Lua Cheia em Capricórnio, 2 de Julho

Diamantes

 

2 de Julho de 2015, 3.20 h, Lua Cheia em Capricórnio. O símbolo da consciência (Sol) em Caranguejo, ilumina o inconsciente emocional do momento (Lua) em Capricónio.

Vamos lá ver o que o céu está a transmitir!

Começo com Saturno em Escorpião (para relembrar aqui). Saturno não tem muito mais tempo para esta última passagem pelo signo, em que é regenerada a memória emocional e inconsciente que carregamos. O que ainda houver para detectar vai sendo descoberto, trazido à luz. Tudo aquilo que poderemos designar por “negativo”  é mostrado, e o barómetro é emocional. A Lua, relacionada exactamente com as nossas emoções do momento, iluminada pelo Sol vai revelar com clareza o que sentimos. E esta é uma oportunidade de olhar de frente o material que anda a ser remexido por Saturno. Surgiu irritação, depressão, impaciência, raiva, inveja, medo, impotência, zanga em relação ao mundo? Se sim …. o que fazer é escavar, analisar, reflectir sobre as causas de tais sentimentos. Se eles surgem, apontam dinâmicas nossas, interiores, que precisam ser transformadas. Plutão em Capricónio está a trabalhar em parceria estreita com Saturno. Isto porque Plutão é regente de Escorpião e Saturno é regente de Capricórnio, mas de momento “trocaram de casa”, circunstância que define uma intensificação da função de ambos. Saturno a identificar estruturas ultrapassadas, Plutão a transformá-las . Pode ser desconfortável, doloroso, mas é necessário e vale muito a pena ter atenção à percepção pela qual optarmos. Ou escolhemos ser vítimas de algum mal exterior, ou percebemos que o que se passa e temos uma oportunidade para erradicar alguma coisa que é supérflua e inútil!

A Lua está em Capricórnio, onde a turbulência emocional não é bem-vinda, há  necessidade de ordem, eficiência, responsabilidade. A oposição do Sol, permitindo a iluminação simbólica do inconsciente, vai revelar que emoções acolhemos. Tudo o que não for benéfico deve ser recebido com um sorriso de agradecimento… porque Plutão, o Transformador, está em conjunção à Lua preparadíssimo para dar lugar às transformações necessárias. O Símbolo Sabiano referente à Lua é:

“Um albatroz alimenta-se na mão de um marinheiro”

 Pista: o transcender do medo

Mensagem transparente!

O Sol irradia a partir de Caranguejo, que é regido pela Lua. A energia é de sensibilidade, de cuidado, e o que transmite é mostrado pelo Símbolo:

“Um grande diamante nas primeiras fases da lapidação”

Pista: o treino árduo da perfeição, para a possibilidade de manifestação de um ideal

É claro que podemos perder o medo! Afinal o que a dupla Saturno / Plutão faz é retirar camadas para que o diamante interno se possa manifestar!

A alma é o tal diamante interno, e o processo decorre com Neptuno em trígono ao Sol e em sextil à Lua. Amor incondicional e compaixão são postos ao serviço da lapidação, e brotam directamente do interior, não é preciso ir buscar a lado nenhum, temos tudo dentro, é só reconhecer e activar! Temos sempre todos os recursos, mas quando os planetas estão retrógrados mais facilmente acedemos às respectivas energias segundo os nossos próprios parâmetros, segundo a nossa própria experiência subjectiva. Neptuno, Plutão e Saturno estão retrógrados, é a nossa versão de lapidação que deve prevalecer, não esquecendo no entanto que há um Bem Maior a ser preservado.

Urano em Carneiro sinaliza o início de um ciclo de libertação de tudo o que nos condiciona e aprisiona o brilho interno. Mas Urano é mais do que o Grande Libertador, é a mente divina que detém a Visão do passado, do presente e do futuro, onde existem todas as soluções. E faz sextil a Mercúrio, este directamente relacionado com a nossa própria mente; Mercúrio por sua vez também se liga à maravilhosa conjunção de Vénus e Júpiter em Leão por sextil. A criatividade e generosidade de Leão, expressando-se através de Vénus e Júpiter, é uma bomba de expansão, com fé, prazer e alegria na vida. Então temos este cocktail de “boa energia” ligado aos nossos pensamentos, às nossas ideias, à nossa comunicação, tudo isto permeado pela Visão de Urano.

Vénus e Júpiter estão em quadratura a Saturno. Pode acontecer alguma tensão entre o desejo de criação de uma nova realidade e a necessidade de prosseguir com as transformações em causa. Parecem à partida dois objectivos diferentes mas no fundo podemos perceber uma raiz comum; se verificarmos que o que está a ser transformado cria uma base sólida e saudável para que novas perspectivas criativas possam surgir, então a tensão dá lugar ao impulso necessário para prosseguir.

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Lua nova de Gémeos

Lua nova

 

Lua nova de Gémeos, 16 de Junho, 15.05 h, no grau 25°07’.

Gémeos lembra a curiosidade das crianças. É a aprendizagem que decorre da interacção com o que nos cerca. E porque o ambiente em que nos movimentamos tem sempre tanta coisa diferente, há mil coisas com as quais nos relacionarmos, das quais retirar alguma informação. Nesta fase do ciclo, queremos saber tudo, a actividade mental está activada! Procuramos respostas em todo o lado, de todas as formas possíveis. Lendo, navegando na internet, conversando, vendo filmes, circulando, observando, ouvindo. Gémeos pode proporcionar dificuldade de foco já que a tendência é para dispersar-se por onde haja alguma coisa mais para assimilar e aprender, ou simplesmente ficar a par das novidades. Esta é portanto uma Lua Nova que marca um ciclo em que procurar informação, iniciar aprendizagens, comunicar para o exterior está em alta, e tudo o que estiver em sintonia e se iniciar sob esta energia tem o caminho facilitado.

Desde o início de Junho, Marte tem estado em aproximação a uma conjunção ao Sol, acentuando a tendência natural do Sol geminiano e que se relaciona com o que foi mencionado acima. Mercúrio, regente de Gémeos, esteve retrógrado até há muito pouco tempo, sugerindo e facilitando o refazer de algumas tarefas exteriores e igualmente o examinar do que mantemos em mente. Nesta Lua Nova, Marte está conjunto ao Sol e à Lua, embora já em separação mas ainda muito próximo, e portanto o tema da intensa recolha de dados está ainda muito presente. Absorvemos muita informação por um lado, mas tivemos o convite para olhar para dentro por outro. O símbolo Sabiano para esta lunação é:

“Num céu de inverno, árvores cobertas de gelo”

Pista: apenas o essencial

O que está simbolizado parece contrariar a circunstância de Gémeos ser exactamente o contrário, já que a curiosidade e a sede de saber que lhe é adstrita vai muito para além do que é essencial, correndo até frequentemente o risco de se perder no meio de toda a informação que assimila. E com Marte a empurrar pode literalmente empanturrar-se de novos dados. No entanto a contradição pode ser ilusória. Vejamos: o que se pretendeu com Mercúrio retrógrado? Um certo afastamento do exterior, um recolhimento para análise interna. E essa análise interna não será ela útil precisamente para identificar o que anda a mais, o que se acumulou em excesso e prosseguir apenas com o essencial? Faz sentido!

Pegando ainda na ideia de seguir apenas com o essencial, não só Mercúrio esteve retrógrado, como Saturno e Plutão têm estado igualmente, todos eles a pedir um olhar interno. Estes três planetas “pediram e pedem” acima de tudo que seja identificado o que não é necessário, tudo o que não é essencial. É um processo que pode ser difícil. Crescemos com demasiadas ideias feitas acerca de quem deveremos ser, independentemente de isso nos ser útil ou não. Precisamos de servir um padrão cultural, social às vezes religioso; precisamos ser uma peça numa engrenagem para a qual não fomos chamados a construir mas que aceitamos fazer parte. Abrigamos muito mais do que é nosso, mas porque é o que conhecemos, largar não é fácil, o hábito prevalece como um vício, o medo toma conta. Neptuno também iniciou o movimento de retrogradação há poucos dias. Amor incondicional, compaixão são duas palavras que também definem a função deste planeta e porque está na condição descrita, mais facilmente temos a capacidade de sentir que não há castigo para ninguém, que temos suporte, que nada acontece por acaso, que o que parece nos afrontar é a oportunidade de nos libertar. Saber isto, faz parte do essencial! Saber que é preciso querer aderir, também! Temos livre arbítrio, pelo menos até um certo ponto.

O regente de Gémeos, Mercúrio está em quadratura a Neptuno. Mercúrio em Gémeos é a mente racional e lógica, preparada para operar nas três dimensões. Neptuno pertence ao reino do espírito onde prevalece o sentir, e as regras não são as das três dimensões, aquelas para onde temos permanentemente a atenção focalizada. Para aproveitar as duas energias é necessário encontrar uma via em que ambas se consigam expressar, caso contrário uma vai prevalecer em detrimento da outra mas à custa de confusão mental, ilusão ou falta de concentração. É preciso aceitar a existência de dimensões não físicas, mas simultaneamente fazer uso da capacidade de discriminação e inteligência para identificar o que é pura fantasia e o que é potencialidade. Nós podemos fazer uso da mente racional para aprendermos a limitar a racionalidade lógica e por outro lado abrirmos espaço à intuição, sem perder no entanto o contacto com a realidade terrena. Saber isto é também essencial.

Urano em Carneiro quer a libertação de todos os padrões e de todas as estruturas que nos amarram e nos impedem de alcançar as potencialidades com que aqui chegámos. Júpiter em Leão quer novos horizontes, novas formas de abordar a vida levando em consideração a Verdade individual e colectiva; há aqui uma grande dose de fé na Vida, há alegria e optimismo. Urano faz trígono com Júpiter, os dois seguem em harmonia, não falta criatividade para inventar o que ainda não foi inventado! Vénus também em Leão está conjunta a Júpiter e o que acontece é que temos prazer em tudo aquilo que está simbolizado por Urano e Júpiter. E quando há prazer transformamo-nos em ímans com capacidade de atrair o que nos faz bater o coração. Outra coisa essencial…. encontrar e manter na nossa vida o que faz o coração bater!

Volto à imagem que o símbolo evoca.  A vida é cíclica, e há momentos de abundância, de vida e cor, de agitação por todo o lado, e há também pausas que se impõem, em que tudo à nossa volta e em nós se recolhe, hiberna, em que tudo se resume ao essencial…. mais uma vez! E o que acontece quando o gelo derrete e o Sol aquece? O essencial passa a ser a estrutura em que a Vida floresce!

Lua nova 2

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Saturno reentra em Escorpião

Saturno

A nossa vida é feita de um número incomensurável de experiências. A todas elas corresponde uma resposta emocional, mais ou menos intensa, mais positiva ou mais negativa. Em patamares de consciência a que não temos acesso facilmente tudo fica registado. Tivemos boas experiências e outras nem tanto, algumas traumáticas, outras de que nos envergonhamos, umas que aceitámos, outras que reprimimos, algumas que nos amedrontaram… Evoluir é mudar, é passar de um estado para outro, é actualizar a percepção que temos do mundo e da realidade. Mas a verdade é que por várias razões muitas vezes ficamos emocionalmente presos a determinadas circunstâncias que não nos permitem essa passagem, que não deixam por isso evoluir. É em Escorpião que as motivações e questões mais profundas do Eu, são purificadas. Ciclicamente uma “purga” é necessária para que a alma possa prosseguir caminho, livre de pesos desnecessários à procura de novos horizontes, à procura da verdade simbolizada por Sagitário, signo que se segue a Escorpião.

A 5 de Outubro de 2012 o planeta Saturno entrou em Escorpião e por lá se manteve até ao final de Dezembro de 2014. Saturno tem a função de concretizar, materializar, estruturar, trazer às três dimensões o que seja mantido energeticamente em algum nível do nosso ser. Em Escorpião como foi registado, as limitações ao evoluir da alma precisam ser transformadas ou eliminadas e quando em contacto com Saturno ganham corpo e entram na nossa vida de forma tal que não podemos fingir que não sabemos, ou que não vemos, ou que não sentimos na pele. Se analisar a sua vida durante este período compreenderá. Tudo o que de menos bom aconteceu foi na realidade uma bênção! Estava a mais, pesava, não deixava avançar.

Do final de Dezembro até agora Saturno tem estado em Sagitário; a 15 de Março ficou retrógrado e vai reentrar em Escorpião a 15 de Junho. Por lá ficará até 17 de Setembro, até que finalmente sai definitivamente. A intenção, porque tudo isto tem uma intenção por detrás, é termos a oportunidade de fazermos uma última revisão para haver a certeza que não fica esquecido nada que seja inútil, prejudicial. Que fique só o essencial, o benéfico, o que precisamos para prosseguir a jornada.

A retrogradação de um planeta indica tempo de análise interior. Com Saturno em Escorpião está feita a proposta para usar tempo e disponibilidade dedicados a descobrir o que ainda poderá restar pelos cantos esquecidos e escondidos do seu Eu, aqueles mais distantes da luz da consciência. A limpeza dá-se sempre, com a nossa colaboração ou não. Colaborar ajuda, resistir pode fazer doer! Com sorte, a passagem anterior deixou tudo limpo e a brilhar, mas pelo sim pelo não dê uma olhada!

Para relembrar Saturno em Sagitário: aqui

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Depois da Lua cheia, vem a fase minguante…..

Fogueira

A Lua cheia é um período de tempo que representa uma iluminação temporária dos nossos padrões e processos inconscientes. Esta circunstância facilita a tomada de consciência dos mesmos, através da observação do que sentimos, do que pensamos de como reagimos e com alguma frequência são acontecimentos externos que induzem estes pensamentos ou sentimentos ou emoções. Coloco propositadamente a ênfase naquilo que é desconfortável, doloroso até, porque estes elementos devem ser descartados. Se não acrescentam bem-estar, se não são construtivos e pelo contrário travam e atrapalham o usufruir do melhor que há para viver, então está na hora de desapegar e quanto mais depressa melhor. São o resultado ou resíduos de experiências passadas, às quais ficámos agarradas(os) por memórias conscientes ou inconscientes.

Pode existir uma ligação até a vidas anteriores. Nós somos seres que usamos os nossos corpos físicos, com a respectiva personalidade, para na experiência terrena a nossa alma evoluir. Trazemos incontáveis memórias de incontáveis outras vidas em que ficámos presas(os) a incontáveis experiências e crenças, que nos proporcionaram algum tipo de envolvimento emocional, negativo muitas vezes. E agora, sem imaginarmos a razão, quando surge uma situação semelhante, ou um pensamento que se relaciona à situação, uma reacção condicionada é despoletada pela experiência do passado. E frequentemente este tipo de comportamentos ou sentimentos, que fazem parte da nossa forma habitual de ser ou de agir, não nos apoiam. Mas no momento em que tomamos consciência destes elementos inúteis estamos prontas(os) para desapegar, para largar.

Depois da Lua cheia, a Lua continua o seu percurso e novamente se vai aproximando do Sol. Os 180° que definem a oposição entre os dois vão lentamente diminuindo e no momento que são atingidos os 90° dá-se a entrada na fase minguante. Esta é uma altura perfeita para dar corpo à intenção clara de largar o que foi detectado e nos limita, nos impede tantas vezes de alcançar uma vida mais feliz e plena.

Exemplo do que pode haver para desapegar: situações do nosso passado que relembrando causam emoções negativas; a emoção é para desapegar, o que passou não existe mais. Emoções que surgem sem sabermos de onde nem porquê e que podem estar ligadas a memórias kármicas inconscientes; mau estar, tristeza, melancolia, culpa, medo, egocentrismo…. é para desapegar. Emoções que alimentamos em relação a determinadas pessoas ou situações: raiva, desejos de vingança, impotência, frustração. Crenças que limitam: odeio o meu trabalho mas não tenho outro remédio; não tenho capacidade de ultrapassar os meus problemas. Comportamentos que sistematicamente causam problemas: não levar em conta as necessidades próprias; não assumir os obstáculos; não aprender a gerir os recursos disponíveis; ter o impulso para fazer tudo e mais alguma coisa (esta é para mim…). A lista é interminável…

Tomar consciência, sentir em pleno na pele o que quer que seja que nos faz mal é um acontecimento importante. E tal como, mais ou menos exuberantemente, ritualizamos o nosso aniversário ou a passagem do ano civil, ou qualquer outra situação que valorizamos, podemos ritualizar o momento em que desapegamos do que estiver a mais na nossa vida. Podemos escrever num papel o que está preparado para ir embora e cortar depois em mil pedacinhos, deitando no lixo. Podemos inventar um ritual, mais ou menos complexo de acordo com os nossos gostos. Eu adaptei um a que designei como “a fogueira” porque o potencial purificador do fogo é utilizado. Tenho um recipiente metálico que será o “palco da purificação”. Num papel escrevo o que há para desapegar, deito fogo e coloco no recipiente. Enquanto a chama arde repito uma frase de Yogananda: sementes do karma passado não podem germinar quando torradas na Sabedoria Divina. Faço isto, não com um espírito austero e de grande solenidade, mas com uma disposição leve, como se fosse uma brincadeira. Gosto verdadeiramente de ver o papel a arder, e nele as sementes malvadas a torrarem!!!

Não podemos ter a pretensão de fazer um ritual e desapegar de vez! É preciso insistir, é preciso querer e ter a persistência necessária, dizer não às antigas limitações e o amor próprio para fazer vingar as atitudes, as crenças e os sentimentos que nos fazem caminhar em frente. Um ritual mensal de desapego pode ser um momento agradável em que vincamos perante nós e o Universo inteiro que estamos determinadas(os) a alcançar o melhor que há à nossa espera!

Porquê um ritual?  O psicanalista de origem judaica, Fritz Perls, escreveu no seu livro “A Abordagem Gestáltica”

Parece haver, em todos os seres humanos, uma tendência inata para o ritual(…) Encontramos esta tendência não apenas entre os primitivos, mas também entre grupos altamente civilizados (…).

Se numa ocasião importante não houvesse nenhum ritual — nenhum (…) aperto de mãos, discurso, cântico, nenhuma cerimónia de qualquer tipo — tudo pareceria sem sentido e vazio. O ritual parece dar à tal experiência ordem, forma e objectivo. Em termos gestálticos, poderíamos dizer que torna mais evidente, faz a figura sobressair mais nitidamente. Todos nós, por exemplo, parecemos sentir a necessidade de algum ritual para lidar com a morte. Mesmo o cidadão menos sofisticado do mundo acharia chocante se simplesmente empacotassem os nossos cadáveres e nos desembaraçássemos deles.

Mesmo que ainda não consiga aproveitar a Lua cheia como um momento de iluminação do seu inconsciente, onde estas sementes se acumulam, talvez tenha mesmo assim, bem presente o que mantém em si e deve largar. Aproveite os períodos de Lua minguante e torne-se mais leve. Faça-o, com ritual ou sem ritual. Ou invente um ritual só seu. Ou simplesmente tire um tempo só para si, reflicta sobre o que aqui se propõe, e desapegue-se do que estiver a mais.

 

 

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Lua Cheia de Sagitário, 2 de Junho

Semi círculo

Dia 2 de Junho de 2015, 17.19h, Lua Cheia em Sagitário.

Já tenho o hábito instalado, começo pelos Símbolos Sabianos, nomeadamente pelos do Sol e da Lua, os dois principais elementos de uma Lua Cheia. O que está a itálico é directamente relacionado com a interpretação de Dane Rudhyar.

Sol – 12 de Gémeos: “Uma menina negra luta pela sua independência na cidade”

Pista: Libertação dos fantasmas do passado.

Lua – 12 de Sagitário. “Uma bandeira transforma-se em águia; a águia num galo que saúda a alvorada”

Pista: A espiritualização e promoção dos grandes símbolos de uma Nova Era por mentes atentas àquilo que precede a sua manifestação

A águia simboliza a vontade espiritual e o poder de subir à altitude mais alta possível de consciência e propósito. Voando a tal altitude, a águia é a primeira criatura viva a perceber o sol nascente. Tendo percebido, e ao transformar-se em galo anuncia a vinda de um novo dia.

As bandeiras simbolizam nações que são constituídas por vários indivíduos, cada um com a sua própria experiência de vida e nível de consciência. Nações que estão ligadas a um passado, ao momento em que nasceram. Também a cada um de nós poderá ser atribuído um símbolo pessoal. Por exemplo, de certa forma o nome pelo qual somos conhecidos não será a nossa “bandeira” pessoal? “Bandeira” esta que assinala igualmente a nossa origem, através dos apelidos!

A Lua transitou por Escorpião antes de entrar em Sagitário; foi por onde andou durante o fim-de-semana. Aqui ela entra profundamente em contacto com o inconsciente, e aqui, emocionalmente está tudo guardado, tudo o que fez parte de todos os nossos passados…. porque tal como as nações, fomos ao longo de várias vidas vestindo a pele de vários indivíduos. Somos o resultado de infinitas vivências, e sabemos bem que do passado fazem parte formas de vida que queremos abandonar, transcender, transformar, regenerar. Tudo isto, está bem presente, quando de seguida entra em Sagitário e é iluminada pelo Sol! Tal como escravos, temos ânsia de libertação. Muitas vezes também, ainda nem percebemos que a essa libertação corresponde um elevado nível de responsabilidade; outras vezes, o medo de assumir as responsabilidades mantém-nos presos. Mas cada vez mais e mais de nós, experimentam o voo da águia que sobe alto, e percebemos que vem aí um alvorecer diferente. Perdemos o medo e assumimos a responsabilidade de criar a vida em sintonia com quem somos, não de acordo com o que querem que sejamos. A nossa individualidade muito particular e muito única, é simbolizada por Urano, o Grande Libertador. Ele, que nos ajuda a romper com os condicionamentos antigos está em trígono à Lua, a puxar o futuro para o presente, afastando o passado. Mais do que querer, sentimos necessidade de novos horizontes, horizontes Sagitarianos! É por tudo isto que a menina negra luta, e a Luz está com ela… tal como está com todas e todos que já não se deixam amedrontar por fantasmas!

Marte também terá um papel importante neste cenário, já que está em conjunção ao Sol e oposição à Lua. E o símbolo é:

16 de Gémeos: “Uma activista em discurso emocionado dramatizando a sua causa”

 Pista: A resposta apaixonada a uma nova experiência profundamente sentida.

O que foi “descoberto” não só precisa ser discutido e testado através de um intercâmbio intelectual como também precisa ser difundido e divulgado no meio daqueles que ainda não estão conscientes do novo tempo que se avizinha. Um público é necessário, e tem que ser convencido; a sua resistência e inércia tem que ser superada.

Apetece-me dizer que estamos perante uma Lua cheia muito politizada! Veja-se como Marte se alia ao Sol. A oposição da Lua em Sagitário equilibra com uma visão abrangente do que é a realidade; esta, não é só o ambiente mais imediato, simbolizado por Gémeos. A Grande Realidade é que o ambiente imediato é apenas uma pequena parte da Verdade. E para transcender o passado é necessário assimilar este novo conhecimento. Isto é também o que a águia viu quando subiu ao alto, e agora sabe o galo que canta ao nascer do dia.

Um último aspecto a considerar é Júpiter, ligado ao Sol em sextil e à Lua em trígono, os três em harmonia portanto. Júpiter, regente de Sagitário, é uma energia que expande; por isso em Leão temos a capacidade de ver aumentadas qualidades como generosidade, acção para a criação, optimismo, alegria de viver, fé nas nossas capacidades. Isto são qualidades que precisamos sempre, especialmente quando entrámos em modo de “libertação dos fantasmas do passado”. E o símbolo de Júpiter é:

17 de Leão: ” Um coro de voluntários cantando hinos religiosos”

Pista: O sentimento de união que une homens e mulheres na sua dedicação a um ideal colectivo.

À medida que nos libertamos dos aspectos passados que não servem mais, à medida que percebemos que depois da noite escura, e às vezes assustadora, vem sempre mais um dia que tem o poder de espantar todos os fantasmas, à medida que voamos alto e percebemos o que está para lá da realidade mais imediata, à medida que assumimos a responsabilidade por viver de acordo com os novos saberes, à medida que vamos vivendo novas filosofias de vida vamos pertencendo a um grupo de homens e mulheres que se dedicam a um novo ideal colectivo. E assim pouco a pouco, uma nova Terra vai sendo moldada!

Toda esta simbologia está presente no céu na altura em que se der a oposição exacta do Sol e da Lua. Como em qualquer Lua cheia, sob o efeito da luz da consciência (o Sol) temos uma grande oportunidade para perceber o que mantemos dentro, sejam sentimentos, crenças, comportamentos que de alguma forma estão ligados ao passado. Observe-se, e identifique o que causa mau estar, incómodo, o que não serve mais. Se a mensagem contida neste instante for para si apelativa, se está em sintonia… junte-se ao coro, mesmo que ainda desafine!

 

 

 

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