado em Capricórnio, mantém-se a facilidade em repensar todos os assuntos ligados ao que nos trará uma vida mais bem construída e organizada, de acordo com padrões de futuro, sem os pesos do passado.

Estamos aqui para ser felizes. Há passos que nos vão sendo pedidos para o sermos cada vez mais. Cada Lua cheia tem o poder de mostrar folhas murchas que precisamos varrer do nosso caminho. A minha vassoura está a postos…. e já está a rugir!

Lua cheia 24 Janeiro

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Lua Nova de Capricórnio, Janeiro de 2016

Oval

 

Lua nova em Capricórnio, dia 10 de Janeiro, 1.30 h

Relembro que uma Lua nova marca um período em que a Lua faz conjunção ao Sol, isto é, ambos estão no mesmo grau do mesmo signo; inicia-se um ciclo que terminará 28-29 dias depois, quando a próxima Lua nova acontecer. “O que está em cima é como o que está em baixo”, e por isso, o período é propício a que também nós na nossa vida, possamos iniciar um ciclo em que iremos tentar concretizar alguma coisa que possa de alguma forma melhorar a nossa realidade. Num tão curto espaço de tempo não vamos mudar radicalmente as nossas circunstâncias, mas pequenos passos podem ser dados, se nos alinharmos conscientemente com as energias disponíveis.

Capricórnio relaciona-se com a realidade “pura e dura”, com o auge da concretização de objectivos, com a nossa imagem pública, com a forma como queremos ser reconhecidos, com a profissão, com as estruturas que suportam as nossas experiências, boas e más. São portanto as questões de estruturação da segurança material e de organização, de trabalho e responsabilidade  que se irão desenvolver durante a próxima lunação.  Para concretizarmos resultados a este nível físico da nossa experiência de vida, veicular a mente directamente para assuntos práticos ajuda bastante. Mercúrio, como símbolo dos processos de pensamento, aprendizagem, análise e comunicação está em Capricórnio também, e em aproximação a uma conjunção à Lua Nova; ouro sobre azul, se quisermos mais facilmente ter sucesso e chegar às metas estabelecidas no nível em que Sol e Lua estão sintonizados. Mercúrio está retrógrado, mas isso não significa que seja necessário parar com o normal decorrer da nossa vida para evitarmos aqueles contratempos típicos destes períodos, apenas devemos ter cuidado redobrado com tudo o que ele implica; a retrogradação pede que o exterior seja temporariamente “esquecido”, o que precisamos para seguir em frente já existe interiormente, e a permanente atenção ao que nos rodeia potencia distracções e erros. Reavaliando cada passo, cada escolha, cada comunicação, mantendo-nos concentrados, contando com imprevistos, que afinal de contas podem sempre acontecer,  minimizamos o potencial que existe para enganos e atrasos.

Em Capricónio encontra-se também Plutão, já desde 2008 e estará até 2023. A realidade capricorniana é a de todas as estruturas que suportam o nosso estilo de vida, quer sejam estruturas de âmbito social quer sejam estruturas pessoais; é o sistema que vigora na sociedade em que estamos inseridos e é também o nosso próprio sistema de vida pessoal, que criámos com os nossos desejos, ambições, opções, crenças. Capricónio é a realidade terrena mais cristalizada, mais fortemente estruturada e enraizada, mas que nem por isso dura sempre! Actualmente há muitas mudanças necessárias e profundas, mas há também muita resistência. Nada porém que afronte o tremendo poder de transformação de Plutão. E é isso que é proposto com a permanência em Capricórnio, profunda metamorfose das estruturas sociais bem como pessoais. Se a cada Lua nova podemos dar pequenos passos para que as necessárias alterações se processem na nossa própria vida, em Capricórnio mais especialmente, teremos a oportunidade de consolidar de facto mudanças estruturais que, a manifestarem-se efectivamente, serão indicação de verdadeiras alterações que chegam para substituir algumas outras que entretanto ficaram obsoletas.

Para além da conjunção a aplicar-se a Mercúrio, esta Lua nova aproxima-se simultaneamente de um trígono a Júpiter em Virgem. Virgem, tal como Capricórnio, é um signo do elemento terra, intrinsecamente ligado à vida prática do dia-a-dia. A função do planeta Júpiter em astrologia é crescimento, expansão, e em Virgem isto é conseguido com dedicação às tarefas diárias da vida comum, tarefas essas que procuram facilitar e aperfeiçoar as nossas vivências terrenas. A conjunção de Júpiter ao nodo norte em Virgem, é a ênfase neste foco, de importância fundamental para os tempos mais próximos se nos quisermos posicionar adequadamente, voltados para um futuro mais promissor. Uma vez que Júpiter também ficou muito recentemente retrógrado, temos a indicação que estas tarefas e obrigações diárias deverão estar sujeitas a um olhar mais pessoal e interno. Temos a oportunidade de orientar as nossas opções de acordo com a nossa própria verdade, só ela nos pode guiar, só ela sabe quem de factos somos e que caminho teremos que trilhar.

Capricórnio e Virgem desempenham um papel importante nesta Lua nova; o primeiro porque é o signo onde ela se dá, com mais dois planetas directamente envolvidos (Mercúrio e Plutão, já mencionados) e o segundo porque é um signo do mesmo elemento terra, onde os processos envolvidos pela estadia de Júpiter, se ligam directamente aos desenvolvimentos possíveis durante a lunação de Capricórnio. Mas há um terceiro elemento que merece referência, é Sagitário. Por aqui transita Saturno, regente de Capricórnio, e Júpiter é regente de Sagitário, energia que simboliza realidades para lá do mais imediato que nos rodeia, e que só podemos alcançar com conhecimento, procura e verdade. Esta verdade é o que fica quando descartamos tudo o que não se sintoniza com o que de facto sentimos. Por exemplo, a profissão exercida foi fruto de uma escolha livre ou é fruto dos condicionamentos sociais e culturais? É o que escolhi do fundo do coração ou é o que acredito me garantir dinheiro para viver condignamente  e com uma imagem de respeitabilidade de acordo com os cânones do sistema vigente? O que para mim é verdade, o que se relaciona com os meus valores é que tem o potencial de me levar para realidades compensatórias, que proporcionem segurança e realização. Uma vez que presentemente Saturno tem como função estruturar debaixo da energia de Sagitário, o que quer que seja que consigamos concretizar estará de acordo com essa verdade. E se assim acontecer, certo e sabido que cumprimos o crescimento de que fala Júpiter em Virgem. Se nada acontecer, algum detalhe desviou-se da verdade… nada que não possa ser remediado! Com Mercúrio e Júpiter retrógrados, ajustes, reajustes, reflexões e atenção à voz interior servem para acertarmos os passos mais rapidamente, já na próxima Lua nova!

Ainda em Sagitário, Vénus faz conjunção a Saturno, em afastamento mas ainda suficientemente próximo para lembrar que valores e formas de relacionamento com os outros precisam ser expressos com sentido de responsabilidade, sobriedade e maturidade; mas isto não será necessariamente trazido à manifestação segundo fórmulas antigas! O trígono de Saturno e Vénus a Urano, gera formas inovadoras e individualizadas de nos mostrarmos responsáveis, com maturidade e capacidade de nos relacionarmos com equilíbrio e respeito pelos outros. A noção de individualização ligada a Urano,  necessita que estejamos permanentemente em contacto com quem somos de facto, percebendo que não somos todos iguais; mais uma vez a necessidade de conhecer e assumir a verdade própria!

O Símbolo Sabiano desta presente conjunção entre o Sol e a Lua é:

Um coro escondido canta durante um serviço religioso

Pista: O cumprimento da função criativa do indivíduo através da sua participação através de um desempenho em grupo consagrado a uma realização transcendente e global

De facto sendo cada um de nós parte de um todo, qualquer pequena alteração que parece apenas nos dizer respeito, acabará sempre por participar duma “onda” mais vasta, como se fossemos gostas de água constituindo uma vaga gigante. Uma coisa me parece  certa, de acordo com o símbolo, parece que todo o cosmos está rejubilando enquanto apoia todas as intenções e ambições que visem criar novas estruturas, porque a verdade é que desde sempre, e mais aceleradamente desde 2008, muitas outras morreram de vez deixando espaço para que o novo se faça presente. E muitas outras continuam sem qualquer tipo de sustentabilidade, ocupando apenas espaço que poderia ficar disponível para outras versões de realidade bem mais actuais! Por isso esta Lua nova até pode ser importante para simplesmente derrubar de vez o que está a mais, mesmo porque, isso já é em si, alguma coisa de novo.

Lua nova

 

 

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