Lua Cheia em Gémeos, 25 de Novembro

Mocho Lua cheia

 

Lua cheia em Gémeos, 25 de Novembro, 22.44 h

Sol em Sagitário, Lua em Gémeos…. E a primeira palavra que me ocorre é sabedoria! Sabedoria sagitariana que surge do contacto com a compreensão de quem somos, do que aqui fazemos, de qual é a nossa relação com o Universo. Sabedoria que vai crescendo na compreensão das Leis que sustentam a Verdade. A curiosidade e imaturidade de Gémeos impele a absorver toda a informação possível e disponível para ser processada racionalmente. E no entanto desta forma podemos ter acesso apenas uma ínfima parte da Realidade. A consciência disto mesmo, vai tomando forma à medida que o tempo decorre e se acumulam perguntas sem resposta, apesar de todos os conhecimentos que sentimos necessidade de assimilar. Cresce a sensação de que existem dimensões que escapam às leis físicas que aprendemos na escola, na família no meio social e podemos ser levados a deixar para trás os sistemas intelectuais que nos caracterizaram durante muito tempo e partir à descoberta do que afinal é a Vida. Da inocência e supercifialidade de Gémeos chegaremos alguma vez ao domínio sábio de Sagitário onde o conhecimento e entendimento do funcionamento das Leis metafísicas, pilares estruturantes de toda a Realidade conhecida e desconhecida, finalmente se darão a conhecer. Pelo caminho muitas ilusões terão que cair, ilusões que percepcionamos como bem reais e que por isso mesmo dificultam e confundem o caminho até à Verdade. A natureza das ilusões manifesta-se nos nossos sistemas de crenças; e se pensarmos que é a partir das nossas crenças, conscientes e inconscientes que estruturamos a nossa vida, podemos facilmente perceber como é fundamental a sabedoria necessária para discernir entre ilusão e realidade!

É isto que sinto ser a mensagem da presente Lua cheia. Sigo com os símbolos Sabianos da Lua:

“O azevinho e o visco despertam velhas memórias do Natal”

Pista: Uma saudade do estado pré intelectual da consciência

A alma que somos guarda a memória das passagens pelo mundo exclusivo do espírito, onde não existe necessidade de intelecto. Mas chegados ao plano da Terra, as regras do jogo impõem o esquecimento da nossa verdadeira natureza, para apesar desta circunstância, aprendermos como regressar ao Céu ainda com os pés na Terra. Repito uma frase que não sendo minha, permanentemente se faz ouvir: a alma vem à Terra aprender a voar, apesar de estar condicionada para o fazer. E no nosso esquecimento, é este descondicionamento que somos convidados a accionar! Quando o fizermos, a saudade é apaziguada!

Símbolo Sabiano do Sol:

“Uma criança pequena aprende a andar com o incentivo dos pais”

Pista: A assistência natural de poderes superiores durante as crises de crescimento

O esquecimento de que “sofremos” dificulta o caminho, de acordo com a nossa visão exclusivamente ligada à terceira dimensão; deparamo-nos com barreiras, limitações, problemas. Para quem estiver disposto a alcançar os horizontes aparentemente distantes incluídos no conceito de Sagitário, cada crise é uma oportunidade de expansão e crescimento mental, intelectual e espiritual. Assim que nos abrirmos à assistência das dimensões superiores elas actuam e apoiam, suportam-nos. Não estamos sozinhos e indefesos, mas tal como as crianças que aprendem a andar devem fazê-lo pelos seus próprios esforços, assim deveremos compreender que errar, perder e recomeçar são os processos que nos mostram como encontrar a nossa própria forma especial de encontrar o caminho de regresso à essência que somos.

Sol em Sagitário, faz conjunção a Saturno, e Mercúrio também segue no mesmo signo. Mercúrio como regente de Gémeos, simbolizando a mente racional, reveste-se de maturidade em Sagitário, e a sua capacidade intelectual vai para lá do acumular de informações e conhecimentos, participando nos processos de compreensão daquilo que foi aprendido, até mesmo aceitando e assumindo que existem matérias cujo entendimento escapa à lógica racional, mas que nem por isso são menos reais e actuantes. A conjunção do Sol a Saturno, liga a vontade consciente de crescimento à estruturação da realidade, isto é, não basta saber o que fazer e querer fazer, queremos assumidamente manifestar outras formas de viver, outras maneiras de olhar a vida, queremos viver em horizontes desconhecidos mas que sabemos serem mais verdadeiros e alinhados com a nossa própria vontade.

A Lua em Gémeos, ligada por oposição ao Sol e a Mercúrio também, que de momento exerce funções mais de compreensão do que simples absorção de novos dados, vê refreada a necessidade de satisfazer a curiosidade, de procurar saber mais, de comunicar o que sabe, o que ouviu, o que os outros têm para dizer. É como a criança, aprendendo que não consegue correr antes de dar passos seguros.

E por onde andam as ilusões mencionadas mais acima? Assinaladas nas quadraturas que Neptuno em Peixes faz a Saturno, ao Sol, à Lua e a Mercúrio, embora neste último caso haja já uma separação… detalhe técnico apenas!

Compaixão é uma palavra que ilustra o que pode ser Neptuno em Peixes. Compaixão é a compreensão adquirida em Sagitário. A compreensão de que somos todos pequenas gotas de água, que individualmente aspiramos pertencer a um oceano de águas límpidas e puras, e que para isso temos que cuidar desveladamente de nós mesmos e de todas as outras gotas que pudermos, porque o meu bem-estar está intrinsecamente ligado ao bem-estar de todas as outras gotas, e vice-versa. E as outras gotas são todos os outros seres em cima do planeta, humanos, não humanos, vegetais, animais, minerais, é a Terra toda Ela. Sem esta verdade integrada, todas as crenças e vontades, todas as estruturações mentais, emocionais e físicas correm o risco de dissolução. Porque se Neptuno em Peixes é compaixão, é também dissolução de todas as ilusões. E a ilusão última é a crença de que podemos fazer tudo sem levar em consideração o Todo e as Leis que o regem. E há ainda um detalhe importante; somos espíritos com potencialidades ilimitadas, mas quando assumimos forma humana, há limites físicos a que temos que atender. Há trabalho, há obrigações, há a necessidade de manter os pés na Terra, há que atender à vida do dia-a-dia. Sem atenção a isto, não há sonhos concretizáveis, por mais amorosas e integradoras que sejam as intenções!

Uma quadratura indica uma dificuldade em expressar simultaneamente as duas energia em causa. E no entanto é importante que se expressem. O Sol irradiando sobre a Lua, permite iluminar o inconsciente e eventualmente mostrar ilusões prontas a serem dissolvidas. Temos assistência de poderes superiores, podemos dar um passo em frente e deixar para trás pedaços do passado.

 

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Lua Nova de Escorpião, 11 de Novembro

SS 20 escorpião

 

Lua nova em Escorpião, 11 de Novembro, 17.47 h

Símbolo Sabiano desta Lua nova:

Uma mulher afasta duas cortinas escuras que fecham a entrada  de um Caminho Sagrado

Pista: A revelação à consciência humana do que está para além do conhecimento da realidade dual.

A fusão do Sol com a Lua marca mais um ciclo a iniciar, mais uma oportunidade de “semear” ideias e intenções se quisermos alinhar com as propostas celestes. Desta vez o terreno é profundo, e o resultado final pode ser um total renascimento, literalmente a abertura de cortinas escuras que impossibilitam o acesso ao nosso próprio caminho, aquele que está ligado á essência mais pura de quem somos, e que por isso é sempre sagrado! Escorpião relaciona-se com o inconsciente mais enraizado na nossa essência, de onde brotam as nossas verdadeiras e mais autênticas motivações. Um dos regentes de Escorpião é Plutão, e Plutão nos mapas individuais é significador da alma (astrologia evolutiva). É a partir do que está registado na alma que a nossa realidade se estrutura e concretiza. Consequentemente, se soubermos escolher boas sementes teremos boas colheitas, capazes de minimizar as consequências de ervas daninhas deixadas sem controlo! É à medida que tomamos consciência do Universo em que vivemos, das possibilidades que nos oferece, que podemos escolher as melhores castas, as melhores intenções, as que nos servem e a tudo o mais que nos rodeia. Porque somos “apenas” uma parte do Todo, o que é semeado, deve levar em conta esse Todo!

Uma palavra que se associa a Escorpião e a Plutão é poder! Poder mais não é do que sermos capazes de fazer o que queremos, e até um certo nível quando queremos. Impossível não associar a palavra a poder económico ou financeiro; esta associação, não sendo inteiramente ilusória, é ainda assim, apenas verdadeira na realidade dualista da terceira dimensão, aquela da qual mais temos consciência. Mas esse não é o poder verdadeiro! O poder verdadeiro está dentro de cada um de nós, apenas esquecidos de que o temos, e que o podemos resgatar a qualquer instante. Escondido por cortinas escuras, pesadas e empoeiradas, feitas das partes de nós que não queremos enfrentar, porque acreditamos serem feias e más, inadequadas e desonrosas, só de pensar no esforço que precisamos fazer para as abrir, e na nuvem de pó que vamos levantar, sentimos medo! Mas fatalmente chega o dia em que estamos fartos de escuridão, fartos até à medula, e aí queremos saber e tomar consciência do que está para lá dessa janela. Quando o discípulo está pronto, o mestre aparece. O mestre aparece e relembra o que já sabemos, relembra que só nós podemos dar início a todas as transformações necessárias. Não há nada feio e mau e inadequado e desonroso, há apenas inconsciência que precisa ser iluminada, esclarecida. Inconsciência feita de medos, de desconhecimento, de moralidades impostas. Com tudo isto, mas com coragem ainda maior, quando sentimos que o exterior se abrirá luminoso para quem se aventurar, e reclamar o poder que sabe existir e é disponível para todos, abrimos mesmo as cortinas e começamos a trilhar o caminho que é só Nosso. É porque o queremos percorrer, que aqui estamos!

Quanto a outros aspectos astrológicos em aplicação que rodeiam esta Lua nova, aponto a conjunção do Sol a Mercúrio, o sextil de Mercúrio a Júpiter e o sextil de Vénus a Saturno. Mercúrio em Escorpião apoia incondicionalmente as intenções do Sol, com processos mentais interiorizados, que investigam e procuram como abrir as cortinas, o que se adequa aos nossos propósitos, como manter as condições propícias ao desenvolvimento dos objectivos, como comunicar, o que aprender. Ligado a Júpiter em Virgem por um sextil, as ideias, os pensamentos, os conceitos que apoiam o Sol, igualmente contribuem para o aperfeiçoamento da realidade, e simultaneamente preparam outras potenciais realidades a atingir durante a presente lunação, ou até mesmo para além dela. Vénus em Balança, propicia harmonia na forma como nos relacionamos com os outros, connosco mesmos também, componente fundamental na criação de novas formas de vida. Mais fundamental se torna, quando o sextil a Saturno em Sagitário, incorpora na estruturação de novas filosofias de viver esta responsabilidade de promover relações humanas íntegras e correctas.

O poder de moldarmos a vida que sonhamos é nosso. O poder de assumirmos novos comportamentos, crenças ou modos de vida está ao nosso alcance. Há muito para ultrapassar, muitas transformações, muitas metamorfoses são necessárias. Paradoxalmente é preciso coragem para rejeitar a escuridão e procurar o lado luminoso da existência. Mas uma Lua nova em Escorpião é uma passadeira vermelha desenrolada bem em frente do nossos pés! Comece com o pé direito ou com o esquerdo, mas comece! Dizia Fernando Pessoa, “primeiro estranha-se, depois entranha-se”!

 

 

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